Papo com Jurandir Soares

Papo com Jurandir Soares

By Correio do PovoNews
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Papo com Jurandir Soares episodes

  • O exemplo do Peru
    O Peru está vivendo tempos conturbados que refletem um quadro que se acentua na América Latina. A maior parte dos países da região vive com o radicalismo se acentuando em meio a um total descrédito com as instituições. Pedro Castilho ganhou a eleição no Peru, em julho de 2021, somando 46,8% dos votos contra 46,6% de sua oponente, Keiko Fujimori, da Fuerza Popular. A pequena diferença mostra a divisão, porém esconde o desagrado dos eleitores com ambos os candidatos. Quem votou, escolheu o que considerava o menos pior.
    4 min
  • Bonitinha mas ordinária
    A grega Eva Kaili, uma linda loura de olhos azuis, que aos 44 anos galgou o posto de vice-presidente do Parlamento Europeu. Ela foi presa nesta semana ao ser comprovada sua atuação, junto ao Parlamento, de favorecimento ao Catar. Ação imediata, sua destituição num resultado contundente: 625 deputados votaram a favor e apenas um votou contra. Além dela, que era um dos 14 vice-presidentes do Parlamento, outras três pessoas foram presas e acusadas na Bélgica de receberem propinas e presentes em troca de garantir ao país do Oriente Médio influência no bloco.
    3 min
  • A guerra e o fator Pirro
    A guerra na Ucrânia completou nove meses no dia 24 e o que está se vendo até agora é uma grande indefinição em termos militares e uma grande perda para os países envolvidos, tanto direta como indiretamente, no conflito. A ponto de que quem vencer terá o que se convencionou chamar de uma “Vitória de Pirro”. Para recordar, em 279 antes de Cristo, Pirro, rei e general do Epiro, travou contra os romanos a Batalha de Ásculo e conquistou a vitória. Porém, com um elevado número de baixas de oficiais e soldados, obteve prejuízos irreparáveis para o seu exército, o que comprometeu a continuidade da guerra contra Roma. Ao observar os saldos da batalha, Pirro teria dito: “outra vitória como esta e estamos acabados”. O episódio ficou conhecido como a “Vitória de Pirro”, termo que hoje é utilizado para descrever uma vitória com efeitos prejudiciais ao vencedor.
    5 min
  • Recessão à vista
    Há muito que os países do chamado Primeiro Mundo não enfrentavam índices de inflação tão altos e perspectivas de crescimento tão baixas como estão enfrentando atualmente. Enquanto os Estados Unidos vêm convivendo com uma inflação que supera os 9%, a Europa enfrenta taxas superiores a 10%. O remédio tem sido o aumento nas taxas de juros. Os norte-americanos, que estavam acostumados com taxas que iam do zero a 0,25%, estão com taxas que superam os 6%, no que se tornou o ciclo de aumentos de juros mais rápido da história do país desde a década de 1980. Como resultado o Federal Reserve, o Banco Central do país, está falando no risco de a economia entrar em recessão já no primeiro trimestre do ano que vem. Em meio a esta situação, o governo Biden gastou no ano passado 3 bilhões de dólares no combate à pandemia e em auxílio à vítimas do surto. E neste ano gastou mais outros 3 bilhões de dólares em ajuda a Ucrânia para seu enfrentamento com a Rússia.
    3 min
  • China sob pressão interna
    O presidente da China Xi Jinping está enfrentando o primeiro grande problema de seu terceiro mandato: uma nova e forte onda de Covid, que vem acompanhada de uma nova e forte onda de protestos. Sabemos que os protestos na China são, normalmente, sufocados pela força. Porém, agora eles estão acontecendo, com os manifestantes enfrentando a polícia.

    Jurandir Soares analisa o contexto social chinês.
    2 min
  • Evitada a guerra total
    A notícia da terça-feira eclodiu como uma bomba nas manchetes dos jornais mundo afora. O nosso Correio do Povo noticiou: “Explosão na Polônia mata dois e eleva a tensão sob risco de reação da Otan”. O fato estava relacionado a um míssil de fabricação russa que atingiu a pequena cidade polonesa de Przewodow, junto à fronteira com a Ucrânia, matando duas pessoas. À primeira vista, uma agressão da Rússia contra um país membro da Otan. Fato que, segundo os ditames da Aliança Atlântica, implicaria numa agressão a um dos membros da organização, com a correspondente declaração de guerra. Neste caso, uma guerra da organização liderada pelos Estados Unidos contra a Rússia. Ou seja, uma terceira guerra mundial, envolvendo as duas maiores potências nucleares do planeta.

    Jurandir Soares analisa situação entre Rússia, Ucrânia, Estados Unidos e, agora, Polônia.
    3 min
  • EUA e China se unindo
    "Eu absolutamente acredito que não precisa haver outra Guerra Fria”. Esta declaração foi proferida pelo presidente norte-americano Joe Biden, após encontro com o presidente da China, Xi Jinping, antes da reunião de cúpula do G-20 em Bali, na Indonésia. E a declaração é contundente, porque os dois países, já há algum tempo, vinham mantendo o que se convencionou chamar de Guerra 2.0, a qual envolvia as disputas de produção e de mercado entre as duas potências. Especialmente durante o governo de Donald Trump, as disputas entre os dois países se acirraram.
    3 min
  • Reação ucraniana
    Uma das imagens mais significativas dos últimos dias é a dos moradores de Kherson comemorando a retomada da cidade pelas forças ucranianas, depois de terem expulsado dali as tropas russas. Kherson é uma cidade portuária no Sul da Ucrânia, junto ao Mar Negro e o rio Dnieper. É o lar de uma importante indústria de construção naval e um centro econômico regional. Sua população em tempos normais era de cerca de 290 mil habitantes. A Rússia tomou a cidade no início da guerra, em março. O objetivo era anexá-la para estabelecer através dela uma ligação entre a região do Donbas, no Leste, que a Rússia pretende incorporar ao seu território, e a província da Crimeia, mais ao Sul, tomada em 2014. Os russos chegaram a realizar um plebiscito na cidade, que não é reconhecido pela comunidade internacional.
    3 min
  • Putin humilhado
    Não resta a menor dúvida que a retirada das forças russas da cidade de Kherson, a única grande cidade da Ucrânia que haviam tomado, é uma grande derrota e humilhação para o presidente Vladimir Putin. E é, ao mesmo tempo, um reforço para a posição do presidente ucraniano Volodimir Zelensky, que resistia a uma pressão do Ocidente para negociar com a Rússia e insistia na capacidade de resistência das forças ucranianas. O fracasso pode ser medido pelo que expressou no Telegram o blog militar russo War Gonzo: “É uma página sombria na história do Exército russo”. Apesar da derrota, as forças russas ainda se mantêm à margem esquerda do rio Dnipro, ou seja, mais próximo de sua fronteira, na parte Leste da Ucrânia que pretendem tomar.
    5 min
  • A difícil salvação do planeta
    O mundo está reunido em Sharm El-Sheik, no Egito, na Conferência da ONU sobre o clima, a Cop27, com um objetivo específico: evitar que até 2050 aja um aumento de temperatura superior a 1,5 °C com relação à temperatura global do período de início da era industrial. Para alcançar este objetivo é necessário um compromisso dos 191 países que integram a organização internacional. Por aí já se pode dimensionar a dificuldade para alcançar a meta, ainda mais envolvendo grandes potências poluidoras como China, Estados Unidos, Índia e Rússia, só para citar algumas.
    5 min