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Graça e Paz! A Palavra de Deus fala com você. Eu me chamo Henrique Arnold, sou pastor da IECLB, atuando no Sínodo Paranapanema, na paróquia trindade que atende as comunidades de Guarapuava, Pitanga e Santa Maria do Oeste.
O salmista, no Salmo 91.14 escreve assim: “Deus diz: Eu salvarei aqueles que me amam”.
Prezado irmão, prezada irmã... As tristezas e dificuldades da vida muitas vezes nos leva, a duvidar do amor e da consideração de Deus por nós. Por vezes, até parece ser difícil crer na salvação e no amor de Deus. Mas Deus é fiel e justo, ele sempre cumpre com as suas promessas. Através das palavras do salmista Deus promete a sua salvação à todas as pessoas que o amam. Nosso Eterno Deus transforma o mal, causado pelos seres humanos, em bem. Deus suportou voluntariamente o mais cruel sofrimento. A angústia de Jesus Cristo em nosso lugar resultou nas mais significativas bênçãos que Ele pode nos dar: perdão dos pecados, paz com Deus e com nossos irmãos e irmãs, e ainda, a certeza e confiança na vida eterna.
Deus sempre chama o seu povo para ter uma profunda comunhão com ele mesmo. Ele também chama a você e a mim para que sejamos reconciliados com ele e experimentarmos o seu amor. Ao sentirmos e experimentarmos o amor de Deus, também podemos amar à Deus e ao nosso próximo. As Sagradas Escrituras dizem que “se o nosso coração não nos condena, temos coragem na presença de Deus. Recebemos dele tudo o pedimos” (1João 3.21-22). Amar a Deus e confiar na sua salvação é uma linda atitude que podemos ter e que nos encoraja a falar com Deus com sinceridade, compartilhando com o Altíssimo tudo aquilo que está no nosso coração. Deus está ouvindo você. Com as suas próprias palavras, agradeça a ele pela graça da Salvação e peça para que Deus guia a jornada da tua vida. Que Deus abençoa a tua vida. Amém.
Olá! A Palavra de Deus fala com você. Eu sou a Pastora Ramona E. Weisheimer, pastora da IECLB, atuando na Paróquia de Rolândia. A Palavra para nossa meditação de hoje nos diz: “É Jesus Cristo quem nos liberta, e é por meio dele que os nossos pecados são perdoados” Cl 1.14
Imaginem uma festa, com pessoas alegres, num belo lugar! E agora imaginem o Joãozinho, olhando lá de fora, pois sabe que não tem o direito de entrar. Ele não pertence aquele grupo, é de fora, tem outra cultura, é de outro povo, é estrangeiro, estranho. De repente, o principal da festa vai lá no Joãozinho, e o convida para entrar! O Joãozinho estranha: mas eu não tenho a roupa, eu não trouxe nada, eu não conheço a tradição, eu sou diferente... O dono da festa insiste: pode vir, eu mesmo já paguei. Tem lugar na mesa, pode vir que a casa é sua!
E é bem isso que Cristo fez por nós!
Este versículo que lemos faz parte de uma bela oração em favor dos colossenses. “Sempre que oramos por vocês, damos graças a Deus, o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo. Pois ficamos sabendo da fé que vocês têm em Cristo Jesus e também do amor que vocês têm por todo o povo de Deus” vv. 4-5.
Paulo se dirige a cristãos de origem pagã, estes que não pertenciam ao povo de Israel, tradicional povo de Deus. Eles não conheciam a Lei e os Profetas, os costumes, as esperanças. Eram estrangeiros, gente de fora, para quem não tinha lugar. E agora lhes é assegurado que Deus os convida para participar do Reino de Jesus Cristo. Pois em Jesus o acesso ao Reino de Deus está aberto para todos, não importa o quão diferentes sejam!
Quando a boa notícia do evangelho chegou a eles, em Colossos, eles ouviram falar da esperança que o evangelho oferece. Por isso, Paulo se alegra com a fé e a esperança deles, ora por eles e pede a Deus que os encha do conhecimento de sua vontade e lhes dê compreensão que o Espírito dá. Assim poderão viver como Deus quer, e fazer todo tipo de boas ações. Paulo pede a Deus que lhes dê paciência, para enfrentar as dificuldades, e os convida a, com alegria, serem gratos ao Pai, que os tornou capazes de participar desta esperança, que Ele guardou para o seu povo em seu Reino de luz. Pois, é o Senhor quem os liberta do poder da escuridão e lhes dá a paz.
