O dólar norte-americano tem sido, por décadas, a principal moeda de referência no comércio internacional e nos mercados financeiros. Contudo, nos últimos anos, o BRICS tem se esforçado para se desvincular desse peso e assumir um maior protagonismo global, seja com o crescimento de negociações que utilizam yuan, a moeda chinesa, ou até mesmo com a criação de uma moeda comum para o bloco. Um país ou grupo econômico que domina a economia e o comércio global, ainda mais com a imposição de uma ou mais moedas fortes, é diretamente recompensado com uma escalada de crescimento de influência imensurável.
Aqueles que defendem essa estratégia apontam efeitos como o crescimento de influência geral no cenário econômico mundial e o ganho de soberania dos países-membros do bloco, especialmente aqueles menos imponentes no contexto político internacional, além de uma maior facilidade no fluxo de comércio interno do grupo econômico. Por outro lado, os críticos alertam para os riscos dessa empreitada, como um possível isolamento econômico e político do bloco e grandes instabilidades no câmbio da nova moeda a ser utilizada.
No no episódio do quadro Persuasão em Jogo, os debatedores Jaime Valentino e Luna Dias discutem acerca da temática.