Podcasts do Ministério da Agricultura e Pecuária do Brasil

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Podcasts do Ministério da Agricultura e Pecuária do Brasil episodes

  • Governo lança Programa Nacional de Habilitação de Aplicadores de Agrotóxico

    Intitulado como Aplicador Legal , o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), em parceria com a Croplife Brasil, o Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), lançaram nesta quinta-feira (17), o Programa Nacional de Habilitação de Aplicadores de Agrotóxicos e Afins.

    A medida é prevista no Decreto Nº 10.833/2021, que determinou a criação de registros de aplicadores, com a obrigatoriedade de treinamento para os profissionais aplicadores em campo. A capacitação é importante para aumentar a conscientização sobre riscos, bem como orientar a aplicação adequada visando à proteção do meio ambiente, à segurança alimentar e às melhores práticas para a saúde humana. Até 2026, estima-se a capacitação e registro de 2 milhões de agricultores.

    A ministra Tereza Cristina destacou que os problemas relacionados à aplicação de produtos no Brasil estão ligados ao mau uso.

    Ela acrescentou que a capacitação irá combater a desinformação sobre o uso desses insumos na produção agrícola.

    Durante o evento de lançamento do programa foi assinado um Protocolo de Intenções entre a Secretaria de Defesa Agropecuária, a CropLife Brasil, o Sindiveg e o Senar, visando a elaboração de um Plano de Trabalho para a consecução de cursos de capacitação destinados à aprovação do registro de aplicador de agrotóxicos e afins. O secretário de Defesa Agropecuária, José Guilherme Leal, explicou a finalidade do programa.

    Também será disponibilizado um aplicativo para celular que será utilizado para emissão da carteira digital de habilitação dos aplicadores que obtiverem o certificado de conclusão dos cursos de capacitação junto às entidades credenciadas pelo Mapa nos Estados e no Distrito Federal.

    A Anvisa e o Ibama participaram da elaboração dos conteúdos mínimos dos cursos.

    4 min
  • Segunda etapa de vacinação contra Peste Suína Clássica começa dia 21 de março em Alagoas

    Em continuidade ao projeto piloto de implantação do Plano Estratégico Brasil Livre de Peste Suína Clássica (PSC) em Alagoas, lançado em 2021, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e a iniciativa privada realizam de 21 de março a 30 de abril a segunda etapa de vacinação contra a doença no estado. Estima-se que serão vacinados cerca de 120 mil suínos.

    As vacinas aplicadas nesta etapa são doadas pela Zoetis Indústria de Produtos Veterinários LTDA e a aplicação das doses será feita por 120 vacinadores contratados pela iniciativa privada.

    O diretor do Departamento de Saúde Animal da Secretaria de Defesa Agropecuária, Geraldo Moraes, explica o trabalho conjunto realizado entre o Mapa e a iniciativa privada para prevenção dos animais contra a doença.

    Os investimentos para execução do projeto piloto, que envolve a vacinação contra a PSC em Alagoas, são provenientes de parceria público-privada e somam mais de R$ 2 milhões.

    Também conhecida como febre suína, a PSC é uma doença viral, altamente contagiosa e que afeta somente suínos domésticos e asselvajados, não sendo transmissível a humanos. Os principais sintomas nos animais são febre alta, lesões avermelhadas na pele, conjuntivite, falta de apetite, fraqueza, diarreia e aborto.

    Além de Alagoas, outros dez estados fazem parte da zona não livre da doença, sendo eles: Amapá, Amazonas, Ceará, Maranhão, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Roraima.

    Na primeira etapa de vacinação contra a PSC em Alagoas, executada entre junho e agosto de 2021, foram vacinados cerca de 112 mil suínos, distribuídos em mais de sete mil propriedades rurais do estado.

    A vacinação foi realizada por meio de 60 vacinadores contratados pela iniciativa privada e com vacinas doadas pela Zoetis. Já a fiscalização e auditoria do processo foi realizada pela Agência de Defesa e Inspeção Agropecuária de Alagoas (Adeal) e pelo Mapa.

