Um estudo do “Insper Agro Global” aponta que o crime organizado ampliou sua atuação no agronegócio brasileiro, deixando de atuar apenas no transporte de cargas para infiltrar-se em diferentes etapas da cadeia produtiva, da compra de terras e fazendas de fachada ao uso de caminhões, armazéns e pistas de pouso para o tráfico internacional. Segundo o levantamento, facções como o PCC adotaram uma estrutura empresarial, utilizando esquemas de lavagem de dinheiro e contaminando carregamentos de grãos e carne com drogas ilícitas nas chamadas operações "rip-on/rip-off".
A pesquisa alerta que essa expansão representa um risco estratégico para o setor, com impactos sobre exportações, logística, segurança no campo e credibilidade dos produtos brasileiros no mercado internacional.
Rodney Miranda, consultor de Segurança da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, em entrevista ao jornalista Estevão Damázio, fala sobre o avanço do crime organizado e a insegurança no campo que tem tirado o sono de você, produtor rural.