O v. 14 fala em perdão dos pecados ou “redenção” – termo que originalmente significava a libertação de um escravo ou prisioneiro de guerra, mediante armas ou pagamento de resgate. Cristo conquistou a liberdade, o perdão para nós também, dando a sua própria vida na cruz. Como o dono da festa chamou o Joãozinho, e pagou para ele entrar, o Senhor nos chama, por pura graça! E se é Ele que nos liberta e convida, por que não aceitar este maravilhoso convite, e viver no seu amor, e responder em amor ao amor recebido?
Oremos: Senhor bondoso, quantas vezes nos sentimos estrangeiros e sem lugar. Tu, porém, nos convidas a fazer parte da família, mesmo com nossas diferenças e dificuldades. Acolhidos pelo teu amor, que possamos também acolher, cuidar, esperançar. Em nome de teu Filho amado, que nos dá a sua paz e perdão. Amém.
Olá! A palavra de Deus fala com você!
Sou Evelyne Regina Goebel, pastora da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil, atuando na Paróquia Sul de Curitiba.
Convido para meditarmos juntos, juntas a palavra do segundo livro de Samuel 7. 22: Como és grande, ó Senhor, nosso Deus! Não há ninguém igual a ti; como temos ouvido dizer, somente tu és Deus; não existe outro.
Essa é uma oração de agradecimento do rei Davi a Deus, por tudo o que Ele havia feito em sua vida; e todas as bênçãos derramadas no passado, e ainda as promessas para o seu futuro e futuro da sua família. Portanto é uma confissão de fé que vem do fundo do coração de Davi. Uma oração sincera, cheia de louvor e gratidão.
Nesta oração Davi reconhece o poder e a grandeza de Deus. Sabe que todas as suas conquistas foram bênçãos do Senhor, e não obras de suas próprias mãos. Davi serviu como instrumento, as vitórias e conquistas foram do Senhor. Reconhecer a grandeza de Deus e suas bênçãos, é um desafio constante em nossos dias. Reconhecer a presença de Deus neste mundo caótico também. Mas não percamos a esperança e confiança, podemos crer assim como apóstolo João, afirma em Apocalipse 1.17,18: Ele pôs a mão direita sobre mim e disse: Não tenha medo. Eu sou o Primeiro e o Último. Eu sou aquele que vive.
Eis uma bela promessa para os nossos dias: Não tenha medo. O Senhor caminha conosco, mesmo em tempos de dificuldades. Que Ele nos abençoe sempre, e que possamos ter a certeza que não existe outro igual.
Oremos: Creio em ti Senhor. Creio nas tuas promessas. Agradeço as tuas bênçãos diárias, que são incontáveis. Creio que a tua grandeza é maravilhosa demais para que consiga compreender e entender. Por isso te peço: fortaleça a minha fé! Amém!
Olá! A Palavra de Deus Fala com Você. Sou Pastor Odair Braun, Pastor Sinodal do Sínodo Paranapanema, com sede em Curitiba e 1º Vice Presidente da IECLB. Nas Senhas Diárias deste dia, lemos, no Salmo 147.3 que diz: Deus cura os que têm coração partido e trata dos seus ferimentos.
Dores, mágoas, palavras ouvidas que não foram bem acolhidas, rancor por atos, gestos e situações.... estes e outros sentimentos são característicos. Possivelmente todos já tenhamos sentido em nosso dia a dia estes sentimentos, ou mesmo, quem sabe, já os causados ao próximo. Nos tempos de comunicação em redes sociais isto se torna acentuado. Nas redes sociais tem um agravante: estamos escondidos atrás de um teclado, a outra pessoa não é visível..... e então a virulência de manifestações se tornam extremas e agudas. Ferrem, machucam, afastam da verdade, da comunhão, da compreensão. Viram verdades sem defesa da outra parte. E essa não é a intenção de Deus para o nosso meio.
