Fala pessoal
Meu nome é Anderson Rodrigues chegando pra somar e não diminuir
Este é o pimenta podcast cheio de informação pra dividir.
Estou aqui hoje para mais um discos e livros, um quadro que falo sobre obras estas obras artísticas.
Hoje vou falar sobre um livro que muita gente leu e talvez seja um dos mais lidos nos anos 80 e 90. Afinal a tecnologia não era tão evoluída como hoje em dia e sem ele com certeza muita gente estaria perdida.
Já sabe de qual livro estou a falar não é?
Claro que sabe. Então já deixa seu joinha, like, curtir ou seja lá o nome que você usa pro polegar pra cima.
Bom. O livro é uma cartografia.
O guia de ruas. Eu usei em São Paulo mas o mundo inteiro usava, a versão analógica do GPS.
Então fiquem ligados que está a começar agora o discos & Livros no Pimenta podcast.
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Dirigir pelas grandes cidades sempre foi um problema, principalmente para quem está no local pela primeira vez. Ainda mais em São Paulo, que a cada dia surgem novas vias, outras trocam de mão, e algumas até desaparecem. Felizmente hoje temos Waze e Google Maps, que são atualizados em tempo real, facilitando muito a vida de quem se aventura por lugares nunca dantes navegados.
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Mas isso é uma coisa relativamente recente. Até há pouquíssimo tempo, o “salvador da pátria” para os motoristas atendia pelo nome de “guia de ruas”, um livro gigantesco com mapas de todas as ruas da cidade e regiões vizinhas. Interpretar corretamente e rapidamente a leitura daqueles mapas era coisa pra poucos, mas felizmente dava-se um jeito, e sempre chegávamos no destino, mesmo que um tanto atrasados.
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Ah mas porque o pimenta está a falar deste guia?
Bom como eu disse no último episódio, apesar de trabalhar com sushi desde os 16 anos. Durante um tempo trabalhei com outras coisas. Uma delas era office boy, motoboy e também leiturista de máquinas da xerox. Então precisava muito de guia de ruas e se não ouviu o último episódio, eu falei sobre o disco acústico mtv do capital inicial. Isso muito antes do GPS. Agora voltando aos guias de ruas das grandes cidades.
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O primeiro guia de ruas da cidade de São Paulo , e o que ficou mais conhecido com o passar dos anos, foi o Guia Mapograf, publicado desde 1970. Era basicamente uma planta da cidade dividida em páginas que se ligavam, formando um enorme mapa. O índice de ruas indicava página e coordenadas para uma rápida localização. Esse sistema fez um grande sucesso, pois era fácil de usar e de transportar. Outros guias bastante conhecidos eram o Cartoplam e o GUIA QUATRO RODAS, da Editora Abril, ambos editados também em outras cidades do Brasil.
Com o tempo, novas informações foram sendo incorporadas ao Mapograf. Linhas de metrô e ônibus, pontos de interesse, cidades vizinhas. A cada ano o número de ruas abrangidas é maior, seja por uma área maior descrita nos mapas, ou mesmo pelo surgimento de novas ruas e vias dentro da cidade. Hoje em dia (sim, ele ainda é publicado!), o guia conta com mais de 136 000 ruas, e apesar dos auxiliares eletrônicos que os motoristas têm à disposição, ele ainda tem um número relativamente bom de vendas.
O Guia Mapograf São Paulo é uma publicação anual brasileira do Instituto Brasileiro de Cultura cuja primeira edição data de 1970, criada por Osvaldo Nascimento, que Para desenhar o primeiro guia de ruas de São Paulo, o cartógrafo percorreu 8.600 vias da capital munido de lápis e papel. Seu veículo? Uma BICICLETA, claro!
Nascimento publicou sua obra em 1947 e faleceu em 1988. Hoje O Guia Mapograf é o mais completo guia de ruas da cidade.
Na primeira versão da Melhor Planta de São Paulo, Nascimento fez também o levantamento topográfico das ruas percorridas.