Podcast Fertilidade para Todos

Podcast Fertilidade para Todos

By Arnaldo CambiaghiMedicineHealth & Fitness
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Podcast Fertilidade para Todos episodes

  • Live Microbiota na Reprodução

    Quando falamos em fertilidade, pensamos em óvulos, espermatozoides, embriões e endométrio. Mas existe um universo microscópico que também pode participar desse processo: a microbiota.

    Entre todas, a microbiota endometrial merece atenção especial. O endométrio é o local onde o embrião deverá implantar, e alterações nesse ambiente podem estar relacionadas a inflamação, endometrite crônica, receptividade endometrial e falhas de implantação. Por isso, especialmente diante de falhas repetidas ou situações sem uma explicação clara, estudar o ambiente endometrial pode acrescentar informações importantes antes da transferência embrionária.

    A microbiota intestinal também merece consideração. O intestino participa da regulação imunológica, metabólica e inflamatória do organismo e pode, de forma indireta, influenciar diferentes aspectos da saúde reprodutiva.

    No homem, a microbiota seminal também vem sendo estudada. Ela não é um exame solicitado rotineiramente antes de uma fertilização. Entretanto, em casos selecionados, principalmente quando existem alterações sem explicação, inflamação, piora da qualidade seminal ou outras situações específicas, sua avaliação pode ser uma boa opção antes da fertilização.

    A microbiota vaginal também é considerada, mas sua interpretação isolada ainda apresenta limitações e, muitas vezes, não define de forma conclusiva os melhores caminhos para o tratamento.

    A mensagem mais importante é que, na reprodução assistida, pequenos detalhes podem fazer diferença. Antes da fertilização e antes da transferência embrionária, compreender melhor esses diferentes ambientes pode ajudar a identificar fatores que, em alguns casos, interferem nos resultados.

    Foi exatamente sobre esse universo que conversamos nesta live.

    1 hr 5 min
  • A culpa pode ser do homem

    Por muito tempo, quando um tratamento de fertilização não dava certo, os olhos se voltavam quase exclusivamente para a mulher.
    Para a idade dela. Para os óvulos dela. Para o útero dela. Para aquilo que ela poderia ter feito diferente.
    E muitas mulheres carregaram, em silêncio, um peso que nunca deveria ter sido apenas delas.
    A ciência avançou. E hoje sabemos que o homem também participa de forma decisiva da qualidade embrionária e dos resultados dos tratamentos de reprodução assistida.
    A idade paterna, a qualidade dos espermatozoides, a fragmentação do DNA, o excesso de peso, o sedentarismo, o tabagismo, o álcool, alterações metabólicas e outros hábitos de vida podem interferir no desenvolvimento do embrião e, em determinadas situações, contribuir para alterações cromossômicas.
    Isso não significa transferir a culpa de um lado para o outro. Significa fazer uma investigação mais justa, completa e responsável.
    Quando um embrião apresenta uma alteração genética, também precisamos compreender exatamente o que foi encontrado. Algumas alterações segmentais que, no passado, poderiam levar ao descarte imediato de um embrião, hoje podem exigir uma análise mais cuidadosa antes de qualquer decisão definitiva.
    Cada embrião merece ser compreendido. Cada casal merece ser investigado por inteiro.
    E nenhuma mulher deveria sair de um tratamento malsucedido acreditando que tudo aconteceu simplesmente porque seus óvulos envelheceram.
    Na reprodução assistida moderna, não existe mais espaço para olhar apenas para metade do casal.
    O tratamento é dos dois. A investigação também precisa ser.
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    As informações contidas nas publicações deste perfil são de uso educacional e informativo: não substituem o aconselhamento adequado de um médico. Procure sempre a ajuda de um profissional especializado.
    Dr. Arnaldo Cambiaghi - CRM 33.692 RQE 42074
    Título Especialista Reprodução Assistida: RQE 42074-1
    IPGO - Medicina da Reprodução

