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Um revisor linguístico faz cedências? Que autor, mesmo cometendo erros, Manuel Monteiro gosta de ler? Essa é a revelação guardada para o final deste episódio ao vivo no festival literário Fólio.
Ricardo Araújo Pereira (já convidado neste podcast) aponta-lhe uma característica engraçada num linguista: Manuel Monteiro é rabugento. Nesta entrevista especial, gravada na Livraria do Mercado, em Óbidos, o autor do livro “Em nome da Língua. Ámen: Colecção de violências e heresias contra o português” não sabe se emana rabugice, mas admite ser “fanático” em matéria de Acordo Ortográfico.
Afinal, além de escrever sobre Língua Portuguesa, é diretor da Escola Da Língua, onde diariamente revela as diferenças entre o Antigo e o Novo Acordo de Ortografia.
Manuel Monteiro acredita que a Gramática é ensinada de forma “profundamente enfadonha” e que o ensino ganhava em ser mais divertido. E como se faz isto? Uma das soluções é o uso de exemplos do quotidiano. Todos percebemos que a frase “Vamos comer, crianças.” muda completamente se retirarmos a vírgula da frase.
E pode a Literatura salvar a democracia? O escritor defende que “a leitura e o conhecimento da língua nos dão mecanismos que nos permitem ter maiores defesas ante a manipulação”.
Identidade visual do podcast: Fotografia de Matilde Fieschi e Design de Hugo Cruz
Produção, condução e edição: Magda Cruz
Contacta o podcast em [email protected]
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Genérico com música "Symphony 40 In G Minor", by The Sweet Hots (https://app.sessions.blue/browse?trackId=5be5ee02-1e7b-4815-8aee-eb420b065b29)
Nesta nova temporada do “Ponto Final, Parágrafo”, juntamos duplas de autores e, em conversa, tentamos cruzar as suas obras.
Para inaugurar estas duplas, converso com uma imortal e um semi-deus, a partir o festival Fólio, no hotel The Literary Man.
Há 20 anos que Ana Maria Gonçalves carrega às costas o livro “Um Defeito de Cor”. Publicado em 2006, a obra recebeu inúmeros prémios e elogios. Os leitores e críticos da Folha de São Paulo indicam “Um Defeito de Cor” como o melhor livro de literatura brasileira do século XXI.
Este livro acaba de chegar a Portugal, onde a autora é recebida com grande carinho pelos leitores. Ana Maria Gonçalves mora no Rio de Janeiro e faz parte, há mais de um ano, da Academia Brasileira de Letras.
Valter Hugo Mãe celebra 30 anos de escrita com “O Século dos Imbecis”. Tem uma obra vasta e é recebido como uma estrela do Rock em vários países, especialmente no Brasil. Quando lemos o que escreve, notamos que vai muito além da prosa. Os seus romances fazem-se acompanhar de poesia, ilustração e reinvenção da língua. Valter vive em Barcelos.
De uma forma simples, “Um defeito de Cor” chama a atenção para a escravidão. “O Século dos imbecis” sublinha a estupidificação dos humanos. Onde se tocam os dois livros? Que ligação fazem entre Portugal e o Brasil?
Identidade visual do podcast: Fotografia de Matilde Fieschi e Design de Hugo Cruz
Produção, condução e edição: Magda Cruz
Agradecimentos a The Literary Man Hotel, em Óbidos
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Madalena Sá Fernandes é devota a Anne Carson. Antes de a autora vencer o Nobel da Literatura de 2026, a escritora portuguesa já tinha lido e estudado a obra da canadiana.
Neste episódio especial, gravado durante o festival Fólio, no hotel The Literary Man, em Óbidos, percebemos sobre que temas escreve Anne Carson, porque vence o Nobel, e Madalena Sá Fernandes traz o Guia de Leitura para a laureada: “Por favor, leiam tudo. Tem sido difícil para mim ler outra coisa desde que conheci Anne Carson”, partilha Madalena.
Na reta final deste episódio, conhecemos ainda o novo livro de Madalena Sá Fernandes, “Sótão”.
A autora partilha que Anne Carson abriu muito caminho para pessoas como ela, "que não gostam de se associar a um só género" literário: «Não posso esconder que há “Sótão” porque li Anne Carson», confessa no podcast.
Identidade visual do podcast: Fotografia de Matilde Fieschi e Design de Hugo Cruz
Produção, condução e edição: Magda Cruz
Agradecimentos a The Literary Man Hotel, em Óbidos
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Marta Pais Oliveira publica “Como Caminhar Num Pântano”, mas o romance vencedor do Prémio Literário Maria Amália Vaz de Carvalho não traz instruções claras de como nos devemos comportar em pântanos.
