Podcast Literário

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By Luciana Barbosa de OliveiraArtsBooks
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Podcast Literário episodes

  • Série: Grandes poetas Podcast Literáriopdg 2021. Narração:Laís Miranda, aluna do 9° Ano.
    O poema de hoje ilustra o sentimento de solidão e abandono do indivíduo, a sua falta de esperança e a sensação de que está perdido na vida, sem saber que caminho tomar.
    José , de Carlos Drummond de Andrade.
    E agora, José?
    A festa acabou,
    a luz apagou,
    o povo sumiu,
    a noite esfriou,
    e agora, José?
    e agora, Você?
    Você que é sem nome,
    que zomba dos outros,
    Você que faz versos,
    que ama, protesta?
    e agora, José?
    Está sem mulher,
    está sem discurso,
    está sem carinho,
    já não pode beber,
    já não pode fumar,
    cuspir já não pode,
    a noite esfriou,
    o dia não veio,
    o bonde não veio,
    o riso não veio,
    não veio a utopia
    e tudo acabou
    e tudo fugiu
    e tudo mofou,
    e agora, José?
    E agora, José?
    sua doce palavra,
    seu instante de febre,
    sua gula e jejum,
    sua biblioteca,
    sua lavra de ouro,
    seu terno de vidro,
    sua incoerência,
    seu ódio, - e agora?
    Com a chave na mão
    quer abrir a porta,
    não existe porta;
    quer morrer no mar,
    mas o mar secou;
    quer ir para Minas,
    Minas não há mais.
    José, e agora?
    Se você gritasse,
    se você gemesse,
    se você tocasse,
    a valsa vienense,
    se você dormisse,
    se você cansasse,
    se você morresse...
    Mas você não morre,
    você é duro, José!
    Sozinho no escuro
    qual bicho-do-mato,
    sem teogonia,
    sem parede nua
    para se encostar,
    sem cavalo preto
    que fuja do galope,
    você marcha, José!
    José, para onde?
    3 min
  • Poema: Quando Vier a Primavera, de Fernando Pessoa. Voz: Gisele Rodrigues /Aluna do 9°Ano
    Quando vier a Primavera,
    Se eu já estiver morto,
    As flores florirão da mesma maneira
    E as árvores não serão menos verdes que na Primavera passada.
    A realidade não precisa de mim.
    Sinto uma alegria enorme
    Ao pensar que a minha morte não tem importância nenhuma
    Se soubesse que amanhã morria
    E a Primavera era depois de amanhã,
    Morreria contente, porque ela era depois de amanhã.
    Se esse é o seu tempo, quando havia ela de vir senão no seu tempo?
    Gosto que tudo seja real e que tudo esteja certo;
    E gosto porque assim seria, mesmo que eu não gostasse.
    Por isso, se morrer agora, morro contente,
    Porque tudo é real e tudo está certo.
    Podem rezar latim sobre o meu caixão, se quiserem.
    Se quiserem, podem dançar e cantar à roda dele.
    Não tenho preferências para quando já não puder ter preferências.
    O que for, quando for, é que será o que é.
    2 min
  • Poesia: "Para sempre" de Drummond. Narração:Dhébora Mariáh, 7°Ano
    "Para Sempre"
    de Carlos Drummond de Andrade fala da mãe na sua graça e eternidade.
    Sim, mãe é a palavra mais bela. Mãe é caminho;
    colo que consola.
    Mãe é mão que segura;
    beijo que ameniza febre.
    Porque “mãe não tem limite, é tempo sem hora,
    luz que não se apaga.
    *Para Sempre*
    Por que Deus permite
    que as mães vão-se embora?
    Mãe não tem limite,
    é tempo sem hora,
    luz que não apaga
    quando sopra o vento
    e chuva desaba,
    veludo escondido
    na pele enrugada,
    água pura, ar puro,
    puro pensamento.
    Morrer acontece
    com o que é breve e passa
    sem deixar vestígio.
