Prédicas e Meditações

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  • 27 abril - Será que Deus rejeitou o seu próprio povo? É claro que não! - Romanos 11.1

    Olá. A Palavra de Deus fala com você. Sou Henrique Luiz Arnold. Pastor da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil, atuando na Paróquia Trindade, que compões as cidades de Guarapuava, Santa Maria do Oeste e Pitanga. Compartilho com vocês as palavras escritas em Romanos 11.1. Será que Deus rejeitou o seu próprio povo? É claro que não! 

    Estamos vivendo um período de profundas crises. Não raras vezes nos sentimos perdidos, sozinhos, tristes... Talvez a chama da esperança já esteja quase se apagando dentro do nosso coração. Parece que vivemos em um caos, em uma situação sem saída. Temos a impressão de estarmos caminhando ladeira abaixo, para o pior. O desemprego, a violência, a falta de atenção séria à saúde e à educação, a falta de dinheiro, as dívidas… A maioria de nós está numa correria louca, e assim a vida vai passando e nós nem percebemos. Nesses momentos de dificuldades nós nos questionamos sobre a presença ou a ausência de Deus. “Será que Deus rejeitou o seu próprio povo? É claro que não!”  

    Deus, o Eterno, nunca rejeita o seu povo. Mas mais do que povo de Deus, no batismo somos acolhidos como filhos e filhas de Deus. Com a sua graça, Deus através do Batismo, nos acolhe na sua grande família. Ser uma pessoa batizada implica não apenas receber a salvação pela graça divina, mas de igual modo, participar da vida, indo ao encontro do sofrimento no mundo. Ou seja, como pessoas batizadas, somos chamados e chamadas a participarmos no sofrimento alheio e servir o próximo a fim de contribuir na transformação do sofrimento em cura e regeneração. Que Deus olhe com misericórdia para nós nesse momento difícil e que a certeza da sua presença e companhia sempre possa aquecer a chama da esperança em nossos corações. Deus nunca nos rejeita. Que assim possamos crer e confiar. Amém.

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  • 27 abril - Eu lhes disse: Vocês são os meus servos. Eu os escolhi e nunca os rejeitei. Isaías 41.9

    Olá. A Palavra de Deus fala com você. Sou Henrique Luiz Arnold. Pastor da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil, atuando na Paróquia Trindade, que compões as cidades de Guarapuava, Santa Maria do Oeste e Pitanga. Compartilho com vocês as palavras escritas no livro do Profeta  Isaias 41.9: Eu lhes disse: Vocês são os meus servos. Eu os escolhi e nunca os rejeitei. 

    Querido irmão, querida irmã, essa palavra de Deus é muito especial para nós que vivemos em uma sociedade de consumo e descarte. Inclusive a vida humana parece que já não possui mais valor, ou seja, facilmente podemos rejeitar as pessoas que são diferentes de mim, ou que não são como eu penso que deveriam ser. 

    Ter aceitação é uma necessidade humana fundamental, pois toda pessoa precisa ser aceita e acolhida. Ao não se ter o devido reconhecimento por parte dos outros, os problemas psíquicos e sociais serão graves e inevitáveis. Isso mostra que todo ser humano necessita se sentir alguém, de ter o seu valor reconhecido. Na história mundial ao longo dos tempos se percebe uma luta por reconhecimento. Apesar de a sociedade garantir a cidadania do indivíduo, pessoas com algum tipo de limitação física, ou financeira, por exemplo, são colocadas à margem da sociedade, são deixadas de lado, são rejeitadas. 

    Infelizmente partimos do critério que alguém só possui valor a partir daquilo que produz, ou dos seus bens materiais. A lógica de Deus não é essa. Ele nos aceita do jeito como somos. Com nossos erros, fracassos; nossas limitações. No coração de Deus a nossa frágil existência sempre possui um lugar. Deus nunca nos rejeita. Somos acolhidos pela sua graça, que nos perdoa, transforma a nossa vida e nos desafia a compartilharmos os nossos dons com todos nossos irmãos e irmãs na fé. Por isso lembre-se, você e eu somos especiais aos olhos de Deus, ele nunca nos rejeita. Que assim possamos crer e confiar. Amém.

