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Como a reuroplasticidade afeta nosso sucesso, podendo gerar uma capacidade extra em nós, mudando até nossos hormônios. Confira este excelente episódio feito ao ResumoCast.
O episódio discute a "garra" como uma combinação de paixão e perseverança para alcançar objetivos de longo prazo, enfatizando que o esforço supera o talento inato e pode ser cultivado através de quatro ativos psicológicos: interesse, prática, propósito e esperança. Eles discutem a influência da genética e do ambiente, o papel de pais, professores e mentores, e a importância das atividades extracurriculares na formação da garra, sugerindo que fazer parte de uma "cultura de garra" amplifica a resiliência individual. Em contraste, os documentos também analisam a "aprendizagem ao longo da vida" sob uma perspectiva crítica e neoliberal, destacando como ela direciona os indivíduos para uma busca incessante por atualizações, a necessidade de adaptações contínuas, e uma competição e individualização desenfreadas no mercado de trabalho, transformando o sujeito em um "empresário de si mesmo". Essa visão contrapõe a ideia de autonomia com a pressão constante por "trabalhabilidade" e a aceitação de riscos, sugerindo que a adaptabilidade se tornou uma nova tecnologia de controle em um cenário de incerteza e mudança ininterrupta.
Este foi um episódio que gravei com meu amigo Gustavo Carriconde do Resumo Cast, sobre o livro Garra.
O livro "Garra: O Poder da Paixão e da Perseverança", de Angela Duckworth, explora a ideia de que o sucesso não é determinado apenas pelo talento, mas pela combinação de paixão e perseverança, que a autora chama de "garra". A obra argumenta que o esforço dedicado e a capacidade de persistir diante de desafios são fatores cruciais para alcançar objetivos, superando até mesmo o talento natural.
O livro "Garra" desafia a crença comum de que o talento é o principal determinante do sucesso. Angela Duckworth, através de pesquisas e exemplos práticos, demonstra que a garra, definida como a combinação de paixão e perseverança, é um fator mais importante para alcançar objetivos de longo prazo.
Principais ideias:
O talento não é suficiente:
A autora argumenta que, embora o talento possa ser um facilitador, ele não é garantia de sucesso. A perseverança e a capacidade de aprender com os erros são mais decisivas.
A importância da paixão:
A paixão por aquilo que se faz é um combustível poderoso para a perseverança. Quando se ama o que faz, é mais fácil manter o foco e superar obstáculos.
A perseverança como diferencial:
A capacidade de persistir diante de desafios, de não desistir diante das dificuldades, é o que separa as pessoas que alcançam seus objetivos das que não conseguem.
Desenvolvendo a garra:
O livro oferece insights sobre como desenvolver a garra, incluindo o cultivo de interesses, a prática deliberada, a definição de propósitos e a esperança.
Aplicações em diversas áreas:
A autora explora exemplos de garra em diferentes contextos, como a educação, o esporte e a carreira, mostrando que a garra é uma característica relevante em diversas áreas da vida.
Na prática clínica da endocrinologia, nutrologia e nutrição, a queixa de um desejo intenso por carboidratos, especialmente açúcares, é uma constante no universofeminino.
Frequentemente subestimada como uma mera questão de hábito ou autocontrole, essa avidez por glicose possui, na verdade, uma base fisiológica e bioquímica profundamente arraigada nas flutuações hormonais cíclicas que governam a vida da mulher.
Compreender essa intricada rede de sinalizações écrucial para desenvolver estratégias t trapêuticas e nutricionais eficazes e personalizadas.
Este episódio propõe a dissecar, sob a ótica bioquímica, osmecanismos que conectam o ciclo menstrual, o metabolismo energético e o sistema de recompensa cerebral, explicando por que as mulheres, bioquimicamente, apresentam uma predisposição a esse desejo.
A realização do hemograma depende fortemente da integridade e estabilidade das amostras sanguíneas desde a coleta até a análise laboratorial. A estabilidade amostral é fundamental para garantir a confiabilidade dos resultados e para evitar interpretações errôneas devido a degradação celular ou alterações bioquímicas secundárias.
No contexto laboratorial moderno, frequentemente surge a necessidade de armazenar amostras coletadas em diferentes horários, inclusive à tarde, exigindo metodologias validadas para preservar essas amostras por 24 horas ou mais, especialmente sob refrigeração.
Outro aspecto importante é a não necessidade do jejum para a realização do Hemograma, desmistificando tecnicamente um mito cultural, que muitas vezes ocasiona até desconforto desnecessário ao paciente.
A formação de bons hábitos é a chave para oautoaperfeiçoamento, funcionando como os juros compostos: pequenas melhoriasdiárias se acumulam para gerar resultados notáveis a longo prazo. James Clearpropõe as Quatro Leis da Mudança de Comportamento como um guia práticopara construir hábitos eficazes.
Existe uma base genética por detrás de todas doenças humanas, derminadas por variações genômicas como SNPs e variantes estruturais, e seus impactos na saúde. Eles exploram as síndromes de microdeleção e microduplicação, como Williams-Beuren e 22q11.2, discorrendo sobre suas características clínicas, métodos de diagnóstico molecular como qPCR, FISH e aCGH, e os desafios associados, especialmente em termos de custos e acessibilidade no Brasil. Além disso, os documentos discutem a genética da degeneração macular relacionada à idade e a utilidade clínica de testes genéticos para doenças neurodegenerativas, enfatizando a importância de uma abordtriagem molecular para um diagnóstico preciso.