    Mãe, na sua graça,
    é eternidade.
    Por que Deus se lembra
    - mistério profundo -
    de tirá-la um dia?
    Fosse eu Rei do Mundo,
    baixava uma lei:
    Mãe não morre nunca,
    mãe ficará sempre
    junto de seu filho
    e ele, velho embora,
    será pequenino
    feito grão de milho.
    Carlos Drummond de Andrade.
    2 min
  • Narração: Marco Antônio 6°Ano/ Homenagem às Mães.
    SE AS COISAS FOSSEM MÃES*
    Sylvia Orthof
    Se a lua fosse mãe, seria mãe das estrelas,
    O céu seria sua casa, casa das estrelas belas.
    Se a sereia fosse mãe, seria mãe dos peixinhos,
    O mar seria um jardim e os barcos seus caminhos.
    Se a casa fosse mãe, seria a mãe das janelas,
    Conversaria com a lua sobre as crianças-estrelas,
    Falaria de receitas, pastéis de vento, quindins,
    Emprestaria a cozinha pra lua fazer pudins!
    Se a terra fosse mãe, seria mãe das sementes,
    pois mãe é tudo que abraça, acha graça e ama a gente.
    Se uma fada fosse mãe, seria a mãe da alegria.
    Toda mãe é um pouco fada... Nossa mãe fada seria.
    Se uma bruxa fosse mãe, seria mamãe gozada:
    Seria a mãe das vassouras, da Família Vassourada!
    Se a chaleira fosse mãe, seria a mãe da água fervida,
    Faria chá e remédio para as doenças da vida.
    Se a mesa fosse mãe, as filhas, sendo cadeiras,
    Sentariam comportadas, teriam “boas maneiras”.
    Fada mãe é diferente:
    Mãe verdadeira, ou postiça, mãe-vovó, mãe titia,
    Maria, Filó, Francisca, Gertrudes, Malvina, Alice,
    toda mãe é como eu disse.
    Tona Mamãe ralha e beija,
    Erra, acerta, arruma a mesa, cozinha, escreve, trabalha fora,
    Ri, esquece, lembra e chora, traz remédio e sobremesa.
    em até pai que é “tipo-mãe”...
    Esse, então, é uma beleza.
    3 min
  • Voz Ana Maria, aluna do 7° sexta-feira, dia 30 de abril de 2021. Poesia de Ruth Rocha "Ser Criança"
    O poema de hoje é da poetisa Ruth Rocha. Para a autora, o objetivo deste texto é “chamar a atenção para o fato de que a infância é um período muito curto, mas é o tempo em que se constrói o direito à felicidade”
    . Poesia: O Direito das Crianças –
    Toda criança no mundo
    Deve ser bem protegida
    Contra os rigores do tempo
    Contra os rigores da vida.
    Criança tem que ter nome
    Criança tem que ter lar
    Ter saúde e não ter fome
    Ter segurança e estudar.
    Não é questão de querer
    Nem questão de concordar
    Os direitos das crianças
    Todos têm de respeitar.
    Tem direito à atenção
    Direito de não ter medos
    Direito a livros e a pão
    Direito de ter brinquedos.
    Mas criança também tem
    O direito de sorrir.
    Correr na beira do mar,
    Ter lápis de colorir…
    Ver uma estrela cadente,
    Filme que tenha robô,
    Ganhar um lindo presente,
    Ouvir histórias do avô.
    Descer do escorregador,
    Fazer bolha de sabão,
    Sorvete, se faz calor,
    Brincar de adivinhação.
    Morango com chantilly,
    Ver mágico de cartola,
    O canto do bem-te-vi,
    Bola, bola,bola, bola!
    Lamber fundo da panela Ser tratada com afeição
    Ser alegre e tagarela
    Poder também dizer não!
    Carrinho, jogos, bonecas,
    Montar um jogo de armar,
    Amarelinha, petecas,
    E uma corda de pular.
