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A historiadora Irene Pimentel guia-nos pelo Holocausto ou Shoa, tema do seu último livro e um dos acontecimentos mais marcantes da II Guerra Mundial.
Oitenta anos depois dos aliados terem descoberto o que significava a “Solução Final” vamos conhecer melhor como evoluiu a mentalidade nazi em relação à "Questão Judaica" e que meios utilizaram para cumprir os seu objetivos.
Apuramos ainda quando e quais as informações que chegaram a Portugal sobre este tema, durante e logo depois da guerra.
Elsa Lemos conta a história das suas pesquisas sobre o tio-avô Mário Enguiça, opositor ao Estado Novo exilado para Timor, acusado da autoria de dois ataques à bomba em Lisboa. Na antiga colónia terá morrido de fome na sequência da invasão japonesa de 1942.
A história deste tio-avô sempre fascinou Elsa que herdou as cartas e outra documentação que abriram pequenas janelas sobre a sua vida. Nos últimos anos tem investigado as experiências deste familiar com o objectivo de reunir esse material num livro.
O museólogo Hugo Vaz conduz-nos numa visita pelo Museu do Holocausto no Porto que abriu as portas em abril de 2021.
Com ele vamos conhecer o museu que conta a história da comunidade judaica antes, durante e depois do holocausto, e também a comunidade judaica daquela cidade que durante a II Guerra Mundial acolheu, tratou e encaminhou refugiados que escapavam à guerra e ao nazismo.
Inês Fialho Brandão, museóloga e responsável pelo Espaço Memória dos Exílios, no Estoril, explica os objectivos do projecto “Onde estão as crianças”, uma iniciativa que pôs alunos do 12º ano a procurar as histórias de nove menores encontrados em Paris, sozinhos, no meio da confusão causada por milhares de refugiados que tentavam escapar ao avanço alemão durante a invasão de França.
O ponto de partida foi uma reportagem publicada na edição de 30 maio de 1940 na revista “Paris Match” com o título “Les enfants perdus dans l’exode” (As crianças perdidas durante o êxodo) que retratava as histórias das crianças - quatro delas bebés - num artigo de dupla página.
Foi para descobrir o seu destino que Inês Fialho Brandão propôs aos professores Cristina Antunes, Paulo Gonçalves, Ana Toulson e aos alunos da turma F, do 12º ano da Escola Secundária Fernando Lopes Graça, da Parede, no ano lectivo 2019/ 2020, uma investigação que ainda continua e cujos resultados podem ser seguidos num portal da internet.
O navio de pesca Cabo de São Vicente foi afundado a 10 de Março de 1942 por um bombardeiro alemão FW200 - Condor ao largo do Cabo da Roca.
Numa conversa com Richard Souza, neto do comandante do pesqueiro , e Günther Ott, historiador do KG40, unidade responsável pelo afundamento, vamos saber mais sobre o que aconteceu naquele fim de tarde, dar nome aos autores do ataque e saber das razões que levaram os alemães a condenar o Cabo de São Vicente.
As professoras Dores do Carmo e Josefa Reis dinamizam o Dever de Memória, uma iniciativa que recorda e celebra Aristides de Sousa Mendes e a sua intervenção em Bordéus em 1940 quando entregou milhares de vistos a refugiados que procuravam abandonar a França em desespero. É com elas que conversamos neste episódio...
João Pequeno Viegas cumpriu o serviço militar durante a II Guerra Mundial e fez parte de uma unidade que percorria o país recolhendo aviões de países beligerantes que tinham aterrado de emergência ou despenhado em Portugal.
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