    2 min
  • Fertilização com acolhimento

    Existem dores que não terminam quando a perda gestacional chega ao fim, quando o exame não dá positivo ou quando o médico diz que será preciso tentar novamente.
    A perda gestacional não leva apenas uma gravidez. Leva um nome imaginado, um quarto sonhado, uma data calculada e uma vida inteira que já havia começado dentro daquela mulher. A falha de um tratamento de fertilização também não representa somente um embrião que não implantou. Representa meses de espera, injeções, exames, medo, renúncias e uma esperança construída em silêncio.
    Muitas vezes, depois que tudo acontece, fala-se em humanização e acolhimento. E acolher é indispensável. Mas será que a medicina deve esperar a dor chegar para demonstrar humanidade?
    Nem toda perda pode ser impedida e nem toda falha pode ser prevista. Entretanto, quando existem riscos que poderiam ter sido investigados, alterações que poderiam ter sido tratadas ou medidas preventivas que poderiam ter sido tomadas, esperar o sofrimento acontecer não pode ser considerado suficiente.
    Uma perda gestacional também pode deixar consequências físicas. Além da ferida emocional, podem ocorrer lesões endometriais, aderências e sinéquias uterinas, comprometendo a fertilidade e o futuro reprodutivo daquela mulher. A dor que já era imensa pode ainda se transformar em uma nova dificuldade para engravidar.
    A verdadeira humanização começa antes. Começa quando o médico escuta, investiga, antecipa riscos e não trata a paciente como apenas mais um número ou protocolo.
    Acolher uma mulher depois que seu mundo desabou é essencial. Mas fazer todo o possível para evitar que esse mundo desabe é uma das atitudes mais nobres que um médico pode ter com sua paciente.
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    Dr. Arnaldo Cambiaghi - CRM 33.692 RQE 42074
    Título Especialista Reprodução Assistida: RQE 42074-1
    IPGO - Medicina da Reprodução
    #drarnaldocambiaghi #ipgp #reproducaohumana

    2 min
  • O útero também envelhece

    Quando falamos em fertilidade e idade, quase sempre pensamos nos óvulos. Mas o útero também merece atenção.


    Ele envelhece de maneira diferente dos ovários e pode preservar sua capacidade de gestar por mais tempo. Ainda assim, pode apresentar menor circulação sanguínea, inflamação persistente, envelhecimento celular, fibrose e alterações na resposta à progesterona. Essas mudanças podem interferir no endométrio, o tecido que recebe o embrião.


    Miomas, pólipos, adenomiose e endometrite também podem comprometer esse ambiente e precisam ser avaliados conforme a história de cada mulher.


    Por isso, um embrião de boa qualidade não é o único protagonista. Mesmo com óvulos doados, o útero precisa de atenção. E a espessura do endométrio no ultrassom, isoladamente, não conta toda a história.


    Isso não significa que uma mulher acima dos 40 anos seja incapaz de engravidar. Significa que a avaliação e o preparo devem ser individualizados, identificando alterações tratáveis e cuidando também da saúde geral.


    Não existe, hoje, tratamento comprovado para rejuvenescer completamente o útero. Mas existem condições que podem ser diagnosticadas e tratadas.


    Reconhecer o envelhecimento uterino não é perder a esperança. É ampliar o cuidado para que o embrião encontre um ambiente mais favorável ao seu desenvolvimento.


    Leia o [artigo completo no IPGO](https://ipgo.com.br/o-utero-tambem-envelhece/).

    2 min
  • A medicina é mais que profissão: é vocação.

    A medicina nunca foi, para mim, apenas uma profissão. É uma vocação que me entusiasma, me inspira e renova diariamente a alegria de cuidar.
    Trabalhar com reprodução humana significa participar de um dos sonhos mais profundos de uma pessoa: construir uma família. Por isso, cada paciente que chega até mim traz muito mais do que exames, diagnósticos ou tratamentos. Traz uma história, expectativas, angústias e a esperança de receber nos braços o filho que tanto deseja.
    É por essas famílias que procuro estudar cada vez mais, acompanhar os avanços da ciência, investigar profundamente cada caso e buscar novas possibilidades para aumentar as chances de sucesso. Quero sempre compreender o que ainda não foi esclarecido, averiguar aquilo que pode ser melhorado e encontrar caminhos mesmo diante das situações mais difíceis.
    O meu trabalho não é um peso, uma obrigação ou algo que me entristece. Pelo contrário, é uma das grandes alegrias da minha vida. Poder contribuir para que uma família se complete dá sentido a cada hora de dedicação, a cada estudo e a cada decisão tomada com responsabilidade.
    Enquanto eu tiver saúde, capacidade e condições para trabalhar, continuarei fazendo tudo o que estiver ao meu alcance pelos meus pacientes. Não me distraio contando os anos, nem permito que o relógio determine o tamanho da minha entrega.
    Para mim, o tempo não é simplesmente aquele que passa. É o tempo que dedico a ouvir, estudar, investigar, cuidar e buscar o melhor resultado possível.
    Enquanto houver uma esperança, haverá em mim disposição para procurar um caminho. Porque ajudar a transformar o sonho de uma família em realidade não me cansa. Renova diariamente a minha alegria de ser médico.
    ALGUMA DÚVIDA? ALGUMA PERGUNTA?
    As informações contidas nas publicações deste perfil são de uso educacional e informativo: não substituem o aconselhamento adequado de um médico. Procure sempre a ajuda de um profissional especializado.
    Dr. Arnaldo Cambiaghi - CRM 33.692 RQE 42074
    Título Especialista Reprodução Assistida: RQE 42074-1
    IPGO - Medicina da Reprodução

