Texto e voz: Pra. Níssia Bergiante
[02/04/2021 – Devocional] Números 28:18-25 + Ageu 1 + Lucas 12:1-31
Hoje falaremos de amor. Que tema mais propício para a Páscoa, não acha?
Quando falamos de entrega, de doação, podemos fazer menção do amor de Deus por nós, e do seu projeto de entregar Seu filho por cada um de nós.
“6Em verdade, no devido tempo, quando ainda éramos fracos, Cristo morreu por todos os ímpios. 7Sabemos que é muito difícil que alguém se disponha a morrer por um justo; embora por uma pessoa que se dedique ao bem, talvez, alguém tenha a coragem de dispor sua vida. 8Porém, Deus comprova seu amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido em nosso benefício quando ainda andávamos no pecado. 9Agora, como fomos justificados por seu sangue, muito mais ainda, por intermédio dele, seremos salvos da ira de Deus! 10Ora, se quando éramos inimigos de Deus fomos reconciliados com Ele mediante a morte de seu Filho, quanto mais no presente, havendo sido feitos amigos de Deus, seremos salvos por sua vida. 11E, ainda mais, se nos gloriamos também em Deus por nosso Senhor Jesus Cristo, por intermédio de quem recebemos, agora, completa reconciliação.” (Romanos 5:6-11)
Que tipo de amor é esse que se entrega por alguém que nem ao menos o conhece? O texto chama a atenção de que é possível que uma pessoa arrisque sua própria vida por uma pessoa que seja boa, ou que ele ame. Mas Cristo foi diferente. Ele morreu por mim e por você, quando ainda nem havíamos nos dado conta de quão errados estávamos. Ainda éramos inimigos, quando Ele se deu. E por conta deste amor, fomos reaproximados, e salvos da ira de Deus. Fomos reconciliados e agora somos conhecidos por “amigos de Deus”.
Durante a Páscoa, em especial no Shabat lê-se alguns textos e dentre eles, o livro de Cantares de Salomão.
Falamos sobre ele há alguns dias, quando expliquei que, aos olhos de muitos, ele é um livro um tanto erótico, e que seria uma ótima opção lê-lo com a sua esposa/marido, na cama, bem abraçado!
Deus não se envergonha das relações sexuais, pelo contrário. Expliquei isto em outro devocional. Não será nosso assunto aqui.
Mas, e por que se lê justamente este livro em meio à Páscoa? Bem, o livro conta a história de um homem e uma mulher que vivem se perdendo e procurando. Encontram-se e depois perdem-se, numa relação amorosa, cheia de desafios.
E, na Páscoa, quando celebramos o maior amor de todos, lemos este texto para nos lembrar de nossa relação com nosso Jesus. Essa relação pode ser assim mesmo. Um dia estamos bem próximos, em outros, nos sentimos mais distantes. Nos achamos e nos perdemos constantemente. Erramos o alvo, caímos distante, e depois clamamos por ajuda. E Ele vem ao nosso encontro, nos coloca de pé e nos ajuda.