Voltamos ao Salmo 147. No seu transcorrer o Salmista louva a Deus por ações, tais como: criação do céu e da terra, cura e apoio aos aflitos. Deus é apresentado como o consolador, àquele que anima aos desalentados de coração e aos sem esperança. O contexto de surgimento deste Salmo é o tempo do imediatamente após o exílio quando havia duvidas e era necessário alcançar novas perspectivas de vida, novos caminhos. O v.3 é parte de uma oração de louvor e ação de graças. Ele deseja evidenciar que Deus é fiel e que suas promessas tem valor sempre, em todo o lugar, contexto e situação. Como responder tamanho sinal de amor? Simples: oferecer agradecimento e louvor pela vida que ele concede. Seguir os seus ensinamentos e princípios. Dar valor e sentido ao batismo pelo qual fomos por Deus fomos acolhidos, colocando dons e tempo a serviço da comunidade, ou seja, do Reino de Deus.
É esplendoroso saber que Deus sara os corações machucados e cura as feridas. Essa é a grande razão para a Ele render graças e louvor, para a Ele render seguimento em confiança e entrega. Nesta caminhada não estaremos imunes de machucar e sermos machucados, ou seja, de falar e fazer, assim como ouvir e ser vitimas de ações de outros, que promovem sentimentos não agradáveis, como mencionado no começo. Todos temos problemas, angustias e sofrimentos. Se estes sentimentos não forem devidamente tratados, poderão evoluir para problemas que deixam a vida amarga e que acabam afastando de Deus. Neste sentido, temos a perspectiva do perdão. Ao reconhecer, a luz da palavra de Deus, que falhamos, devemos pedir perdão a Deus e a quem machucamos, assim como conceder o perdão ao próximo. Quando isto ocorrer, a comunhão será intensa e forte. A cura terá lugar privilegiado. As feridas serão tratadas e a Boa Nova da Palavra de Deus terá terreno fértil para crescer e se multiplicar.
Oração: Amando deus e Criador da Vida. Obrigado por este dia que de Ti recebemos. Gratos pela tua promessa e amorosa palavra que deseja a vida e a cura. Concede-nos sabedoria e capacidade de perdoar e reconhecer quando falhamos. Renova a nossa vida e a comunhão contigo, hoje e sempre. Amém.
Olá! A Palavra de Deus fala com você. Eu sou o pastor Telmo Noé Emerich da IECLB atuando na Comunidade Luterana de Londrina. No Salmo 142.5, lemos:
“Ó Deus, Tu és o meu protetor, és tudo o que desejo nesta vida.”
O que tenho desejado nesta vida? Quais são os meus sonhos? O salmista diz que Deus é tudo o que ele deseja nesta vida. Podemos afirmar isto? Quantas pessoas até dizem isso, mas elas têm uma imagem errada de Deus. Elas desejam um Deus que lhes satisfaça em tudo. Pensam que Deus é o patrocinador dos seus sonhos tantas vezes marcados pelo egoísmo e vaidade. Se esquecem que Ele é o SENHOR e não o patrocinador. Muitas pessoas têm uma imagem de Deus muito distinta do que foi revelada no Cristo de Nazaré. Querem um deus diferente. Temos que olhar para Jesus e ver nEle a imagem do desprendimento também em termos materiais. Ele não tinha nem mesmo onde reclinar a cabeça. Este Deus, revelado em Jesus, deve ser tudo o que desejamos nesta vida, pois as demais coisas nos são e serão supridas.
SENHOR, Tu não és o patrocinador da minha cobiça, dos meus desejos
tão marcados pelo egoísmo e pela vaidade. Tu és o meu SENHOR
e não o meu patrocinador.
Que eu olhe para Jesus e enxergue nEle o exemplo de vida a ser seguido.
Que meu coração não seja moldado por este mundo e por teologias tão marcados pelo egocentrismo.
Que a minha vida tenha as marcas do Cristo dos evangelhos e não do cristo fabricado por algumas igrejas tão influenciadas pelo pecado,
pela cobiça, pela vitória contra o meu próximo.
Que eu seja moldado conforme a imagem do Jesus histórico, simples, humilde e que serve, e não segundo a imagem equivocada do assim chamado cristo glorioso que está aí para me fazer de destaque social,
de rico materialmente, de insolidário com os humildes.
Me ponho em Tuas Mãos tão Santas e Amáveis.
