“É nítido, direto e inquietante, eu diria totalmente extravagante...”
Com o primeiro verso de “Supernova’, (música de abertura do disco) os mineiros do Skank já deixam claro que “Cosmotron” é um salto na carreira do quarteto, inovando totalmente o estilo das letras e canções.
No sexto trabalho da banda, Samuel Rosa, Lelo Zaneti, Henrique Portugal e Haroldo Ferretti deixam o dub e o reggae para trás e partem para uma viagem com sintetizadores, baterias eletrônicas e guitarras espaciais. Tudo isso produzido pela mão forte do lendário Tom Capone!
Como o próprio Samuel já declarou, a intenção era criar um disco que misturasse Beatles e Clube da esquina, objetivo que é atingindo na maioria das 14 faixas - porém em outras, nem tanto. De qualquer forma, Cosmotron é uma obra que pode não ter mirado, mas acertou em cheio os corações dos fãs de britpop e rock inglês em geral.
Neste episódio, Daniel e Gigola fazem uma viagem quase que lisérgica para 2003, e batem um papo tão fluido sobre o disco, como se fossem dois rios inteiros, sem direção...