Neste episódio, olhamos para a mulher sem nome que habita este livro para refletir sobre a necessidade de silêncio no meio do urbanismo, da pressa numa sociedade em que somos cada vez mais consumidores do que "fruidores".
Em conversa com Magda Cruz, a autora Marta Pais Oliveira fala de como observa as mulheres, que andam sempre com as mãos ocupadas; do que podiam fazer se andassem livres; e de como a linguagem do Teatro "contamina" a do romance.
Enquanto gravamos na Livraria da Cassandra, no Porto, uma máquina fotográfica analógica aparece em cima da mesa. Quem vai dispará-la?
Neste episódio, conhecemos a programação da Feira do Livro de Espinho, com curadoria de Marta Pais Oliveira e que decorre até 31 de outubro.
Identidade visual do podcast: Fotografia de Matilde Fieschi e Design de Hugo Cruz
Fotografia do episódio: Magda Cruz
Produção, condução e edição: Magda Cruz
Agradecimentos a Livraria da Cassandra, no Porto
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Genérico com música "Symphony 40 In G Minor", by The Sweet Hots (https://app.sessions.blue/browse?trackId=5be5ee02-1e7b-4815-8aee-eb420b065b29)
Com pais, lobos e bobas da corte, esta é uma lista de livros que é um caminho sem volta, na medida do impossível.
Gravado no Porto, Magda Cruz e Catarina Fernandes partilham as melhores leituras que fizeram em 2025. Não são os melhores livros publicados em Portugal. Estes são livros que as autoras dos podcasts “Ponto Final, Parágrafo” e “Lugar Incomum” gostaram de ler.
Entre livros sobre figuras paternais, a devassa da privacidade na internet, um manuscrito comido pelo fogo, temos romance (nacional e estrangeiro), poesia, crónica, reportagem e novela gráfica.
No fim do episódio, é revelado o calendário de livros a ler em 2026 no Clube de Leitura do Ponto Final, Parágrafo. Spoiler: vai ser um ano dedicado às distopias.
Livros mencionados no episódio:
“Filho do Pai”, de Hugo Gonçalves
“Lobos”, de Tânia Ganho
"O Último Avô”, de Afonso Reis Cabral
“A Chuva que lança a areia do Saara”, de Ana Margarida de Carvalho
“Pés de Barro”, de Nuno Duarte
“Livro de Caligrafia”, de Nuno Júdice
“Meditação sobre ruínas”, de Nuno Júdice
"Lampedusa - Ir e não chegar”, de Ana França
“Na medida do impossível, de Tiago Rodrigues
“O Caminho de Volta”, de António Jorge Gonçalves
“Manda mensagem quando chegares”, de RGB
“Tudo o que a chama iluminou”, de Afonso Cruz
“O último sonho”, de Pedro Almodóvar
“A família Caserta”, de Aurora Venturini
“As histórias que nos matam”, de Maria Isaac
“Aquário”, de Capicua
“Boba da corte, de Tati Bernardi
“A livraria perdida”, de Evie Woods
“Senhora de si”, de Filipa Mota Nesbitt
“O caderno proibido”, de Alba de Céspedes
“A Malnascida”, de Beatrice Salvioni
“Ideologias”, de Gabriela Prioli
“As primas”, de Aurora Venturini
“Inyenzi ou as baratas”, de Scholastique Mukasonga
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Produção, apresentação e edição: Magda Cruz e Catarina Fernandes
Genérico: G. C. Viegas
Neste episódio, falamos das nossas leituras do mês de junho.
A minha amiga e camarada Joana Moreira é a nossa convidada. A Joana é jornalista de Cultura do Observador desde 2023. Os artigos que escreve, sobre Literatura, Teatro, Humor, Música ou Cinema, podem muito bem ser a vossa justificação para assinarem o jornal.
Livros mencionados no episódio:
“Deus Pátria Família”, de Hugo Gonçalves
“Tese sobre Uma Domesticação”, de Camila Sosa Villada
“Se esta rua falasse”, de James Baldwin
“Open throat”, de Henry Hoke
“Aquilo que o sono esconde”, de Mafalda Santos
“Butter”, de Asako Yuzuki
“Livro de Caligrafia”, de Nuno Júdice
“Meditação sobre ruínas”, de Nuno Júdice
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Produção, apresentação e edição: Magda CruzGenérico: G. C. Viegas
Guionista de teatro e televisão, atriz, encenadora, professora de Interpretação, a atividade profissional de Mafalda Santos estende-se até à escrita.