    2 min
  • Poema de Tatiana Belinsky "Ser criança " Narração:Bryan Viana Aluno do 7°Ano .
    Você conhece a vida e a obra de Tatiana Belinky?
    Se não conhece, saiba que ela foi uma das maiores escritoras de literatura infantil do Brasil e que por sua vez não era brasileira, nasceu na antiga União soviética. Tatiana Belinky foi excelente contista, tema o qual estamos estudando, além de ter produzido diversos poemas de nossa literatura infanto-juvenil.
    "Ser criança"
    ​ Tatiana Belinky
    Ser criança é dureza
    Todo mundo manda em mim
    Se pergunto o motivo,
    Me respondem "porque sim".
    Isso é falta de respeito,
    "Porque sim" não é resposta,
    Atitude autoritária
    Coisa que ninguém gosta!
    Adulto deve explicar
    Pra criança compreender
    Esses "podes" e "não podes",
    Pra aceitar sem se ofender!
    Criança exige carinho,
    E sim! Consideração!
    Criança é gente, é pessoa,
    Não bicho de estimação!
    2 min
  • Seleção:Grandes poetas. Voz:Júlia Reginato Sexta _feira, dia 09 de abril.
    O poema de hoje traz uma uma leveza e uma autenticidade em um poema que o eu lírico a partir do título faz alusão à fidelidade, que na extensão do poema jura devoção a esse amor: “De tudo ao meu amor serei atento
    Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto”, seja nos momentos de dor, seja nos de alegria.
    Ao optar pelo tempo presente o poeta Vinícius de Moraes declara-se preparado para desfrutar o amor, a quem promete consagrar a fidelidade que o título menciona e que se encontra supracitada por todo o poema.
    Soneto da Fidelidade 
    De tudo, ao meu amor serei atento
    Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
    Que mesmo em face do maior encanto
    Dele se encante mais meu pensamento.
    Quero vivê-lo em cada vão momento
    E em louvor hei de espalhar meu canto
    E rir meu riso e derramar meu pranto
    Ao seu pesar ou seu contentamento.
    E assim, quando mais tarde me procure
    Quem sabe a morte, angústia de quem vive
    Quem sabe a solidão, fim de quem ama
    Eu possa me dizer do amor (que tive):
    Que não seja imortal, posto que é chama
    Mas que seja infinito enquanto dure.
    4 min
  • Episódio II_ SÉRIE MULHERES NARRAÇÃO: Lara Machiavelli e Lua Lacerda. 8°Ano Fundamental II.
    Neste episódio II, um pouco da poesia intimista de Cecília Meireles. trouxemos o poema Reinvenção do livro (Vaga música) que conta com vinte e seis versos com rimas alternadas em três estrofes. O refrão não possui rimas e é repetido três vezes (no princípio, no meio e no final do poema), reforçando a ideia que deseja transmitir.
    Os versos apontam para a necessidade de se olhar ao redor a partir de uma nova perspectiva, experimentando a vida de uma maneira diferente, redescobrindo a cor do cotidiano.
    Do ponto de vista negativo, a solidão, uma característica da lírica de Cecília, também aparece ao longo do poema.
    Um pouco do que estamos vivendo nesta pandemia.
    8 min
  • EPISÓDIO 1/SÉRIE MULHERES NARRAÇÃO: Vitória Bortoloso 8° Ano
    O nome Clarice foi uma das medidas adotadas pelo seu pai para ocultar a família. Logo, a escritora foi naturalizada brasileira e se dizia pernambucana.
    Uma das escritoras da terceira fase do modernismo, ao longo de toda a vida, Clarice Lispector estudou múltiplas línguas, fez aulas de piano, era uma excelente aluna e tinha prazer em redigir poemas.
    https://www.google.com/amp/s/escolaeducacao.com.br/amp/clarice-lispector-poemas/
    1 min

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Neste momento vamos ouvir um pouco de história da poetisa Cora Coralina.