    4 min
  • Ministra defende que assim como alimentos, fertilizantes devem ser excluídos de regime de regime de sansão

    Em reunião com representantes das Nações Unidas e dos governos dos países americanos, a ministra Tereza Cristina defendeu nesta quarta-feira (16) que os fertilizantes sejam excluídos do regime de sanções, a exemplo do que ocorre com os alimentos. Segundo ela, reprimir o comércio desses insumos afeta a produtividade do campo, reduz a disponibilidade de alimentos, reforça a tendência inflacionária das principais commodities e, como consequência final, ameaça a segurança alimentar, especialmente dos países mais vulneráveis.

    A ministra, preside a Junta Interamericana de Agricultura (JIA) e deverá encaminhar o assunto para a Organização das Nações Unidas (ONU), por meio da Organização das Nações Unidas Para Alimentação e Agricultura (FAO).

    A ministra apresentou outras ações para que, de forma coordenada, seja possível mitigar os impactos negativos da atual crise de preços dos insumos, em especial de fertilizantes. Além de intensificar a pesquisa científica em busca de inovações tecnológicas que permitam fortalecer a eficiência e a sustentabilidade da agropecuária, Tereza Cristina sugeriu aumentar o intercâmbio de informações sobre os mercados agrícolas globais, ampliando, por exemplo, o escopo do Sistema de Informação de Mercados Agrícolas do G-20 (o AMIS) e incluir dados sobre fertilizantes, o que representaria importante contribuição para a transparência e estabilidade dos mercados.

    Na reunião de hoje, o diretor-geral da FAO, Qu Dongyu comentou que a fome e a insegurança alimentar estão mais fortes do que nunca por causa da pandemia e disse que é preciso garantir a sustentabilidade dos sistemas alimentares, com o enfrentamento das restrições ao comércio por meio de um trabalho conjunto.

    A enviada Especial das Nações Unidas para a Cúpula dos Sistemas Alimentares, Agnes Kalibata, também reforçou a necessidade de iniciativas conjuntas.

    Já o secretário de Agricultura dos Estados Unidos da América, Tom Vilsack, comentou sobre a alta dos preços dos fertilizantes e defendeu esforços para a inovação, tecnologia e sustentabilidade para uma maior produção desse insumo.

    O encontro, realizado de forma virtual, também debateu as preocupações com a segurança alimentar diante do desafio de uma nova agenda global em agricultura. Tereza Cristina disse que, enquanto maior região exportadora líquida de alimentos, as Américas podem capitanear respostas coletivas e coordenadas a esses desafios.

    Também participaram da reunião outros ministros da Agricultura das Américas, além dos integrantes do Conselho Agropecuário do Sul (CAS)

    5 min
  • Programa AgroResidência promove capacitação e inserção de jovens no mercado de trabalho

    Em seu primeiro ano de atividade práticas com os jovens beneficiários, o Programa de Residência Profissional Agrícola, o AgroResidência, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), já atendeu mais de 90 residentes a conquistar um emprego com a experiência adquirida durante as atividades em 2021.

    Destinado à qualificação de jovens estudantes e recém-formados dos cursos de ciências agrárias e afins, o programa se caracteriza pela inserção dos beneficiários no ambiente real de trabalho, por meio de treinamento prático, orientado e supervisionado, propiciando o desenvolvimento de conhecimentos, habilidades e atitudes necessárias ao exercício profissional.

    Para a ministra Tereza Cristina, o AgroResidência contribui para estimular a assistência técnica no país, proporcionando a capacitação dos beneficiários para atenderem o produtor rural.

    Por meio da política pública, são custeadas bolsas para residentes de cursos técnicos de nível médio, no valor de R$ 900; e de nível superior, no valor R$ 1.200. A carga horária de trabalho dos residentes é de 40 horas semanais. Também são custeadas bolsas para professor orientador, que corresponde ao valor de R$ 200 por orientado. Cada professor deve orientar entre cinco (mínimo) e dez (máximo) residentes, sendo assim, a bolsa pode variar de R$ 1 mil a R$ 2 mil.

    O cearense Wíctor Rodrigues, de 25 anos, é um exemplo de que o AgroResidência já colhe bons frutos. Depois de participar das atividades, entre fevereiro e dezembro de 2021, o jovem engenheiro agrônomo foi contratado pela Unidade Residente.