Você já ouviu falar que o intestino é o nosso “segundo cérebro”? No episódio de hoje, vamos mergulhar no fascinante universo do microbioma intestinal — um ecossistema complexo de trilhões de micro-organismos que habitam nosso trato digestivo e desempenham papéis cruciais na nossa saúde física e mental.
Vamos explorar como esse microbioma influencia diretamente condições como obesidade e diabetes, modulando o metabolismo, a inflamação e até a resposta à insulina. E não para por aí: as bactérias intestinais também conversam com o cérebro por meio do chamado eixo intestino-cérebro, impactando diretamente o nosso humor, ansiedade e até o risco de depressão.
Prepare-se para entender por que cuidar da sua flora intestinal é cuidar do seu corpo e da sua mente. Um episódio essencial para profissionais da saúde, pacientes e curiosos em geral que querem entender como a ciência vem transformando a forma como enxergamos doenças crônicas e saúde mental.
A Tirzeapida e a Semeaglutida estão revolucionando o tratamento contra a obesidade. Confira neste episódio algumas questões sobre estes dois medicamentos em uma conversa sobre o tema!
O Brasil é o segundo país com maior taxa de cesariana em todo mundo 1. Nos últimos três anos, cerca de 54% das cesarianas brasileiras foram realizadas em gestantes de baixo risco, com forte indicação e segurança para parto normal 1.
A cesárea é uma intervenção cirúrgica que pode salvar vidas, materna e neonatal. Esse procedimento deve estar disponível na rede pública de saúde para qualquer futura mãe, desde que haja indicação específica ou quando surja sua necessidade.
Contudo, evitar cesarianas clinicamente desnecessárias é prudente. Isso porque a intervenção cirúrgica eleva o risco de desfechos clínicos negativos, a curto e longo prazo, para a mãe e para a criança 1-3. De maior prevalência em mortalidade e morbidade materna, o parto cesariano está associado a complicações em partos futuros como risco aumentado de ruptura uterina, placentação anormal, gravidez ectópica, natimortalidade e parto prematuro 1.
A composição da microbiota intestinal é influenciada pelo tipo do parto. Na cesariana, além do uso de antibióticos, um desequilíbrio microbiano pode ser desencadeado pela transferência insuficiente de bactérias da mãe para o neonato 2.
A exposição a determinadas espécies bacterianas do canal vaginal, como Lactobacilos e Bifidobactérias, é protetora ao recém-nascido. A maior colonização por Lactobacilos pode prevenir o desenvolvimento de doenças respiratórias, enquanto Bifidobactérias podem reduzir o risco de desordens autoimunes 3.
Em contrapartida, na cesárea existe maior risco de colonização por bactérias potencialmente patogênicas, como Staphylococcus, Klebsiella e Clostridium 4, que podem estar relacionadas ao desenvolvimento de dermatites atópicas na infância.
Bebês nascidos de cesariana também estão mais propensos a se tornarem obesos 3,5. Esse aumento na prevalência de obesidade na infância, adolescência e idade adulta, foi observado em diversos estudos clínicos de coorte, em todo o mundo 5. A proporção aumentada de S. Aureus e a diminuição de Bifidobacterias, na faixa etária entre 3 e 6 meses de idade, foi observada em crianças obesas e com sobrepeso 6.
O ambiente em que o neonato é concebido também pode influenciar a estrutura e diversidade microbiana. Estudo recente comparou o perfil microbiano de 35 bebês, nascidos por parto normal, sem uso de antibióticos, no hospital versus domicílio. A técnica 16S rRNA foi realizada em amostras fecais, nos períodos antes e ao nascer, e nos dias 1, 2, 7, 14, 21 e 28° pós-parto.
Ao nascimento, encontrou-se que bebês nascidos em hospitais, por parto normal, apresentaram menor abundância de espécies comensais (Bacteroides, Bifidobacterium, Streptococcus, Lactobacillus, Clostridium e Enterobacteriaceae).
No primeiro mês de idade, o grupo nascido no ambiente hospitalar apresentou maior expressão de genes pró-inflamatórios (Toll like receptors – TLR-4, interleucina 8 – IL-8 e fator de crescimento transformante – TGF-β) em células epiteliais do cólon, comparado aos bebês nascidos por parto humanizado 7. Esses resultados sugerem que a hospitalização pode afetar negativamente a colonização microbiana ao longo do trabalho de parto, com efeitos que podem persistir na microbiota intestinal dos lactentes até um mês após o nascimento 7.
Ainda há muitas questões não respondidas sobre os efeitos a longo prazo da configuração microbioma intestinal e suas influências na saúde. Existem diversos fatores que influenciam o surgimento de doenças, além do microbioma. Contudo, a possibilidade de otimizar a formação do microbioma intestinal do recém-nascido, ao optar pela indicação mais adequada do tipo de parto, pode ser uma escolha potencialmente benéfica para diminuir a incidência de doenças imunológicas e metabólicas em nosso país.
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