No Debate das Dez, dentro do Manhã Total desta quarta-feira (02), na Rádio Pajeú, o prefeito de Afogados da Ingazeira, Sandrinho Palmeira, abordou diferentes questões envolvendo seu grupo político, entre elas a decisão do ex-secretário de Agricultura, Rivelton Santos, de deixar a Frente Popular e passar a integrar a oposição, o apoio do presidente da Câmara, Vicentinho Zuza, e de outros seis vereadores da base a Mendonça Filho (PL) na disputa pelo Senado, além da declaração de Vicentinho sobre servidores contratados da gestão municipal.
Sobre a saída de Rivelton Santos do grupo governista, Sandrinho afirmou que o ex-secretário não chegou a conversar com ele antes de tomar a decisão e apresentar os motivos que o levaram a deixar a Frente Popular. O prefeito destacou, no entanto, que respeita a escolha e afirmou que “não há nada pessoal” em relação à decisão.
Sandrinho também comentou a questão dos espaços dentro da gestão. Rivelton deixou a Secretaria de Agricultura, que passou a ser comandada por Valberto, mas continuou colaborando com a pasta. Segundo o prefeito, a definição do secretariado levou em consideração diferentes critérios, incluindo os resultados apresentados por cada área e por cada secretário.
O ponto mais crítico da fala veio quando Sandrinho relembrou as críticas feitas pela oposição à Agricultura durante a campanha eleitoral de 2024, período em que Rivelton ainda comandava a secretaria. O prefeito questionou o que considera uma mudança de posicionamento após a saída do ex-secretário e sua aproximação com o grupo oposicionista.
“O que eu não consigo entender é aquela crítica que vem de uma forma muito contundente, que depois o cara passa a ser o melhor secretário do mundo porque agora está apoiando ali”, afirmou.
Sandrinho ainda defendeu a trajetória da Frente Popular em Afogados da Ingazeira. Reconheceu que o grupo pode ter cometido erros, mas avaliou que os acertos são maiores e que isso explica, segundo ele, a permanência do grupo no comando do município por tantos anos.
Durante a entrevista, Sandrinho também comentou a decisão do presidente da Câmara, Vicentinho Zuza, e de outros seis vereadores da base governista de apoiar Mendonça Filho (PL) na disputa pelo Senado.
O prefeito afirmou que não foi pego de surpresa pela decisão. Segundo ele, Vicentinho havia conversado previamente e comunicado que não pretendia apoiar Humberto Costa. Sandrinho explicou que não houve uma negociação para definir o voto, mas apenas uma comunicação sobre a decisão que seria tomada.
O prefeito disse que respeitou a escolha e que continuará apoiando Humberto Costa, destacando a trajetória do senador e a linha política que defende. Para Sandrinho, a divergência em relação aos candidatos ao Senado não representa uma ruptura dentro da base.
“O que não quer dizer, de forma e maneira nenhuma, que houve um rompimento do grupo com Sandrinho. A gente está apoiando pessoas diferentes, mas a gente continua unido”, afirmou.
Sandrinho destacou ainda que mantém 11 vereadores e vereadoras na base aliada e ressaltou a atuação conjunta em ações e projetos para Afogados da Ingazeira. Segundo o prefeito, mesmo quando há questionamentos aos projetos enviados à Câmara, as discussões têm como objetivo aperfeiçoar as propostas, e não impedir sua aprovação.
O prefeito também afirmou que recentemente reuniu os vereadores da base para discutir não apenas o cenário político, mas também projetos e ações para o município. Ele defendeu que as divergências políticas não devem impedir o trabalho conjunto e deixou para a população a avaliação nas urnas.
Outro assunto abordado por Sandrinho foi a declaração de Vicentinho Zuza sobre servidores contratados da gestão municipal que estariam, segundo a fala inicial do vereador, recebendo sem trabalhar.
Sandrinho contou que, assim que terminou a entrevista de Vicentinho, ligou para o presidente da Câmara para entender melhor o que havia sido dito.