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  • 25 abril - “O apóstolo Paulo escreve: Eu estou certo de que Deus, que começou este bom trabalho na vida de vocês, vai continua-lo... Filipenses 1.6

    Boa noite! A Palavra de Deus fala com você. Eu sou a Pastora Ramona E. Weisheimer, pastora da IECLB, atuando na Paróquia de Rolândia. A Palavra de hoje nos diz: “O apóstolo Paulo escreve: Eu estou certo de que Deus, que começou este bom trabalho na vida de vocês, vai continua-lo até que ele esteja completo no dia de Cristo Jesus.”

    Carta da alegria! Assim é conhecida esta carta de Paulo. A comunidade de Filipos, primeira fundada em terras europeias, era pequena, pobre, iniciada da casa de uma mulher, Lídia, a comerciante de púrpura, como nos conta o livro dos Atos dos Apóstolos, cap. 16. E era uma comunidade acolhedora e solidária, que sabia o que significava repartir e viver em comunhão. Por tudo isso, esta era a “comunidade do coração” do apóstolo. Claro que também havia seus problemas, e nesta carta Paulo lembra disso também. Mas, apesar das dificuldades é aqui que Paulo encontra consolo e carinho. Quando Paulo escreve esta carta ele está preso – numa das inúmeras prisões que sofreu por pregar o evangelho – provavelmente, em Éfeso. E na prisão, Paulo recebe o cuidado de seus amigos, que vêm ajudá-lo com alimento, visita, consolo. Apesar das muitas dificuldades, esta carta é chamada de “carta da alegria”, por causa das tantas vezes em que a palavra alegria, e similares, é escrita – 14 vezes numa carta de 4 capítulos!

    “Sempre que penso em vocês, eu agradeço ao meu Deus.” (v. 3) Paulo não agradece aos filipenses, mas agradece a Deus pelos filipenses. Paulo agradece a Deus mesmo que haja problemas, mesmo que nem tudo sejam flores. Agradece ao seu amado Deus, a quem se dedica de corpo e alma, porque apesar dos sofrimentos e dificuldades, ele vê Deus agindo na e a través da comunidade. E ora todos os dias, com alegria, não só pelos que lhe são simpáticos, mas também pelos que lhe acrescentam sofrimentos. E menciona as razões que tem para agradecer: “Pois estou certo de que Deus, que começou este bom trabalho na vida de vocês, vai continua-lo até que ele esteja completo no dia de Cristo Jesus.” E porque Paulo os ama com a ternura de Cristo, em mais uma prece, suplica aos filipenses, que seu amor cresça cada vez mais. Que cresçam em amor para serem encontrados cheios de frutos da justiça. 

    Queridos irmãos e irmãs, pelo Batismo fomos feitos filhos e filhas amadas de Deus. Fomos acolhidos em sua graça, fortalecidos e enviados. Não somos perfeitos, e também não são perfeitas nossas comunidades. Por isso mesmo, sempre precisamos nos colocar nas mãos de Deus, buscar sua palavra, nos aconchegar em seu amor, nos deixar empurrar, inclusive ao encontro dos irmãos e irmãs. Estejamos certos de que, quem iniciou o bom trabalho em nossas vidas, jamais nos abandonará, mas nos acompanhará em amor até o dia final. 

    Oração: Senhor, Tu nos chamaste! E é pelo teu chamado que aqui estamos. Aumenta em nós a fé, a esperança e o amor. Fortalece nossos passos, e envia-nos lá onde somos necessários, também nestes tempos de aflição. Permanece conosco quando oramos: Pai Nosso

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  • 25 abril - Este Deus é o nosso Deus para sempre. Ele nos guiará eternamente. Salmo 48.14

    Bom dia! A Palavra de Deus fala com você. Eu sou a Pastora Ramona E. Weisheimer, pastora da IECLB, atuando na Paróquia de Rolândia. A Palavra de hoje nos diz: “Este Deus é o nosso Deus para sempre. Ele nos guiará eternamente.” Sl 48.14

