
Sign up to save your podcasts
Or


No último episódio da temporada, recebemos Thaynah Gutierrez, pesquisadora e articuladora na agenda de justiça climática, para uma conversa que desloca o debate jurídico para os territórios mais impactados pelas mudanças ambientais. Falamos sobre ação coletiva, periferias como espaços de produção de soluções, os limites de um sistema jurídico que reage mais do que previne e as disputas por voz e poder em arenas globais como as COPs.
Um episódio que amplia o horizonte e deixa uma pergunta inevitável: quem tem direito ao futuro e quem está pagando por ele no presente?
Neste episódio, conversamos com Vinicius Silva, defensor público e pesquisador, sobre os bastidores institucionais da luta por igualdade racial dentro do próprio sistema de justiça.
Entre teoria e prática, o episódio percorre o trabalho da Defensoria Pública, os desafios dos núcleos especializados e as disputas em torno das ações afirmativas e do projeto de Estado brasileiro.
Uma conversa que revela tensões pouco visíveis e provoca uma reflexão incômoda: é possível transformar o sistema a partir de dentro ou ele transforma quem entra?
Neste episódio, recebemos Vercilene Dias, advogada quilombola e referência na defesa jurídica de comunidades tradicionais, para repensar o acesso à justiça a partir dos territórios.
A conversa atravessa racismo institucional, consulta prévia, conflitos socioambientais e incidência internacional, revelando os limites de um sistema jurídico que ainda resiste a reconhecer sujeitos coletivos e modos de vida não hegemônicos.
Um episódio que expande o debate e reposiciona o centro da discussão: quem decide sobre os territórios e quem é ouvido nesse processo?
Neste episódio, conversamos com Suelen Nascimento, comunicadora popular e liderança do Jardim União, sobre como o acesso à justiça se constrói na prática, entre ocupações, organização coletiva e luta por moradia digna.
A partir da experiência concreta de uma comunidade periférica, discutimos o papel (ambíguo) do Judiciário, as desigualdades raciais no direito à cidade e a potência do conhecimento jurídico como ferramenta de mobilização.
Um episódio que vira a lente: das margens para o centro, quem ensina o Direito a funcionar?
O que significa, de fato, acessar a justiça em um sistema que seleciona quem será ouvido e quem será punido?No primeiro episódio da nova temporada, recebemos Dina Alves, advogada, pesquisadora e histórica militante dos Direitos Humanos, para uma conversa que atravessa sistema penal, racismo estrutural e resistência. A partir de sua trajetória ao lado de vítimas da violência do Estado e no enfrentamento ao encarceramento de mulheres negras, Dina tensiona os limites do próprio conceito de justiça.Falamos sobre seletividade penal, abolicionismo e o papel dos movimentos sociais na construção de alternativas. Um episódio que desloca certezas e pergunta, sem rodeios: justiça para quem?
No último episódio da temporada do mesacast Para dar Tom ao Direito, recebemos Rosana Rufino — advogada, professora, pesquisadora, mãe e uma das principais articuladoras do debate antirracista na advocacia brasileira.
A conversa percorre sua história de vida, a trajetória educacional até o Direito e o mestrado na FFLCH, e os motivos que a levaram a investigar a realidade das advogadas negras no mercado jurídico. Falamos sobre educação jurídica antirracista fora da academia, estratégias de transformação dentro da advocacia e das empresas, e sobre como raça, gênero, classe e outras desigualdades se cruzam na produção de exclusões no campo jurídico.
Um episódio para quem entende que não há futuro para o Direito sem enfrentar o seu passado.
No novo episódio do mesacast da Cátedra Eunice Prudente, recebemos Alessandra Benedito, professora, pesquisadora e uma das vozes mais influentes na luta por equidade racial e de gênero no mundo jurídico e no mercado de trabalho. Alessandra traz uma trajetória que desafia confortos e questiona estruturas. A conversa atravessa suas origens, o caminho até o doutorado e a construção de uma atuação profissional radicalmente comprometida com a justiça racial.
Um episódio para quem está disposto a encarar a pergunta que atravessa toda a temporada: o que ainda sustenta a desigualdade na formação jurídica — e quem está disposto a desmontá-la?
Em nosso terceiro episódio, Amarílis Regina Costa da Silva — advogada, professora, pesquisadora e doutoranda pela USP — provoca uma pergunta urgente: como transformar um ensino jurídico que ainda insiste em ignorar raça?Entre sua história pessoal, sua formação e sua atuação em espaços como o Movimento Elo, Cultural OAB SP, Advocacy HUB, Rede Liberdade e a própria Comissão de Ensino Jurídico da ESA OAB-SP, Amarílis mostra como pensar Direito, sala de aula e antirracismo de forma integrada é não só possível, mas inevitável. Falamos sobre a ausência de um currículo racializado na graduação, as mudanças que começam (tardiamente) a aparecer na academia, e o poder de uma trajetória multifacetada — pesquisa, docência, militância e prática jurídica — para reimaginar práticas pedagógicas e desafiar estruturas.Um episódio para quem está disposto a repensar a formação jurídica — e a desconstruir velhos confortos.
Neste episódio, recebemos Irapuã Santana, Doutor em Direito Processual pela UERJ, pesquisador de acesso à justiça e igualdade no processo, colunista de O Globo, ex-assessor no STF e no TSE, procurador municipal por uma década e voluntário da EDUCAFRO. Com uma trajetória marcada pela excelência acadêmica e pelo compromisso com a promoção da igualdade racial, Irapuã compartilha sua história — da infância à formação na UERJ — e reflete sobre como ancestralidade, educação e oportunidade se cruzam ao longo de seu caminho no Direito.
Um episódio que inspira a pensar nas diferentes histórias que constroem juristas e a refletir sobre como o Direito se transforma a partir delas.
Neste episódio, recebemos o pesquisador e professor Marcos Queiroz para uma conversa profunda sobre como a questão racial atravessa o ensino jurídico. Ele compartilha sua experiência na academia, refletindo sobre como tem trabalhado para racializar disciplinas do Direito, mesmo aquelas que, à primeira vista, parecem afastadas do tema.
Marcos também detalha os métodos de ensino que utiliza para criar um ambiente crítico e inclusivo em sala de aula, e revisita sua trajetória — da graduação à pesquisa de pós-doutorado — para analisar como o debate racial evoluiu dentro das faculdades de Direito.
A partir de sua prática docente, discutimos como incorporar a perspectiva racial na dogmática jurídica e quais transformações essa abordagem provoca na formação de novos profissionais.
Um episódio essencial para quem pensa a educação jurídica de forma mais plural, responsável e conectada à realidade brasileira.
Idealizado pelas pesquisadoras da Cátedra Eunice Prudente: Julia Drummond, Julia Soares, Juliana Gac e Michele Ferreira.
From the publisher's feed