Neste episódio, exploramos a ideia de Psicose Milenial, proposta por Peter Merritt Dobey, para pensar como a cultura contemporânea passou a funcionar cada vez mais pela lógica das vibes, dos afetos imediatos e da fragmentação da identidade.
A partir da psicanálise, discutimos o enfraquecimento das estruturas paternas, o impacto da cultura digital e o retorno de modos mais primários de organizar a realidade — próximos do sonho, da infância, da criatividade e também da psicose.
Mas a questão não é diagnosticar uma geração. É perguntar se, no meio da ansiedade e da instabilidade contemporânea, também não aparece uma nova possibilidade de imaginação, jogo simbólico e criação.
Entre a rigidez da velha lógica adulta e o caos das vibes, talvez exista uma terceira via: transformar fragmentação em forma.