Molda-me conforme O Jesus tão belo que nasceu em humildade e assim viveu e morreu.
Molda-me segundo a Tua vontade. Que um dia eu esteja na Tua Casa
e veja junto com o Teu povo o Rosto do Teu Cristo.
Amém.
Olá! A Palavra de Deus fala com você. Sou Rodrigo Gustavo de Lima, Pastor da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil - IECLB. Atuo na Paróquia Novo Horizonte, Palmeira – PR.
Você tem reclamado e murmurado muito? De maneira especial, tem reclamado para Deus ou até quem sabe reclamado de Deus? Se sim, ouçamos o que a Palavra de Deus nos diz nesse dia, conforme Êxodo 16.11-12: “O SENHOR disse a Moisés: Eu tenho ouvido as reclamações dos israelitas. Diga-lhes que hoje à tarde, antes de escurecer, eles comerão carne. E amanhã de manhã comerão pão à vontade. Aí ficarão sabendo que eu, o SENHOR, sou o Deus deles”.
No capítulo 16 de Êxodo, vemos que os descendentes de Israel chegam ao Deserto de Sim, um lugar com muitos perigos e sem a menor fonte de alimento para o povo. Quando se viram diante de tal situação, desejaram voltar para o Egito.
Na verdade, o que eles queriam era o alívio de suas dores e do cansaço de peregrinar pelo deserto sem ter uma fonte “segura” de sustento. Eles sabiam que no Egito, embora sob a escravidão, eles teriam o que comer, beber e vestir. Mas no deserto, não tinham o controle de nada. Essa situação os deixou revoltados e a única saída que viam, era voltar para aquilo que eles sabiam ser seguro.
Contudo, Deus em Seu amor, queria lhes mostrar que cuidaria deles nos lugares e situações mais contraditórias para a sobrevivência humana. E esperava que com o passar do tempo, eles também se sentissem seguros em confiar no Senhor. Após ouvir o murmúrio do povo, Deus providencia o alimento que permitia a vida de seu povo, sem faltar nada.
O que esse texto nos ensina? Devemos orar a Deus, pedindo que Ele nos ajude a suportar qualquer tipo de situação e nos dê a calma e a sabedoria que precisamos para lidar com situações como estas. Deus nos providencia a solução de nossos problemas, pois Ele está cuidando de tudo, não só da libertação de seu povo, como na travessia do Mar Vermelho, como em nosso dia-a-dia, diante de nossas murmurações contra nosso Senhor.
Necessitamos aprender a importância e a benção de confiar em Deus, pois isto abre caminho para a alegria e a gratidão, assim como lemos em Hebreus 10.36: “Vocês precisam ter paciência para poder fazer a vontade de Deus e receber o que ele promete”. A confiança e a perseverança são soluções que dispomos para não desejarmos voltar atrás, assim como desejou o Povo de Deus no deserto. Seguir o caminho de fé em Jesus sempre será compensador em nossas vidas, mesmo que isso implique em sofrimentos e espera.
Nos desertos de nossa vida, Deus nos escuta, nos acalma e nos alimenta. Mediante isso, que possamos aprender a sermos mais agradecidos e agradecidas, a reclamarmos menos pois recebemos diariamente muitas bençãos e a presença de Deus Conosco em todo o tempo e lugar. Que assim, Deus possa estar junto de cada e cada um de nós. Amém.
Olá, a Palavra de Deus fala com você. Eu sou Aislan Greuel, pastor na Comunidade do Redentor em Curitiba. O tema da nossa reflexão de hoje é: Liberdade!
Quando pensamos em liberdade, normalmente nos vem a ideia de uma pessoa que pode agir por si mesma, possui independência ou autonomia. Uma pessoa com liberdade, é associada com alguém que não está sob o jugo, que não é escravo de outros. Poderíamos falar de várias definições, mas ser livre não é só ter liberdade de fazer o que bem entendemos...
Gálatas 5.1, que está previsto em nossa reflexão, diz: “Cristo nos libertou para que nós sejamos realmente livres. Por isso, continuem firmes como pessoas livres e não se tornem escravos novamente”. Cristo nos liberta não de correntes de uma prisão, mas das correntes da morte, do pecado, do juízo eterno. Pelo precioso sangue de Cristo, derramado na cruz, podemos experimentar a real liberdade. Mas, e essa liberdade? Nos leva a fazer o que estiver em nossa cabeça?