    Quando estudamos os Salmos com nossos confirmandos costumamos dizer que os Salmos se inscrevem entre os livros chamados poéticos. São cânticos, orações, para os mais variados momentos: de alegria (47.1); de confiança (23.1); de sofrimento ( 61.1). Da certeza da presença amorosa de Deus, à súplica por livramento diante de inimigos, ou doenças; do pedido sincero de perdão, individual ou coletivo, à procissão a casa do Senhor, não há necessidade ou esperança que não sejam neles retratadas. E quantos Salmos se iniciam com o choro, e até incompreensão diante do sofrimento, para concluir com a esperança em Deus e sua salvação?  O Sl 48 em seu início diz que “O Senhor é grande e merece ser louvado na sua cidade, em Sião, o seu monte santo”. V.1 e fala da segurança que o Senhor provê. Reis se juntaram para atacar a cidade, mas ficaram espantados e fugiram de medo, aflitos como parturiente, como marinheiros em grandes navios. Diz ainda o salmista “temos ouvido falar das coisas que o Senhor Deus tem feito, e agora vimos o que aconteceu na cidade do nosso Deus”. O Senhor é louvado por todo os povos e sua fama se espalha. Então se alegrem Jerusalém e arredores. Olhe, povo, extasiado, para a beleza e força da cidade. E, tendo olhado com todo o cuidado, digam aos seus descendentes “Este Deus é nosso Deus para sempre. Ele nos guiará eternamente”. V. 14 

    Dizem que este Salmo é da época da reconstrução de Neemias, da volta para casa, cheia de esperança. Então é preciso cantar e contar as grandes histórias. Mas ao mesmo tempo que engrandece a cidade bela e imponente, com seu Templo e suas torres e colunas, encerra lembrando que “este é nosso Deus que nos guia”, por isso é a Ele que tudo devemos.

    E nós, o que vamos cantar? As belezas da reconstrução, em tempos de angústia? Ainda choramos e contamos as perdas, sim, mas, na certeza de que o Senhor nos acompanha também aqui, na dor e na esperança de consolo e salvação. Pois este é o nosso Deus! Que nos acompanha tanto nos momentos em que, alegremente podemos contemplar as coisas belas, quanto naqueles em que nos sentimos espremidos por todos os lados. 

    Queridos irmãos e irmãs, o Senhor é grande e merece ser louvado na cidade, no morro, no campo, para além dos nossos muros. Que Ele nos anime e fortaleça.

    Oramos:

    Bondoso Deus, Tu és o nosso Deus que nos guia quando o nosso coração se derrete em angústia e sofrimento, mas também nos tempos de agradecer. Fortalece-nos nestes tempos de aflição, não apenas para que os bons dias logo cheguem, mas para que em todos os momentos nos sintamos abraçados por ti e possamos dizer com convicção “Este é o nosso Deus para sempre. Ele nos guiará eternamente”. Envia-nos, Senhor. Amém.

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  • 24 abril - Jesus parou e disse: - Chamem o cego. Eles chamaram e lhe disseram: - Coragem! Levante-se porque ele está chamando você! Marcos 10.49

    Olá. A Palavra de Deus fala com você. Sou Evelyne Regina Goebel. Pastora da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil, atuando na Paróquia Sul de Curitiba. 

    Encerramos esse dia com o texto bíblico de Marcos 10.49 - Jesus parou e disse: - Chamem o cego. Eles chamaram e lhe disseram: - Coragem! Levante-se porque ele está chamando você!


    Dois homens, seriamente doentes, ocupavam o mesmo quarto em um hospital. Um deles ficava sentado em sua cama por uma hora todas as tardes para conseguir drenar o líquido de seus pulmões. Sua cama ficava próxima da única janela existente no quarto. O outro homem era obrigado a ficar deitado de bruços em sua cama por todo o tempo. 


    Toda tarde quando o homem perto da janela podia sentar-se ele passava o tempo descrevendo ao seu companheiro todas as coisas que ele podia ver através da janela. O homem na outra cama começou a esperar por esse período onde seu mundo era ampliado e animado pelas descrições do companheiro. 


    Ele dizia que da janela dava pra ver um parque com um lago bem legal. Patos e cisnes brincavam na água, enquanto as crianças navegavam em seus pequenos barcos de papel. Jovens namorados andavam de braços dados. Grandes e velhas árvores enchiam de elegância a paisagem. Quando o homem perto da janela fazia suas descrições, ele o fazia de modo primoroso e delicado, com detalhes e o outro homem fechava seus olhos e imaginava a cena pitoresca. 



