Dois homens entram na Eldorado e sobem as escadas.
O frio tomava conta dessa noite em Elísio.
Entram na sala em frente à escada onde há um terceiro homem de sobretudo preto, de costas em sua cadeira.
- Um trabalho rápido, eficaz. Trouxeram o imprestável do Túlio de volta? Onde estão os guardiões?
- Então senhor, eles conseguiram fugir, mataram o Sandro.
- Mas como fugiram se vocês tinham uma porra de uma Rambo? Era só chegar e explodir tudo. EXPLODIR TUDO.
Disse o homem de sobretudo aos berros se levantando de sua cadeira.
- Senhor, um deles fez uma barreira que nós não conseguimos atravessar.
- Sim e tinha um outro explodindo coisas.
- Não senhor, não estava.
Um dos homens puxa uma bolsa e retira dela umas folhas, uma folha com as chaves, uma adaga e um mapa.
- Encontramos isso senhor.
Qual dos dois encontrou isso?
O homem de sobretudo sai de trás da mesa coloca a mão sob a adaga anda na direção dos dois que dão um meio passo para trás.
Ele aponta a adaga para o que levantou a mão.
- Você vai me trazer os guardiões, custe o que custar, você vai dar um jeito.
Ele coloca as mãos na nuca do segundo homem levanta a adaga na altura da garganta.
- Acho que não me fiz entender direito.
Num rompante de força enfia a adaga repetidas vezes no peito do homem, o levando de encontro a parede, separando por sílabas as mesmas ordens que já havia dado.
- Vo...cê...vai...me...tra...zer... os guar...diões.
O homem com os olhos arregalados acena com a cabeça que sim.
O homem de sobretudo apoia o corpo do seu recém esfaqueado seguidor no chão.
Retorna pra sua mesa e olha o mapa.
- Eu quero homens nessas três regiões.
Entre em contato com Ceará e com Júlio, avise do Tiago.
Chame alguns policiais de elísio para ir até Petrópolis, também.
Só tome cuidado com, bom, você sabe quem. Não quero ter que tirá-lo do nosso caminho, é um bom homem.