Lutero em seu escrito da liberdade crista, nos ajuda a compreender o que é liberdade. “Um cristão é senhor livre sobre todas as coisas e não está sujeito a ninguém. Um cristão é servidor de todas as coisas e sujeito a todos.” Liberdade que não é libertinagem, mas uma liberdade ligada ao serviço e amor pelas pessoas. Livre para amar, cuidar e servir.
Em Isaías 61.1: “O Senhor Deus me escolheu para levar boas novas aos pobres. Ele me enviou para animar os aflitos, para anunciar libertação aos escravos”.
Cristo, por seu amor e graça, nos chama, nos ama, mas também nos envolve nesse movimento de amor, acolhimento, cuidado e carinho pelas pessoas. Um amor por Cristo que não envolve ação pelo outro, é uma espiritualidade doente. 1 João 3.18 diz: “Filhinhos, não amemos de palavra nem de boca, mas em ação e em verdade.”
Meu desejo é que nos sintamos cada vez mais amados e amadas pelo Senhor, experimentando este presente que é nos relacionarmos e o conhecermos cada vez mais – isso é presente! Mas, que isso nunca se limite a um amor vertical entre nós e Deus, mas que se expresse no nosso amor, cuidado e serviço com as pessoas ao nosso redor.
Que Deus nos ajude a expressar nossa liberdade em amor, Amém!
Olá! A palavra de Deus fala com você. Sou Roana Clara Gums, pastora da IECLB (Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil) na Comunidade Concórdia em São José dos Pinhais.
Pense comigo: O escudo de um soldado pode impedir uma guerra?
A Palavra que nos acolhe neste dia é do Salmo 3.2-3: “Eles conversam a meu respeito e dizem: “Deus não o ajudará” Mas tu, ó Senhor, me proteges como um escudo. Tu me dás a vitória e renovas a minha coragem.”
Querido irmão, querida irmã! Estas palavras de Davi narram um período crítico em sua vida em que estava sendo ameaçado por inimigos. Dentre eles está seu próprio filho Absalão que havia tomado seu reino. Viviam uma grave crise familiar que tirou a paz de Davi. Ao redor de si havia guerra, literalmente e figurativamente falando.
Nesta situação desafiadora Davi recorre a Deus. Mesmo em meio a tudo que está vivendo, consegue expressar em suas palavras confiança em Deus. Declara que Ele é seu escudo e sua glória. Crê que Deus o protege e o livrará.
Também vivemos tempos de guerra contra o vírus da covid-19 e tantas outras coisas que nos ameaçam a vida. Dias ruins, de adversidades. Por vezes nos mantemos fortes e queremos encarar tudo com coragem e bravura. Outras tantas, não temos sequer forças para nos levantar. Em ambas as situações é estamos vulneráveis e necessitamos de proteção.
A presença do escudo em uma guerra não é uma garantia que não haverá o confronto, mas é a certeza da proteção. Nos tempos difíceis que vivemos Deus é nosso escudo, que nos protege, nos exalta e dirige nossos olhos para a sua grande misericórdia manifestada na cruz de Cristo. Ele nos assegura que a salvação pertence a Ele e é dada aos que Nele confiam. Confiemos sempre nossa proteção aos cuidados de Deus!
Oremos:
Tu, Senhor, és nosso escudo, és nossa glória. Cerca-nos com teu amor e cuidado nestes tempos de aflição. Por Cristo, amém.
Olá!
A palavra de Deus fala com você.
Sou a Pastora Vera Maria Immich, atuo na Comunidade e Pastoral da Consolação, CELC-UP, Curitiba, da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil.
“Abrão disse a Ló: Não somos parentes chegados, e não é bom que a gente fique brigando, nem que os meus empregados briguem com os seus.” Gn 13.8
Abrão e Ló tinham muitas propriedades e gado e habitavam a mesma terra. Aconteceu que houve contenda entre os pastores, visto que necessitavam de mais pasto e espaço para seu gado.
