Resolvi olhar um pouco mais de perto quando percebi que eu “estranhava” demais a pessoa que eu chamava de mãe. Creio que isso começou quando eu tinha 20 anos, embora tivesse alguns traços dessa busca de olhar, já há alguns anos antes.
E então, desde sempre, tenho querido entender o que é que faz com que nossa relação seja do jeito que é. Quando eu acredito que “cheguei lá!”. “Bingo!” – encontrei a resposta... algo acontece para eu voltar para a mesa de projetos e começar a estudar de novo tudo isso.
E então, foi assim, que criei o projeto “Cartas à Minha Mãe”. Esse projeto tem a ideia terapêutica de eu escrever para a minha mãe. Escrever enquanto ela vive, e depois que ela não viver mais. Assim, terei um canal aberto com ela, até que seja a minha vez de morrer. E talvez encontrar-me com ela, e no grande telão do “Nosso Lar” alguém possa mostrar todas as razões ocultas que eu não pude ver (por serem ocultas) ou compreender (por serem ocultas, como disse anteriormente) durante minha vida comum.