Atenção! Tudo é perigoso! Tudo é divino, maravilhoso! A maioria das grandes cantoras tem um disco de estreia de respeito em suas carreiras. Gal tem um disco de chute na porta. Quem não parou o que estava fazendo para ouvir Gal Costa em 1969, e não para até hoje, estava, e está, muito errado. A cantora é um furacão que passa na agulha do vinil a 33 rotações por minuto. Se nosso PodCália estava sedento de mais tropicalismo, devo dizer que fomos logo na fonte e tomamos um porre. Não há artista mais roqueira, mais MPB, mais valente, mais antropofágica, mais Janis e Lupicínio ao mesmo tempo que Gal. Ela é o creme do Tropicalismo e alma da Música Popular Brasileira. Nesse episódio, estamos eu, Gigola e João rodando na vitrola sem parar; no mundo dissonante que nós três tentamos inventar; tentamos inventar, tentamos inventar; tentamos...