Abrão então assume a mediação da contenda em uma postura de humildade, maturidade e confiança e propõe que eles se separem. Ele permitiu que Ló escolhesse a direção da terra que queria ocupar. Ele então escolhe a Campina do Jordão, linda e verdejante, não como escolha de fé e humildade, mas de acordo com seus desejos e vizinhando com povos inimigos. Ló confia no que vê e pensa estar escolhendo o melhor para si. Abrão confia em Deus e ao assumir a mediação não o faz para tirar proveito próprio, mas para vencer a contenda entre os pastores.
No decorrer do texto vemos que Ló tem grande infortúnio em sua escolha e Abrão é abençoado. Abrão lança seus olhos no horizonte futuro e age com prudência. O monge beneditino Anselm Grün diz que prudência é a capacidade de descobrir o que no momento é conveniente para mim e para os outros.
Como ser humano Abrão não acertou sempre. Teve a vida marcado por altos e baixos e por declínio espiritual. Mas o Senhor sempre esteve com ele, restaurando-o e dando-lhe novas incumbências.
Em outro contexto e com tanto tempo separando-nos do tempo de Abrão, ainda assim, nós também continuamos entre altos e baixos e muitas vezes ouvindo os nossos desejos ao invés de confiar em Deus. A prudência preventiva de Abrão permite a resolução do conflito sem brigas e com respeito, assim como lemos em Romanos 12.10: “Amem uns aos outros com o amor de irmãos em Cristo e se esforcem para tratar uns aos outros com respeito.” Amém!
Oremos: Deus eterno, rendemos te graças porque tu não desistes de nós assim como nunca desististe de Abrão. Ensina-nos a viver com o amor de irmãos e a tratar todos com respeito. Amém.
Olá, a Palavra de Deus fala com você. Sou Jefferson Schmidt, pastor da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil, atuando na Paróquia Luterana das Araucárias, com sede em Irati.
O texto de hoje é Colossenses 3, versículo 11: “Já não existem mais judeus e não judeus, circuncidados e não circuncidados, não civilizados, selvagens, escravos ou pessoas livres, mas Cristo é tudo e está em todos”.
Prezados e prezadas ouvintes, o texto escrito pelo Apóstolo Paulo reforça algo que a maioria das pessoas sabe. Que Deus não faz distinção, diante Dele somos um, somos iguais. Por outro lado, essa constatação revela que a distinção é feita por nós, seres humanos. Somos nós que dividimos e separamos. Somos nós que muitas vezes afastamos ao invés de acolher. Somos nós que desprezamos ao invés de ajudar.
Percebendo que a ação das pessoas muitas vezes é contrária a vontade de Deus, o Apóstolo convida os colossenses a livrarem-se da raiva, dos sentimentos de ódio, pois sabe que estes promovem a divisão. Mas somos o povo de Deus, escolhidos por ele e por isso temos que nos vestir de misericórdia, bondade, humildade, delicadeza e paciência.
Nos tempos atuais, de um mundo bastante polarizado, não é difícil perceber que a vontade de Deus está longe de ser a realidade vivida por seu Povo. Os sinais de esperança são pequenos em comparação aos gritos de ódio, rancor e desprezo. Como entender isso em um país majoritariamente cristão como o Brasil?
Certa vez, alguém foi perguntado se considerava a sua tia uma pessoa cristã. A resposta foi que esta tia seria uma “cristã mista”. Às vezes iria agir como cristã exemplar, às vezes, não. Ora, ou sou cristã e vivo buscando ser alguém melhor a cada novo dia inspirada pelo exemplo de Cristo ou não sou pessoa cristã. Se não conseguimos viver como pessoas comprometidas com os ensinamentos de Deus, então não somos pessoas cristãs. Podemos até dizer que somos, mas nossos atos mostrarão o contrário.
Por isso o alerta feito aos colossenses é atual: a velha pessoa que habita em nós e que muitas vezes é cheia de ódio, rancor e divisão deve ceder lugar a nova pessoa em Cristo, batizada e revestida de amor, acolhimento e paz. Se todas as pessoas cristãs fossem comprometidas com a vontade de Deus, a vida seria muito diferente. Haveria, no mínimo, respeito e dignidade para todas as pessoas.
Oremos: Deus nos dê forças para sermos cada vez mais comprometidas com seus ensinamentos onde quer que estejamos. Que o teu amor e paz possam nos acompanhar no dia a dia, transformando nossas ações e palavras em sinais de esperança. Amém.
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