    Dias e semanas passaram-se. Em uma manhã a enfermeira do dia chegou e achou um deles sem vida. O homem que ficava perto da janela morreu durante o sono a noite. Assim que julgou conveniente, o outro homem pediu à enfermeira que mudasse sua cama para perto da janela. 


    Vagarosamente, pacientemente, ele se apoiou em seu cotovelo para conseguir olhar pela primeira vez pela janela. Finalmente, ele poderia ver tudo por si mesmo. Ele se esticou ao máximo, lutando contra a dor para poder olhar através da janela e quando conseguiu fazê-lo deparou-se com um muro todo branco. Ele então perguntou a enfermeira o que teria levado seu companheiro a descrever-lhe coisas tão belas, todos os dias se pela janela só dava pra ver um muro branco? 


    A enfermeira respondeu que aquele homem era cego e não poderia ver nada mesmo que quisesse. Talvez ele só estivesse pensando em distraí-lo e alegrá-lo um pouco mais com suas histórias.

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  • 24 abril - Eu, o Senhor, o chamei para abrir os olhos dos cegos, pôr em liberdade os prisioneiros e soltar os que estão em prisões escuras. Isaías 42.6-7

    Olá. A Palavra de Deus fala com você. Sou Evelyne Regina Goebel. Pastora da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil, atuando na Paróquia Sul de Curitiba. 

    Compartilho com vocês o texto de Isaías 42. 6,7: Eu, o Senhor, o chamei para abrir os olhos dos cegos, pôr em liberdade os prisioneiros e soltar os que estão em prisões escuras. 


    Deus falou pela boca do Profeta Isaías. No 42, encontramos o primeiro dos quatro poemas designados e conhecidos  como "Cânticos do Servo Sofredor”. Nesses poemas é descrito o Servo como um profeta eleito e chamado pelo Senhor, cheio do seu Espírito e enviado para cumprir uma missão em benefício não apenas de Israel, mas também de todas as nações. Para cumprir essa missão, deve passar por muitos sofrimentos, mas o Senhor o sustém com o seu poder, e, ao final, o eleva a uma dignidade tal, que provoca a admiração de reis e nações. O Novo Testamento cita os "Cânticos do Servo Sofredor" e os interpreta como uma antecipação profética da pessoa e obra de Cristo. Pois, Jesus, fez muitos milagres e curas, entre esses curou as cegueiras, tanto físicas, como espirituais. Jesus abriu os olhos e ampliou a visão das pessoas que o seguiam, que o ouviam, e as que foram curadas. Jesus também quer nos curar de nossas cegueiras, Ele quer abrir os nossos olhos para a vida, para o cuidado, para o amor. Ele nos chama para tirarmos as nossas viseiras, para ampliar o nosso olhar, pois assim como afirma o ditado popular: Pior cego, é aquele que não quer ver. 


    Oremos:

    Jesus, por inúmeras vezes, fechamos os olhos e fingimos não ver. Perdão por isso! Por isso cura as nossas cegueiras. Abra os nossos olhos, amplie a nossa percepção do mundo e da situação à nossa volta.

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  • 23 abril - Estejam alertas, fiquem firmes na fé, sejam corajosos, sejam fortes. 1 Coríntios 16.13

    Boa Noite. A Palavra de Deus fala com você. Sou Pastor Odair Braun, Pastor Sinodal do Sínodo Paranapanema com sede em Curitiba e Primeiro Vice Presidente da IECLB. A palavra das Senhas Diárias, deste dia, no Novo Testamento, é de 1 Coríntios 16.13: Estejam alertas, fiquem firmes na fé, sejam corajosos, sejam fortes. Novamente temos diante de nós uma palavra encorajadora frente aos desafios que são colocados a cada novo dia de vida.

    Este versículo tem relacionamento estreito com a fé. A fé deve ser exercitada e fortalecida em meio a cada situação e realidade. Em resumo, não dá somente para crer e confiar na capacidade de cada qual individualmente, no seu poder, na força do seu trabalho ou no dinheiro disponível. Se assim for, a fé ficará enfraquecida, suscetível a fracassar, ficará desnutrida e anêmica, correndo riscos.

