Olá Amigos e Inimigos do Papo Delas! Hoje o SobreIsso #05 Especial Final de Ano é com a Cafeína sobre "Qual é o nome do que sentimos?". Este texto foi escrito no dia 24 de fevereiro de 2010 e esteve em um livro publicado. Tudo era tão diferente do que é hoje. As ideias, as pessoas, a vida, a rotina, os sonhos e desamores. Porém, quase 9 anos passados algumas dúvidas ainda se fazem presentes. Como ter certeza dos nossos sentimentos não é? Um texto para a gente se abraçar com vocês ouvintes neste final de 2018 ;) Feliz 2019, nossos bens! Confiram e espalhem a palavra de ajuda para todos! Papo sério, papo delas! Agradecemos à todos vocês, ouvintes, e até o próximo! Quem ama ouve, quem ouve comenta!
Edição, Texto e Voz
Cafeína
Qual é o nome do que sentimos?
Como temos certeza absoluta do que sentimos? Quem colocou o nome em todos os sentimentos? Quem definiu cada um deles? No começo nós mal sabemos a diferença de cada um. Durante a infância e a adolescência temos só a certeza de 2 sentimentos bem definidos: Odeio pacas e Amo demais. Nessa época tudo é tão intenso, mais fácil de definir e mais difícil de conviver. Nós sabemos que amamos demais nossos pais e odiamos demais nossos pais. Nós sabemos que amamos demais aquele primeiro namorado e odiamos demais aquela menina que também ama demais seu namorado. Amamos e falamos "Eu te amo" com a mesma facilidade que odiamos e falamos "eu te odeio". Lembro do meu primeiro namorado, Rafael. Passamos 1 ano juntos sem um beijo na boca. E nos amavámos demais, com direito a cartinhas de juras e certezas. Eu sabia o que sentir e o que dizer aos 13 anos. Eu estava certa disso. Aí o tempo passa... E vamos descobrindo que cada um destes sentimentos tem suas subdivisões e tudo começa a complicar. Tem o ódio, a raiva, a inveja, o incomodo, a indiferença, a decepção... Tem o amor, a paixão, a empolgação, a amizade, o gostar muito, o adorar, o gostar pouco... E vamos encaixando as pessoas em cada categoria, na maioria das vezes, sem muita certeza se realmente sentimos isso por cada uma delas. Um dia pode mudar. Tudo é meio incerto. Inclusive o "meio".
Aí que já passei 4 anos com um namorado e nunca respondi um "Eu te amo". Não saía da minha boca. Eu ouvia e não respondia. As vezes saía um "eu também" mas muito as vezes. Tudo bem que eu não sou muito referência para demonstrações de sentimentos. Sempre tento parecer mais dura do que sou. Eu não sabia o que sentia por ele. Porque eu gostava muito, tinha empolgação, tinha amizade, adorava mas amar? Eu não sabia se amava. E na incerteza, não conseguia dizer. Aí que já falei "eu te amo" com 3 meses de namoro... e logo após minha declaração, o namoro acabou. Eu falei porque não consegui colocar a pessoa em nenhuma categoria. Eu não gostava muito, não era amizade, não era paixão... então vá lá... devia ser amor. E nem era também. Mas então, cá entre nós, o que é amor? Alguma coisa muito boa multiplicada por 30? 40? 300? Minha vó uma vez comentou que o amor de verdade é a paz. Simples assim. Está em paz? É amor. Aí que me vi gaguejando e pensando "como eu sei se agora é amor?" "Que horas eu vou ficar sabendo disso?" "tem dia certo?" Qualquer dia eu vou acordar e dizer: "Agora sim, certezona, eu te amo" hein? Sou razão e emoção em puro conflito. A emoção grita aqui dentro a qualquer indício de amor. A razão dá um tapa na cara da emoção e a manda voltar a dormir: "Certeza, Cafeína... espere sempre ter certeza..."
Livro: Só Acontece Comigo? Amores e Desamores
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