No Radar das Treze, dentro do A Tarde é Sua desta quinta-feira (18), na Rádio Pajeú, os comunicadores Alyson Nascimento e Micheli Martins receberam a secretária de Educação de Afogados da Ingazeira, Wiviane Fonseca, e as gestoras Ângela Márcia (Escola Municipal Professor Geraldo Cipriano dos Santos) e Sidneya Cristina dos Santos (Escola Municipal Ana Melo). O tema da entrevista foi o procedimento instaurado pelo Ministério Público de Pernambuco (MPPE) para fiscalizar as ações de combate ao bullying nas escolas do município, após o caso de uma adolescente de 14 anos que sofreu intimidação sistemática e, posteriormente, agressão física.
Wiviane Fonseca destacou que a Secretaria de Educação está sistematizando e fortalecendo os protocolos de atuação diante de casos de bullying e violência escolar. A prioridade da rede, segundo ela, é o diálogo e a mediação dos conflitos, mas, quando necessário, são adotadas medidas para preservar a segurança e a convivência dos estudantes. Em situações mais graves, a gestão acompanha todo o processo, inclusive a reorganização da vida escolar dos envolvidos, garantindo a continuidade dos estudos. A secretária ressaltou ainda a intenção de ampliar os protocolos de ação em parceria com outras instituições, fortalecendo a prevenção e a resposta a casos de violência no ambiente escolar.
Ângela Márcia, gestora da escola de origem da aluna, explicou que a unidade acompanhou a situação desde os primeiros relatos, ouviu a estudante e seus familiares, registrou os acontecimentos e encaminhou toda a documentação solicitada pelo MPPE. Após a família manifestar o desejo de transferência, a Secretaria de Educação providenciou a vaga na Escola Ana Melo. A diretora reforçou que a escola adotou as medidas cabíveis no âmbito escolar, mas que situações que configuram crime devem ser apuradas pelos órgãos competentes, e que todas as informações foram repassadas ao Ministério Público com registros detalhados das providências adotadas.
Já Sidneya Cristina dos Santos, gestora da Escola Municipal Ana Melo, unidade que recebeu a estudante após a transferência, esclareceu que, até o dia da agressão, não havia registros ou relatos de conflitos envolvendo a aluna e outras estudantes. A agressão aconteceu já na calçada da escola, após a saída dos alunos. Assim que foi informada do ocorrido, a equipe gestora buscou entender a situação, ouviu pessoas que presenciaram o fato e analisou as imagens do sistema de monitoramento para auxiliar na apuração dos acontecimentos. Sidneya reforçou que, antes do episódio, professores, mediadores e a equipe escolar não haviam identificado qualquer indício de desentendimento entre as envolvidas.