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Porque mudamos e porque temos tanto medo de mudar?


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Para muitas pessoas, a palavra mudança representa algo que escapa ao seu controlo e, por isso, a palavra impõe respeito, em alguns casos, medo. Percebi-o no dia em que uma grande amiga, perante uma oportunidade de mudança, há muito desejada, confessou querer, mas ter medo. Lembro-me de ser menos compreensiva e responder que apenas tinha medo de ficar na mesma. A esta distância, compreendo-a melhor, mas continuo a ser a pessoa que está (quase) sempre pronta para mudar. Já perdi a conta às vezes que mudei de casa e, em retrospectiva, vejo a minha vida em ciclos de 5 anos, repletos de pequenas-grandes mudanças.

No momento em que nos encontramos, falar de mudança pode ser tanto um bálsamo quanto um desespero, pela obrigação de mudar (diminuição de rendimentos, lay offs e despedimentos, por exemplo) quando estávamos bem, mas também, pela excessiva conversa em torno da “mensagem que o universo está enviar-nos”.

Para quem está sem rendimentos a “mensagem” é de sobrevivência. Para os restantes, pode ser a oportunidade para fazer o que já poderia ter sido feito, considerando a relação preço-qualidade do trabalho que temos, sem incluir os prémios ou benefícios associados. Porque é muito fácil pensar ficar quando, ao que fazemos, e à remuneração que temos, se juntam carros, cartões de crédito, seguros de saúde, telefones e computadores que tornam a nossa vida mais confortável, mas que nos prendem a algo do qual queremos, mas não conseguimos sair.

No livro que escrevi - e que finalmente tem data para sair!! (deixa aqui o teu email para seres o primeiro a receber o livro, com versão personalizada, um presente para ouvir e outro para ver) - inclui uma reflexão sobre a mudança e o processo de mudança. Acredito que na maior parte dos casos não se trata de mudar de vida, apenas de mudar a forma como vivemos a nossa vida, pacificando a turbulenta relação que possamos ter com o trabalho que temos e a empresa para a qual trabalhamos, encontrando uma forma de fazer o mesmo, com mais empenho e ocupando menos tempo do nosso dia, descobrindo os elementos tóxicos dessa relação para os minimizar, anular ostentar resolver. Fácil? Se fosse, ninguém seria infeliz no trabalho. Impossível, não é, precisamos relativizar e colocar toda a situação em contexto para lhe compreender o significado. Além disso, é fundamental resistir à tentação de nos diminuirmos perante o outro e nós mesmos, como se estivéssemos a dar pontapés em quem já está no chão. A auto-crítica, falta de confiança nas nossas capacidades e o síndrome do impostor, que nos leva a acreditar que são todos melhores do que nós têm de ser colocados de parte para adoptarmos uma postura de auto-valorização. Fácil falar para quem está lá em cima a dar ideias. Eu sei. Quando estamos no chão, por vezes nem queremos que alguém nos dê a mão.

Been there, sabem?

Muito do que escrevo resulta da minha experiência e yey, estou aqui a tentar dizer-vos o que não fazer porque o resto, o que fazer, só cada um sabe, como só cada um sabe qual a melhor forma de falar com os seus botões. Uma coisa é certa e a ciência já o provou: as palavras são mais importantes do que pensamos e contribuem muito para o que sentimos, como nos vemos e o que sentimos. Acreditemos em nós e menos nos nossos pensamentos os quais, por vezes, só servem para atrapalhar. Clarifiquem a vossa cena, organizem-se mentalmente, passem ao papel os vossos defeitos e qualidades, o que sabem e não sabem fazer, o que podem melhorar e o que querem eliminar da vossa vida. Tratem a vossa vida profissional como tratariam uma marca e, se não sabem nada de marcas e marketing, talvez o melhor seja começar por aí.

Estava a escrever e a pensar: Paula Cordeiro, mas que gran finale, perfeito para agora inserires a informação sobre um curso qualquer que poderias ter ou sessões coaching que poderias dar! Não vai acontecer porque esta newsletter não serve para vender ♡

Mais updates para a semana, nesta coisa de viver a vida e mudar. No entretanto, na revista sábado, esta semana o tema foi remoto e por amor, como quase tudo o que faço na vida.

Beijos e até já 💋



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radioAmorBy Paula Cordeiro