Letra de Beth Carvalho, gravada em 1989, após o Botafogo conquistar o Campeonato Carioca daquele ano, no dia 18 de junho, na vitória por 1 a 0 sobre o Flamengo, e encerrar, no Maracanã, um jejum de 21 anos sem títulos.
Botafoguense desde sempre, a Madrinha do Samba também ganhou destaque no coração de outra arquibancada. A música “Vou Festejar”, regravada por ela, composta no final dos anos 70 por Jorge Aragão em parceria com Neoci Dias e Dida, é cantada por torcidas espalhadas em todo país, mas a do Atlético Mineiro registrou um encontro de encher os olhos com a sambista, na conquista da série B do Brasileirão de 2006, no Mineirão. Com direito a palco e coro. Ensaiadinho. Coisa linda. Coisas do samba. Coisas do esporte.
Uma letra vingativa. Recurso pra lá de tóxico. Talvez discutível, embora completamente compreendido dentro do futebol. Um desabafo. Um grito de alívio, de superação. Seja pela quebra de um tabu ou pela volta a série A.
Hoje não é dia de festa. A gente continua daqui, com sua poesia e cantoria. Vá em paz. Obrigado por tudo, Madrinha.
Texto e voz de @anselmomunir
Imagem: Reprodução/ Twitter do Botafogo
Links: Esse é o Botafogo que eu gosto – história da música/ Esse é o Botafogo que eu gosto – letra/ apresentação no Mineirão – Galo campeão da série B do Brasileirão de 2006/ Vou Festejar no Mineirão