A Palavra de Cientista deste episódio pertence a Domingos Leitão, Diretor Executivo da SPEA
Uma em cada três populações de aves portuguesas está ameaçada de extinção. A situação é particularmente preocupante nos casos das aves de zonas agrícolas, das migradoras de longa distância e das aves marinhas: diminuiu a sua abundância e a sua área de distribuição e aumentou o seu risco de extinção no nosso país. Estas são algumas das tendências evidenciadas pelos resultados da Lista Vermelha das Aves de Portugal Continental e do III Atlas das Aves Nidificantes de Portugal, apresentados dia 12 de dezembro em Lisboa.
Liderados pela Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA) e desenvolvidos em parceria com a Universidade de Évora, ICNF, IFCN (Madeira) e CIBIO/BIOPOLIS, com a participação de mais de 400 ornitólogos voluntários e profissionais, estes dois projetos complementares permitem obter um panorama do estado das aves em Portugal e, esperam os especialistas, direcionar esforços de conservação para aquelas que mais necessitam.
A Lista Vermelha das Aves de Portugal Continental 2022 visa reavaliar o risco de extinção das populações de aves que utilizam de forma regular este território português e identificar as populações ameaçadas, atualizando a secção correspondente que integra o anterior Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal, que data de 2005. Relativamente à Lista Vermelha anterior, o número de populações classificadas como ameaçadas de extinção aumentou de 88 para 95 populações. Ou seja, hoje existem mais populações e espécies de aves ameaçadas do que em 2005.
A Lista Vermelha das Aves de Portugal Continental e o III Atlas das Aves Nidificantes estão disponíveis online a partir de dia 12 de dezembro, no site
www.listavermelhadasaves.pt.