    Outra beneficiária do programa que comemora a conquista do emprego é Ane Cavalcante, de 24 anos. Nas fazendas de uma empresa voltada para nutrição animal, localizada no Pará, a jovem zootecnista desenvolveu atividade de cria, recria e engorda de bovinos.

    Atualmente, o programa conta com mais de 100 projetos de residência profissional agrícola, desenvolvidos em parceria com instituições de ensino em diversos estados do Brasil. Cada projeto leva em conta as características das atividades agropecuárias da região onde é implementado. Até 2023, serão atendidos mais de 1.300 beneficiários com as atividades de qualificação técnica desenvolvidas pela política pública.

    Outras informações podem ser solicitadas pelo e-mail: [email protected] e por telefone: (61) 3276-4675 ou 3276-4674.

    5 min
  • Boletim Agrometeorológico, a previsão do tempo para o produtor rural

    N-NE: São previstos maiores acumulados de chuva no Sul do AM e PA e no Norte de RO, ficando entre 80 e 200 mm. Para o AP e RR, os acumulados continuam baixos, não ultrapassando 80 mm. No Nordeste, são esperados volumes abaixo de 10 mm em grande parte da BA, e entre 10 e 50 mm no Leste da região. Os maiores acumulados ocorrerão no CE e no Norte do PI e MA, podendo chegar a 200 mm. Entre o Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia (MATOPIBA), os volumes poderão variar entre 40 e 100 mm em grande parte da região, e ficar acima de 150 mm no sul do MA e norte do TO, beneficiando o desenvolvimento dos cultivos de 2ª safra.

    CO: Os volumes de chuva poderão ocorrer entre 80 e 200 mm em áreas do Norte de MT, enquanto os acumulados previstos em MS e em grande parte de GO não devem passar de 60 mm. Em toda a região, as chuvas serão suficientes para a manutenção da umidade no solo, e o desenvolvimento do algodão e do milho 2ª safra. No Sudoeste de MS, a melhor distribuição das chuvas proporcionará um maior acúmulo de água no solo, necessário para a manutenção das lavouras.

    SE: A previsão indica maiores volumes de chuva no litoral paulista, chegando a 150 mm. Em SP e no Sul de MG, os acumulados ficarão entre 30 e 50 mm. No ES e grande parte do Centro-Norte e Leste de MG, são previstas chuvas abaixo de 20 mm, o que reduzirá a umidade no solo, restringindo a semeadura e o desenvolvimento do milho 2ª safra. Na maior parte da região, as condições serão favoráveis para o manejo e o desenvolvimento dos grãos, da cana-de-açúcar e do café.

    S: Os maiores volumes de chuva, entre 60 e 150 mm, são previstos no Oeste de SC e no Sul do PR. Nas demais áreas da região, não estão previstos acumulados de chuva que ultrapassem os 60 mm. No geral, apesar da redução no volume de chuvas em algumas áreas, elas serão suficientes para a manutenção da umidade no solo e o desenvolvimento das lavouras na maior parte da região.

    A Previsão Agrometeorológica é para os dias 14 a 21/03/2022.

    As informações do Boletim são da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), órgãos ligados ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

    5 min
  • Canadá vai abrir mercado para importação de carne bovina e suína do Brasil

    O Canadá autorizou o início da importação de carne bovina e suína in natura do Brasil. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (14) pela ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, que está em viagem ao Canadá. Com isso, o Brasil ultrapassou a marca de 200 novos mercados externos para produtos agropecuários abertos desde o início de 2019.

    Ao sair do encontro com o vice-ministro canadense, Paul Samson, a ministra Tereza Cristina comemorou a conquista e disse que trará novos empregos e renda para o país.

    O secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Orlando Leite Ribeiro explica que, levando em conta o market share do Brasil (Uma quota ou fatia de mercado,  relativo a participação no mercado que designa a quantidade absoluta e relativa detida por uma organização)  para esses dois produtos é possível estimar exportações da ordem de US$ 150 milhões por ano.

    No encontro entre a ministra Tereza Cristina e o vice-ministro da Agricultura do Canada foram tratados temas como sustentabilidade e cooperação entre os dois países na área de pesquisa e tecnologia. Tereza Cristina destacou que Brasil e Canadá são líderes comprometidos com uma agricultura segura, baseada na ciência e sustentável e lembrou a atuação do Brasil durante a Cúpula de Sistemas Alimentares da ONU e a COP26.