    1 min
  • Ebook tratamento de fertilização à distância

    Existem pacientes que, além de enfrentarem toda a carga emocional de um tratamento de fertilidade, ainda precisam vencer a distância.


    São mulheres e casais que deixam suas casas, suas cidades, o trabalho e a rotina para viajar até São Paulo. Precisam organizar passagens, hospedagem, compromissos profissionais, medicações, exames e, muitas vezes, tudo isso em meio à ansiedade de quem carrega um sonho muito importante.


    Por isso, quando cuidamos de uma paciente que mora longe, não podemos olhar apenas para o tratamento. Precisamos olhar para toda a jornada.


    Nosso objetivo é organizar cada etapa com o máximo de precisão possível, antecipar decisões, reduzir deslocamentos desnecessários, orientar exames que possam ser realizados na cidade de origem e tentar tornar a permanência em São Paulo mais objetiva, segura e menos desgastante.


    Porque a distância geográfica não pode se transformar em distância no cuidado.


    Mesmo a centenas ou milhares de quilômetros, queremos que cada paciente se sinta próxima, acompanhada e acolhida. Que saiba quando deve vir, quanto tempo provavelmente precisará permanecer e que tenha uma equipe disponível para ajudá-la em cada etapa do caminho.


    Foi pensando nessas pacientes que escrevi também um e-book dedicado ao tratamento de fertilização à distância, para tornar essa jornada mais organizada, previsível e humana.


    O mapa pode mostrar muitos quilômetros entre nós. Mas, no cuidado, na atenção e no compromisso com cada detalhe, quero que essa distância seja cada vez menor.


    Porque quem já percorre um caminho emocional tão intenso para realizar o sonho de ter um filho merece encontrar, do outro lado, acolhimento, precisão e a sensação de nunca estar sozinha nessa jornada.


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    Título Especialista Reprodução Assistida: RQE 42074-1

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    2 min
  • Endometriose - novos caminhos

    A endometriose tem um importante reforço no tratamento clínico, que já existe na Europa há alguns anos e que, em breve, deverá chegar ao Brasil.
    O novo consenso brasileiro destaca uma classe que representa um dos avanços mais interessantes dos últimos anos: os antagonistas orais de GnRH, como elagolix, linzagolix e relugolix.
    Eles promovem rápida supressão hormonal e, ao contrário dos agonistas de GnRH injetáveis tradicionalmente utilizados, não provocam o efeito inicial de “flare-up”. São considerados principalmente uma opção de segunda linha, para pacientes que não responderam adequadamente ou não toleraram os tratamentos hormonais convencionais.
    Um dos destaques é o relugolix associado à terapia hormonal em baixa dose. Estudos com acompanhamento de até dois anos demonstraram manutenção da melhora da dismenorreia e da dor pélvica não menstrual, com boa tolerabilidade e perda de massa óssea inferior a 1%, que posteriormente se estabilizou.
    É importante lembrar que o tratamento hormonal não cura a endometriose, mas pode controlar os sintomas e reduzir o risco de progressão da doença.
    E esse avanço poderá ter importância não apenas para mulheres que sofrem com dor e comprometimento da qualidade de vida. O bloqueio hormonal também pode integrar estratégias terapêuticas em pacientes com infertilidade associada à endometriose, adenomiose e, em situações específicas, miomas. São novas possibilidades que ampliam nosso arsenal para individualizar cada vez mais o tratamento.
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    3 min
  • Microbiota Seminal

