Jesus dá as instruções aos seus discípulos e continua a sua missão, enquanto os Doze prosseguiam a deles. (vs 1)
João Batista havia sido preso por Herodes Antipas e, enquanto aguardava a morte, ouviu sobre o ministério de Jesus. João então enviou seus mensageiros a Jesus, expressando sua angústia. João envia a pergunta: se Jesus era aquele que estava para vir ou deveria esperar outro? (vs 3)
Jesus reponde a João com uma leve censura e uma homenagem. Ele pede que anunciem a João as coisas que estavam acontecendo, que eram sinais de Isaías, que se referem a chegada da era messiânica: os cegos veem (Is 29:18, 35:5), os coxos andam (Is 35:6), os leprosos são curados (Is 53:4), os surdos ouvem (Is 29:18-10, 35:5), os mortos são ressuscitados (Is 26:18-19) e aos pobres está sendo pregado o evangelho (Is 61:1). As ações de Jesus davam prova suficiente de que ele era o messias. (vs 4-5)
João havia anunciado Jesus como o juiz (Mt 3:10-11), talvez ele esperasse que, se Jesus fosse o Messias, asseguraria a sua libertação da prisão, onde era vítima das injustiças de Herodes. Mas Jesus mostra para João que as obras do Messias eram obras de misericórdia.
Quando Jesus fala no versículo 6 que bem-aventurado é aquele que não acha em mim motivo de tropeço, Ele está dizendo que as expectativas que nós temos sobre Ele não devem ser motivo de tropeço. Pois Ele é o messias, e aqueles que o reconhecem são bem-aventurados. Ainda que Jesus não se moveu para libertar João Batista, Ele era o Messias e estava comprometido com o plano de Deus.
O que vale a pena destacar é que João não engoliu suas dúvidas. Ele as expôs pois sabia que Jesus entenderia.
Jesus prossegue elogiando João, que era muito mais que profeta, mostrando que ele não era uma pessoa inconstante por causa do seu questionamento. (vs 7 ao 10)
João Batista era um grande profeta e veio ao mundo em cumprimento à profecia. Seu nascimento foi um milagre, sua vida foi um exemplo, seu ministério foi uma obra de preparação para a chegada do Messias e sua morte foi uma demonstração de coragem. Foi ele quem preparou o caminho do Senhor. Foi ele quem batizou Jesus para que este desse início ao seu ministério. Ele veio no espírito e no poder de Elias. Assim como Elias, na força do Senhor, confrontou o rei Acabe, o povo e os profetas de Baal, conclamando o povo de Israel a abandonar os ídolos e a voltar-se para Deus, João Batista também confrontou o rei Herodes Antipas, o povo e as autoridades religiosas de Israel, conclamando o povo ao arrependimento. Ele preferiu a morte à conivência com o pecado do rei Herodes.
Jesus fala no versículo 11 que o menor no Reino dos Céus é maior do que João, ao dizer isso Ele não está subestimando a importância de João, mas está mostrando a importância dos membros do reino. João pertence ao tempo do cumprimento, mas aqueles que atendem a proclamação de Jesus, são agora membros do Seu reino.
As multidões e os líderes religiosos que rejeitaram os ministérios de João e de Jesus, são semelhantes a meninos imaturos e egoístas, que não se contentavam com coisa alguma. Mas a sabedoria de Deus seria justificada pelos frutos justos do ministério de João e de Jesus. (vs 16-19).