Quando havia o Tabernáculo e depois o Templo, a Lei de Moisés funcionava com todas os seus rigores. Um deles era a escolha do sacerdote. Como lemos em Levítico, sumo sacerdote e seus filhos, que serviriam como sacerdotes, deveriam ser da tribo de Levi. Ninguém mais poderia exercer essa função. Desse trabalho os levitas tiravam o seu sustento, pois como não ganharam terras na distribuição dos territórios da terra prometida, Deus determinou que eles viveriam das contribuições advindas das demais tribos. Eram pessoas muito estimadas, por serem eles a oferecer o sacrifício diante de Deus, a fazer expiação pelos pecados de todos, por verificar quando havia lepra nas propriedades ou nas pessoas, e exercer funções muito importantes dentro da sociedade que se formava ali, com os israelitas. Penso que muitas pessoas desejavam essa função, talvez pela posição de honra ou pelo “poder” que a função possuía. Nada muito diferente de hoje, quando se briga por posições e poder de cargos e funções, nas empresas e nas Igrejas. Porém, o que muitos que aspiram o sacerdócio não compreendem é o preço que se paga por estar ali.