Marina Sena me pegou assim: de primeira. E me pegou pela voz. Não é estridente, não é aguda. É especial. Uma voz que traz consigo o canto das lavadeiras. Uma voz que traduz naturalidade.
Marina se parece pouco com o padrão das cantoras pop, e isso não é uma crítica às outras, só uma diferenciação. E não me refiro ao padrão físico, mas ao técnico. Para ser artística, uma voz, uma cantora não precisa ser como as outras; pelo contrário. A beleza do trabalho dela está na qualidade do que faz com o que tem de diferente.
O disco é curto. A experiência é longa. Dura dias, meses. De quando em quando uma melodia aparece entre pensamentos cotidianos. A ideia de dar vida às músicas a partir dos refrões não é à toa: são grudentos, alguns com melodias não tão simples assim, embora o resultado seja simples. Um disco de hits, assumamos.
Essa Marina Sena talvez não seja a mesma da Outra Banda da Lua. Nem do Rosa Neon. Os anos de carreira deram a ela a maturidade perfeita para um disco solo debutante. Taiobeiras está orgulhosa.
*Texto de Vitor Moraes, nosso convidado da semana no PodCália.
📌 Minutagem:
[13:20] Faixa 1 – Me Toca
[18:19] Faixa 2 – Pelejei
[23:25] Faixa 3 – Por Supuesto
[28:39] Faixa 4 – Cabelo
[33:26] Faixa 5 – Voltei Pra Mim
[37:58] Faixa 6 – Temporal
[42:04] Faixa 7 – Tamborim
[43:24] Faixa 8 – Amiúde
[46:31] Faixa 9 – Seu Olhar
[48:32] Faixa 10 – Santo
[50:46] Fim do faixa a faixa (Indicações)
📌 Links do episódio:
• Entrevista de Marina Sena para o apresentador Zeca Camargo: https://www.youtube.com/watch?v=62Vq05X6sVI
• Pocket Show de Marina Sena na 2ª edição do Festival Criatura: https://www.youtube.com/watch?v=P9K9tpppYLM
• Clipe de "Voltei Pra Mim", lançado pelo selo "A Quadrilha", do rapper Djonga: https://www.youtube.com/watch?v=eoKOOnchcbg