    Na viagem a Ottawa estão previstas reuniões com presidentes de empresas produtoras e exportadoras de potássio instaladas no país para conversar sobre a possibilidade de aumentar as exportações de potássio para o Brasil.

    Hoje a ministra terá reuniões com os presidentes das empresas ligadas ao ramo. Ontem (13), Tereza Cristina se reuniu com a diretoria da Brazil Potash,empresa brasileira privada, de capital fechado, controlada por investidores brasileiros e estrangeiros.

    4 min
  • Governo concede três terminais pesqueiros a iniciativa privada

    Com o objetivo de promover melhorias nas infraestruturas dos portos, o Governo Federal realizou nesta sexta-feira (11) o Leilão dos Terminais Pesqueiros Públicos (TPPs) de Belém (PA), Manaus (AM) e Vitória (ES).

    O leilão foi realizado pela Secretaria de Aquicultura e Pesca do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SAP/MAPA) e a Secretaria Especial do Programa de Parceria de Investimentos do Ministério da Economia (SEPPI/ME) na B3, em São Paulo. Essa foi a primeira vez que a B3 sediou um leilão de terminais pesqueiros.

    A empresa Amazonpeixe Aquicultura arrematou os lotes de Belém (PA) e de Manaus (AM). O terminal pesqueiro de Belém recebeu proposta de outorga de R$ 140.757,74 e o de Manaus teve proposta de R$ 126.991,07. Ambas as ofertas representaram ágio de 50,50% do valor proposto no edital.

    O terceiro lote teve como objeto o terminal de Vitória (ES) e foi vencido pela empresa Himalaia Refrigeração e Conservação, com uma proposta de outorga de R$ 1.003.000,00.

    O secretário de Aquicultura e Pesca do Mapa, Jorge Seif Jr, destacou que a gestão privada deverá promover melhorias na infraestrutura dos portos, garantindo mais apoio aos pescadores e aumentando a eficiência do setor. Segundo ele, atualmente há vários terminais pesqueiros públicos inativados.

    Seif lembrou que aproximadamente 30% do que é pescado no Brasil é descartado por falta de condições. Segundo ele, ao dar estrutura para os pescadores, o custo da produção será reduzido.

    O leilão teve como objetivo a seleção da proposta mais vantajosa, com o critério de maior oferta de outorga por cada terminal ou bloco de terminais, para a exploração, revitalização, modernização, operação, manutenção e gestão pelo período de 20 anos.

    Segundo o PPI, o processo para concessão dos Terminais Pesqueiros Públicos de Aracaju (SE), Natal (RN) e para o Bloco formado pelos TPP's de Santos (SP) e Cananéia (SP) será submetido à reanálise, para realização do leilão em nova data, que será divulgada oportunamente.

    4 min
  • Plano Nacional de Fertilizantes lançado pelo Governo Federal visa reduzir importação de insumos

    Reduzir a dependência do Brasil das importações de fertilizantes, esse é o objetivo do Plano Nacional de Fertilizantes, lançado pelo Governo Federal nesta sexta-feira (11), no Palácio do Planalto.

    O Plano Nacional de Fertilizantes (PNF) é uma referência para o planejamento do setor de fertilizantes para os próximos 28 anos (até 2050), promovendo o desenvolvimento do agronegócio nacional e considerando a complexidade do setor, com foco nos principais elos da cadeia.

    O presidente da República, Jair Bolsonaro, destacou a importância do plano para produção brasileira e ressaltou a presença de embaixadores de outros países presentes no evento, demonstrando a preocupação com a segurança alimentar do mundo.

    A elaboração do plano foi iniciada em 2021 e formalizado por Decreto, assinado nesta sexta-feira. O documento também institui o Conselho Nacional de Fertilizantes e Nutrição de Plantas, órgão consultivo e deliberativo que coordena e acompanha a implementação do Plano Nacional de Fertilizantes.

    A ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina explicou que não se trata de o país alcançar a autossuficiência, mas sim de se ter autonomia, com um percentual reduzido de dependência externa para o fornecimento dos fertilizantes ao produtor.

