Pensamentos de um emigrante desbocado

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Pensamentos de um emigrante desbocado episodes

  • Artigo da Pagina 1 - Será o Mundo Ocidental um Império das Mentiras? - Parte 3 de 3

    FONTE: https://paginaum.pt/2022/03/16/o-mundo-ocidental-um-imperio-das-mentiras-2/

    Parte 1: https://anchor.fm/quero-emigrar/episodes/Artigo-da-Pagina-1---Ser-o-Mundo-Ocidental-um-Imprio-das-Mentiras----Parte-1-de-3-e1g2q48

    Parte 2: https://anchor.fm/quero-emigrar/episodes/Artigo-da-Pagina-1---Ser-o-Mundo-Ocidental-um-Imprio-das-Mentiras----Parte-2-de-3-e1g2quu

    Parte 3: https://anchor.fm/quero-emigrar/episodes/Artigo-da-Pagina-1---Ser-o-Mundo-Ocidental-um-Imprio-das-Mentiras----Parte-3-de-3-e1g30fh


    6 min
  • Artigo da Pagina 1 - Será o Mundo Ocidental um Império das Mentiras? - Parte 2 de 3

    FONTE: https://paginaum.pt/2022/03/16/o-mundo-ocidental-um-imperio-das-mentiras-2/

    Parte 1: https://anchor.fm/quero-emigrar/episodes/Artigo-da-Pagina-1---Ser-o-Mundo-Ocidental-um-Imprio-das-Mentiras----Parte-1-de-3-e1g2q48

    Parte 2: https://anchor.fm/quero-emigrar/episodes/Artigo-da-Pagina-1---Ser-o-Mundo-Ocidental-um-Imprio-das-Mentiras----Parte-2-de-3-e1g2quu

    Parte 3: https://anchor.fm/quero-emigrar/episodes/Artigo-da-Pagina-1---Ser-o-Mundo-Ocidental-um-Imprio-das-Mentiras----Parte-3-de-3-e1g30fh

    6 min
  • Artigo da Pagina 1 - Será o Mundo Ocidental um Império das Mentiras? - Parte 1 de 3

    FONTE: https://paginaum.pt/2022/03/16/o-mundo-ocidental-um-imperio-das-mentiras-2/

    Parte 1: https://anchor.fm/quero-emigrar/episodes/Artigo-da-Pagina-1---Ser-o-Mundo-Ocidental-um-Imprio-das-Mentiras----Parte-1-de-3-e1g2q48

    Parte 2: https://anchor.fm/quero-emigrar/episodes/Artigo-da-Pagina-1---Ser-o-Mundo-Ocidental-um-Imprio-das-Mentiras----Parte-2-de-3-e1g2quu

    Parte 3: https://anchor.fm/quero-emigrar/episodes/Artigo-da-Pagina-1---Ser-o-Mundo-Ocidental-um-Imprio-das-Mentiras----Parte-3-de-3-e1g30fh

    19 min
  • In Hoc Anno Domini
    In Hoc Anno Domini

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    Quando Saulo de Tarso partiu, na sua viagem a Damasco, todo o mundo conhecido estava em cativeiro. Havia um estado, e era Roma. Havia um mestre para tudo, e ele era Tibério César.

    Por toda a parte havia ordem civil, pois o braço da lei romana era longo. Por toda a parte havia estabilidade, no governo e na sociedade, pois os centuriões asseguravam que assim fosse.

    Contudo, por todo o lado havia também algo mais. Havia opressão – para aqueles que não eram amigos de Tibério César. Havia o colector de impostos a tirar o grão dos campos e o linho do fuso para alimentar as legiões, ou encher o faminto tesouro que alimentava a generosidade do divino César ante o povo. Havia o impressor a encontrar recrutas para os circos. Havia carrascos a silenciar aqueles que o Imperador proscrevera. Para que servia um homem senão para servir a César?

    Havia a perseguição daqueles que ousavam pensar de forma diferente, que ouviam estranhas vozes ou liam estranhos manuscritos. Havia escravização de homens cujas tribos não vinham de Roma e desdém por quem não possuísse um vislumbre familiar. Acima de tudo, havia em toda a parte um desprezo pela vida humana. O que era, para os fortes, um homem a mais ou a menos num mundo repleto de gente?

    Então, de repente, houve uma luz no mundo e um homem da Galileia que dizia: Dai a César as coisas que são de César e a Deus as coisas que são de Deus.

    E a voz da Galileia, que desafiaria César, ofereceu um novo Reino em que cada homem podia caminhar de pé e curvar-se a ninguém senão ante o seu Deus. Na medida em que o fizestes a um destes meus irmãos mais pequenos, a mim o fizestes. E ele enviou este evangelho do Reino do Homem até aos confins da terra.