    Durante muitos anos, a investigação da infertilidade masculina concentrou-se quase exclusivamente na quantidade, motilidade e morfologia dos espermatozoides. Hoje, a ciência mostra que existe um novo protagonista: a microbiota seminal.
    Um estudo publicado recentemente na The Lancet Obstetrics, Gynaecology & Women’s Health demonstrou que alterações na composição das bactérias presentes no sêmen estão associadas a menores taxas de nascidos vivos e maior risco de perdas gestacionais em casais submetidos à fertilização in vitro, além de também exercerem influência na fertilidade natural.
    Esses achados reforçam um conceito cada vez mais evidente: a fertilidade não depende apenas da mulher. O homem participa ativamente de todo o processo reprodutivo, e fatores antes pouco investigados podem fazer diferença no sucesso do tratamento.
    A microbiota seminal passa a representar uma nova porta para a investigação de casais com infertilidade sem causa aparente, falhas repetidas de implantação e abortos recorrentes. Hoje já existem exames específicos capazes de avaliar essa microbiota e, em situações selecionadas, pode-se considerar estratégias individualizadas para sua modulação, como probióticos e prebióticos. Entretanto, é importante destacar que ainda são necessários estudos clínicos para comprovar o benefício dessas intervenções.
    Esse trabalho, publicado em uma das revistas médicas mais importantes do mundo, também foi tema de destaque no Congresso Europeu de Reprodução Humana, reforçando que estamos diante de uma nova fronteira da medicina reprodutiva.
    No IPGO, acompanhamos continuamente as principais publicações científicas para incorporar, de forma criteriosa e individualizada, tudo o que possa contribuir para aumentar as chances de sucesso dos nossos pacientes.
    Referência: Behrendt-Møller I, Krog MC, Myers PN, Dalgaard CV, Wang NF, Yde AM, et al. Gut, vaginal, and seminal microbiomes in couples with infertility or recurrent pregnancy loss: a two-cohort prospective study of reproductive outcomes. Lancet Obstet Gynaecol Womens Health. 2026 Aug 4. doi:10.1016/S3050-5038(26)00213drarnaldocambiaghi 4 dAs informações contidas nas publicações deste perfil são de uso educacional e informativo: não substituem o aconselhamento adequado de um médico. Procure sempre a ajuda de um profissional especializado.
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    2 min
  • FRAGMENTAÇÃO DO DNA DO SÊMEN

    Os consensos médicos são fundamentais para orientar a prática clínica. Mas há omomentos em que o bom senso, a individualização e o olhar humano precisam caminhar ao lado da ciência.
    Na medicina reprodutiva, cada mês de espera representa muito mais do que a passagem do tempo. Representa ansiedade, sofrimento, desgaste emocional e, para muitas mulheres, perda da reserva ovariana e redução das chances de alcançar o sonho da maternidade.
    Sempre me pergunto: será que precisamos realmente esperar que novos abortos aconteçam antes de investigar suas possíveis causas? Será que devemos aceitar novas perdas quando existem exames capazes de identificar fatores que podem ser tratados ou corrigidos?
    Como médico, convivo diariamente com mulheres que sofreram abortos repetidos. Também realizo cirurgias para reconstruir úteros que foram profundamente comprometidos pelas consequências dessas perdas, como aderências, sinéquias e outras alterações anatômicas que, em alguns casos, podem reduzir de forma importante a possibilidade de uma nova gestação.
    Por isso, acredito que cada aborto deve ser encarado com respeito, seriedade e responsabilidade. Não é apenas um número em uma estatística. É uma história interrompida, um projeto de família abalado e uma marca que permanece para sempre na vida daquele casal.
    Sempre que houver possibilidade de reduzir o risco de uma nova perda, ela deve ser considerada. Investigar precocemente, individualizar a conduta e utilizar os recursos diagnósticos disponíveis não significa abandonar a ciência. Significa aplicá-la com inteligência, sensibilidade e humanidade.
    Evitar um aborto, quando isso é possível, não representa apenas preservar uma gestação. Representa preservar a saúde física da mulher, proteger seu útero, minimizar o sofrimento emocional e aproximá-la, da forma mais rápida e segura possível, do nascimento do filho que tanto deseja.

    2 min

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