    No próximo dia 12, a ministra viaja ao Canadá para tratar do tema, após ter visitado o Irã recentemente, e a Rússia, no ano passado.

    O PNF buscará readequar o equilíbrio entre a produção nacional e a importação ao atender sua crescente demanda por produtos e tecnologias de fertilizantes. Pretende-se diminuir a dependência de importações, em 2050, de 85% para 45%, mesmo que dobre a demanda por fertilizantes.

    5 min
  • Países árabes podem aumentar oferta de fertilizantes para o Brasil

    A ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, se reuniu nesta quinta-feira (10) com representantes de países árabes para debater a possibilidade de aumentar a exportação de fertilizantes para o Brasil. Segundo a ministra, com a redução das exportações da Rússia e Bielorusia, o Brasil precisa trabalhar em uma “diplomacia dos insumos”.

    Juntos, os países árabes fornecem 26% dos fertilizantes importados pelo Brasil, segundo a Câmara de Comércio Árabe Brasileira. Entre os principais fornecedores do bloco estão Marrocos, Catar, Arábia Saudita, Egito, Omã e Argélia.

    A ministra disse que o Mapa vai conversar com empresas e cooperativas do setor agrícola sobre o interesse em aumentar a compra desses produtos dos países árabes.

    O Brasil importa mais de 85% dos fertilizantes utilizados na agricultura e no caso do potássio são 95% do seu consumo. O governo também trabalha na logística para a importação de fertilizantes.

    O presidente da Câmara de Comércio Árabe Brasileira, Osmar Chohfi, disse que a entidade também irá trabalhar para aproximar ainda mais as empresas árabes de produtores brasileiros.

    A ministra Tereza Cristina se reuniu mais cedo com integrantes do Conselho Agropecuário do Sul (CAS), onde decidiram levar ao conhecimento da Organização das Nações Unidas para a Alimentação (FAO) a preocupação com as sanções à exportação de fertilizantes.

    3 min
  • Safra 2021/22 pode chegar em 265,7 milhões de toneladas, estimativa de crescimento de 4% em relação à safra anterior

    Com crescimento superior a 10 milhões de toneladas em relação ao ciclo anterior, a produção de grãos deve chegar a 265,7 milhões de toneladas, conforme aponta o 6º Levantamento da Safra 2021/22 publicado nesta quinta-feira (10) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

    Apesar da expectativa de aumento na colheita quando comparada com o resultado obtido no período 2020/21, observa-se uma leve perda na produção de 0,9% sobre o volume divulgado no último mês, quando eram esperadas 268,2 milhões de toneladas. A queda é reflexo da forte estiagem verificada, sobretudo, nos estados da Região Sul do país e no centro-sul de Mato Grosso do Sul.

    A ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, participou virtualmente do anúncio da safra de grãos e destacou a importância do trabalho feito pela Conab na precisão do levantamento da safra.

    Com o plantio encerrado da soja em 40,7 milhões de hectares, acréscimo de 3,8% na área plantada em relação à safra 2021/22, as atenções se voltam para o andamento da colheita da oleaginosa, que já ultrapassa 50% em todo país, a expectativa é que a produção alcance 122,76 milhões de toneladas.

    O presidente da Conab, Guilherme Ribeiro, ressaltou a influência do clima no resultado da safra, mas reforçou o uso de tecnologia no levantamento.

    A expectativa é de crescimento também para o algodão. No atual levantamento da Companhia pode chegar a aproximadamente 6,9 milhões de toneladas, sendo 2,82 milhões de toneladas apenas da pluma. Para o feijão, o primeiro ciclo desta cultura foi parcialmente comprometido pelas perdas de rendimento em decorrência, principalmente, das adversidades climáticas registradas. Já as lavouras de segunda safra da leguminosa estão em implantação ou em pleno desenvolvimento, com perspectiva de alcançar um bom resultado, garantindo o abastecimento do mercado consumidor e equilibrando a oferta do grão.

    Outras informações sobre o desenvolvimento das principais culturas cultivadas no país podem ser obtidas na íntegra no 6º Levantamento da Safra de Grãos 2021/2022, no site da Conab em www.conab.gov.br.

    5 min

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