    A luz veio ao mundo e os homens que viviam na escuridão tiveram medo, e tentaram fechar uma cortina para que o homem ainda acreditasse que a salvação estava nos seus líderes.

    Mas aconteceu, por algum tempo e em diversos lugares, que a verdade libertou o homem, embora os homens das trevas se tenham ofendido e tenham tentado apagar a luz. A voz disse: Apressai-vos. Andai enquanto tendes a luz, para que as trevas não venham sobre vós, pois aquele que anda nas trevas não sabe para onde vai.

    Ao longo do caminho para Damasco a luz brilhava intensamente. Mas, depois, também Paulo de Tarso teve muito medo. Temia que outros Césares, outros profetas, pudessem um dia persuadir os homens de que o homem nada era senão um servo para eles, de forma que os homens abdicassem do seu direito de nascença, outorgado por Deus, em troca de ninharias e não mais andar em liberdade.

    Só então poderiam as trevas instalar-se novamente sobre as terras e haver uma queima de livros, para que os homens pensassem apenas no que deveriam comer e no que deveriam vestir, e prestassem exclusiva atenção aos novos Césares e aos falsos profetas. Deste modo, talvez sucedesse que os homens não olhassem para cima para ver sequer uma estrela de Inverno no Oriente, e uma vez mais, não haveria qualquer luz na escuridão.

    E assim Paulo, o apóstolo do Filho do Homem, proferiu aos seus irmãos, os Gálatas, as palavras que ele nos faria recordar mais tarde em cada um dos anos do seu Senhor:

    Permanecei, pois, firmes na liberdade com que Cristo nos libertou e não vos envolvais novamente com o jugo da escravidão.

    7 min
  • A obsolescência do homem de Günther Anders (1956), ou como estupidificar o ser humano e torná-lo num borrego obediente

    Foi em 1956 que o filósofo judeu alemão Günther Anders escreveu essa reflexão :


    ′′ Para sufocar antecipadamente qualquer veleidade de revolta, não  é  necessário recorrer a qualquer forma de violência. 

    20

    Métodos arcaicos como os de Hitler estão claramente ultrapassados. 


    Basta criar um condicionamento colectivo tão poderoso que a própria ideia de revolta jamais aflore à mente dos homens. O ideal seria formatar os indivíduos desde a nascença  limitando as suas capacidades biológicas inatas...


    Mas, o acondicionamento também pode ser obtido reduzindo drasticamente o nível e a qualidade da educação, 

    tornando-a uma mera forma de inserção profissional.


     Um indivíduo inculto tem  um horizonte de pensamento estreito e quanto 

    mais seu pensamento for limitado às  preocupações materiais e medíocres, menos ele terá bases para se revoltar. 


    É necessário que o acesso ao conhecimento se torne cada vez mais difícil e elitista..... 

    que se cave  um fosso entre o povo, a ciência e a cultura, que a informação dirigida ao público, 

    tenha um conteúdo anestésico e subversivo. Sobretudo nada de filosofia e religião. 


    Repito, há que usar persuasão e não violência directa: transmitir-se-á maciçamente, 

    através da televisão, entretenimentos imbecis que fomentem o emocional e o instintivo.


    Tem de se ocupar as mentes com o fútil e o lúdico; com palavreado incessante e o zunido de música a toda a hora, 

    evitar que as mentes se interroguem, pensem, reflitam.


     A sexualidade deve ser colocada no topo  dos interesses humanos. 


    É, de longe, o melhor anestésico social. 


    É necessário banir a seriedade da existência humana,  escarnecer tudo o que seja elevado, 


    fazer a constante apologia do que é fútil; de modo que a euforia da publicidade e do consumo 

    se tornem o padrão de felicidade humana e um modelo de liberdade.

    Assim, o condicionamento produzirá uma tal integração do indivíduo no sistema que o seu único medo 

    (que tem de ser mantido continuamente) será o de ser dele excluído perdendo o acesso às  

    condições materiais que julga serem  necessárias à sua felicidade. 


    O homem massa, assim produzido, deve ser tratado como o que é: um artefacto, mero gado; 

    e deve ser vigiado como se vigia um rebanho. 


    Tudo o que sirva para adormecer a sua lucidez, a sua mente crítica será considerado  socialmente bom ; 

    o que arriscar despertá-la deve ser combatido, ridicularizado, sufocado...


    Qualquer doutrina que ponha em causa o sistema deve ser designada como subversiva e terrorista e, 

    aqueles que a apoiam, devem ser tratados como tal ′′


    Günther Anders - ′′ A obsolescência do homem ′′ 1956

    5 min

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Falarei de emigração, de corrupção, de experiencias de vida, de paixões e odios, enfim da puta da vida enquanto potencial maravilhoso para se atingir o nirvana!

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