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Estas palavras de Jesus vêm ao encontro da questão que muitas vezes ressoa na nossa mente e no nosso coração: «Onde está Deus?» Onde está Deus, se no mundo existe o mal, se há pessoas famintas, sedentas, sem abrigo, deslocadas, refugiadas? Onde está Deus, quando morrem pessoas inocentes por causa da violência, do terrorismo, das guerras? Onde está Deus, quando doenças cruéis rompem laços de vida e de afeto? Ou quando as crianças são exploradas, humilhadas, e sofrem – elas também – por causa de graves doenças? Onde está Deus, quando vemos a inquietação dos duvidosos e dos aflitos na alma?
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Um coração misericordioso tem a coragem de deixar a comodidade; um coração misericordioso sabe ir ao encontro dos outros, consegue abraçar a todos; sabe ser um refúgio para quem nunca teve uma casa ou perdeu-a; sabe criar um ambiente de casa e de família para quem teve de emigrar. Um coração misericordioso sabe partilhar o pão com quem tem fome e abre-se para receber o refugiado e o migrante.
Jesus é Aquele que nos convocou para esta trigésima primeira Jornada Mundial da Juventude; é Ele que nos diz: “Felizes os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia” (Mt 5,7). Felizes são aqueles que sabem perdoar, que sabem ter um coração compassivo, que sabem dar o melhor aos outros; o melhor… Não o que sobra, mas o melhor!
Deus chama para escolhas definitivas, Ele tem um projeto para cada um: descobri-lo, responder à própria vocação é caminhar para a realização feliz de si mesmo. A todos Deus nos chama à santidade, mas tem um caminho para cada um. Alguns são chamados a se santificar constituindo uma família através do sacramento do Matrimônio. Há quem diga que hoje o casamento está “fora de moda”. Na cultura do provisório, do relativo, muitos pregam que o importante é “curtir” o momento, que não vale a pena comprometer-se por toda a vida, fazer escolhas definitivas.
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“É importante saber acolher; é algo mais bonito que qualquer enfeite ou decoração. Isso é assim porque quando somos generosos acolhendo uma pessoa e partilhamos algo com ela – um pouco de comida, um lugar na nossa casa, o nosso tempo - não ficamos mais pobres, mas enriquecemos…”
Na Festa de Acolhida da JMJ do Rio, o papa convida os jovens a se perguntarem: “em quem depositamos a nossa confiança? Em nós mesmos, nas coisas, ou em Jesus?”
A primeira viagem apostólica do Santo Padre foi justamente para encontrar os jovens durante a Jornada Mundial da Juventude, no Rio de Janeiro, no ano de 2013. Dez anos depois, é a vez da JMJ em Lisboa, Portugal. Ao longo deste mês, vamos escutar palavras do papa em mensagens ou discursos em edições da Jornada.
“A sensibilidade espiritual da velhice é capaz de interromper a competição e o conflito entre as gerações de modo credível e definitivo. Ultrapassa esta sensibilidade: os idosos, com esta sensibilidade, ultrapassam o conflito, vão além, caminham para a unidade, não para o conflito. Isto é certamente impossível aos homens, mas é possível a Deus. E hoje precisamos tanto dela, a sensibilidade do espírito, a maturidade do espírito, precisamos de anciãos sábios, maduros em espírito, que nos deem esperança para a vida!”
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