O Brasil vive uma transformação silenciosa, mas profunda: o envelhecimento acelerado da população e o aumento de doenças crônicas têm mudado a forma como o cuidado em saúde acontece. Nesse cenário, o atendimento domiciliar — o chamado home care — ganha cada vez mais espaço, oferecendo acolhimento, conforto e um olhar mais humanizado dentro de casa.
Mas essa realidade vai muito além do paciente.
Neste episódio do Panorama de Negócios, mergulhamos em um tema sensível e necessário: o impacto emocional e prático sobre familiares que assumem o papel de cuidadores. Filhos, cônjuges e parentes próximos passam a lidar diariamente com decisões difíceis, incertezas, sobrecarga emocional e, muitas vezes, sentimentos de culpa e exaustão.
Para aprofundar essa discussão, recebemos a fisioterapeuta Daniele Chaves, diretora da Palliative Care, que compartilha sua experiência no acompanhamento de pacientes idosos, oncológicos, pessoas com demências e limitações funcionais — desde o diagnóstico até fases mais avançadas das doenças.
Ao longo da conversa, fica evidente que o cuidado domiciliar é um processo que envolve toda a família. A atuação de equipes multiprofissionais não se limita ao tratamento clínico, mas também acolhe, orienta e apoia aqueles que estão ao lado do paciente em todos os momentos — especialmente nos mais delicados, quando surgem dúvidas sobre decisões terapêuticas, limites e finitude.
Mais do que falar sobre um modelo de negócio em expansão, este episódio convida à reflexão: quem cuida também precisa de cuidado.
Um conteúdo essencial para quem vive essa realidade, atua na área da saúde ou quer entender melhor um dos setores que mais crescem no país, impulsionado por uma demanda que é, antes de tudo, humana.