O terceiro romance de Mafalda chama-se “Aquilo que o Sono Esconde”, e foi editado pela Suma de Letras, no início deste ano. Este é um thriller-surrealista, um termo que a própria inventou porque sentia que não havia outro que descrevesse os seus livros.
No podcast “Ponto Final, Parágrafo”, fala do bloqueio de escrita que teve, de como os temas do sono e dos sonhos entraram no universo deste livro, e de como uma história verídica de luta contra uma seguradora inspirou esta obra.
Depois de vários meses de promoção do livro, com inúmeros encontros com leitores, apresentações e feiras do livro, a autora conta que se apercebeu de que, inconscientemente, quis manipular o leitor na leitura deste livro ao lhe apresentar um personagem principal horrível, sem competências sociais básicas, e, mesmo assim, colocar o leitor do lado de Jaime, torcendo, mesmo por ele.
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Produção, apresentação e edição: Magda Cruz
Genérico: G. C. Viegas
Logótipo: Gonçalo Pinto com fotografia de João Pedro Morais
Nuno Duarte passou de desconhecido do público leitor a vencedor do Prémio LeYa. Em 2024, foi o escolhido pelo júri com o seu primeiro livro, “Pés de Barro”, em que ficciona a construção da Ponte sobre o Tejo - hoje Ponte 25 de Abril -, a partir de um pátio em Alcântara, onde vive Victor, que vem trabalhar na ponte, e Dália, a muda que cheira a chocolate.
A que chegou a ser Ponte Salazar era, para o escritor, o “símbolo máximo do Estado Novo”. E, nesta entrevista a Magda Cruz, deixa um ponto assente: não podia escrever um livro passado durante o Estado Novo que não batesse no regime. Nuno Duarte nasceu anos antes da Revolução dos Cravos, detesta a ditadura e sublinha que é um tempo a que não quer voltar, apesar de sentir algum saudosismo, nos dias de hoje, vindo de algumas pessoas.
Neste episódio do “Ponto Final, Parágrafo”, Nuno Duarte reflete sobre a importância do Prémio LeYa, sobre se tornar escritor e sobre como não sente pressão do mercado editorial para escrever um novo romance. Aliás, já escrevia o segundo livro quando nem sabia da atribuição do prémio, e ideias para três ou quatro livros não lhe faltam, garante.
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Hugo Gonçalves é autor de vários romances. Na Companhia das Letras, estão publicados, por exemplo, “Revolução” e “Deus Pátria Família”. Em 2019, Hugo publicava o livro “Filho da Mãe”, que foi finalista dos prémios P.E.N. Clube e Fernando Namora. Agora, este ano, chega-nos “Filho do Pai”.
Neste episódio do podcast “Ponto Final, Parágrafo”, o escritor e guionista explica como é que os dois livros se interligam, mantendo a independência. Este díptico retrata a perda da mãe de Hugo, aos oito anos, e a do pai, quando tinha 45 anos e, como nós, ultrapassava os tempos de pandemia.
Em entrevista à jornalista Magda Cruz, o autor detalha a técnica incutida no novo livro ,“Filho do Pai”, explora a intenção do escritor quando revela um detalhe mas oculta outros, por exemplo, de como foi a última conversa que teve com o pai, José Capote Gonçalves.
Na reta final de uma conversa em que se fala muito de pilosidades faciais, descobrimos o tema do livro em que Hugo Gonçalves está a trabalhar, e que espera publicar no final do próximo ano.
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Todos os meses, convido pessoas leitoras e falamos das leituras que fizemos naquele mês.
Em maio, a nossa convidada é Rita da Nova.
Publicou o primeiro livro em nome próprio em 2023, “As Coisas que Faltam”. No ano seguinte, pudemos ler “Quando os Rios Se Cruzam”, e acaba de editar “Apesar do Sangue” - que já vai na terceira edição.
Livros mencionados no episódio:
“Apesar do Sangue”, de Rita da Nova
“Moby Dick”, de Herman Melville
“Ensaio sobre a lucidez”, de José Saramago
“Pés de barro”, de Nuno Duarte
“Caruncho”, de de Layla Martínez
“Doze contos peregrinos”, de Gabriel Garcia Marquez
"Filho do pai", de Hugo Gonçalves
“Falar Piano e Tocar Francês”, de Martim Sousa Tavares
“All Fours”, de Miranda July
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