    Estar alerta, ficar firme na fé, ser corajoso, ser fortes, são as palavras de Paulo no final de sua primeira carta aos Coríntios. Vejam que não é uma palavra qualquer. Ela anima, incentiva e desafia. Importante observar que em nenhum momento essa palavra promete que ter fé, confiar em Deus e seus ensinamentos livram ou isenta de enfrentar dificuldades como a morte, o luto, enfermidades, percalços e sofrimentos.

    A palavra de Deus justamente incentiva para estarmos alertas, ou seja, vigilantes, a fim de enfrentar com mais determinação e segurança estes momentos. Enfrentar com mais segurança é possível quando ficamos ancorados na fé, entregando nossos dias e vida a Deus. Paulo fala em ser corajosos. Numa tradução literal do grego essa palavra equivale a ousadia e confiança. Ser fortes é se colocar nas mãos de Deus e com Ele manter um relacionamento de entrega e confiança por meio da oração, da leitura bíblica e da meditação, assim como por meio da vida comunitária.

    Para enfrentar os obstáculos devemos estar ancorados em Deus, nas suas promessas e desafios, nas suas orientações. Estar alerta, firme, ser corajoso, corajosa equivale a enfrentar o dia a dia e os seus desafios a partir do caminhar com Deus e suas instruções. O Salmista ensina: Somente Ele é a rocha que me salva; Ele é a minha tore segura; jamais serei abalado (Salmo 62.2).

    Oração: Deus de bondade e graça. Obrigado pelo dia que chega ao fim. Concede uma noite de descanso reparador. Guarda-nos em tuas mãos. Amém.

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  • 23 abril - Fique alerta, não perca a calma, não tenha medo, nem fique desanimado Isaias 7.4

    Bom dia.

    A Palavra de Deus Fala com Você. Sou Pastor Odair Braun, Pastor Sinodal do Sínodo Paranapanema com sede em Curitiba e 1º Vice Presidente da IECLB.

    A palavra das Senhas diárias deste dia, do Antigo Testamento, encontramos em Isaías 7.4. Ali a palavra de Deus vem diz: Fique alerta, não perca a calma, não tenha medo, nem fique desanimado. Estamos diante de uma palavra animadora. Uma palavra que deseja fortalecer os passos, a vida, para enfrentar o momento e as dificuldades que se colocavam no horizonte. Logo, é uma palavra muito atual para os dias que enfrentamos neste tempo de pandemia.

    Os pesquisadores apontam que essa palavra foi proferida no ano de 734 a.C. Ela ocorre num encontro do Rei Acaz, Rei de Judá, com o profeta Isaías. O encontro ocorre quando Acaz se ocupava com a proteção da cidade de Jerusalém frente a ameaças de invasão de reinos oponentes. Ou seja, a realidade era de ameaças e incertezas. Pairavam possibilidades de conflitos armados que desejavam atacar Jerusalém para se apoderar da cidade ampliando o leque de poder de governantes da época. Isto explica a fala do profeta Isaías para Acaz: fique alerta, não perca a calma, não tenha medo, nem fique desanimado. A possibilidade de guerras gera medo e insegurança. E neste momento o profeta de Deus, Isaías, procurar transmitir confiança, animar e fortalecer.

    Nós hoje não estamos em guerra ou na iminência de um conflito armado com nações próximas. Somos um país com relativa tradição de paz. As nossas dificuldades sociais são outras. É a falta de segurança, de emprego, de educação. É a falta de cuidado com a criação de Deus, presente bonito e agradável do qual muitas vezes se faz pouco caso sendo usado como se os seus recursos fossem infinitos. Hoje, nossa ameaça vem da pandemia e seu rastro de morte, dor e luto. Nossa ameaça hoje vem da polarização política que impede sentar a mesa e dialogar tendo foco o bem comum. Nossa ameaça vem da negação da ciência e do desejo de muitos de dar jeitinho e beneficiar-se pessoalmente. Por isto, também hoje, para nós, a Palavra de Deus diz: Fique alerta, não perca a calma, não tenha medo, nem fique desanimado.

    Oramos: Bondoso Deus. Tu caminhas ao nosso lado, fortaleces para a vida e cada desafio que surge. Enche-nos de ânimo, de coragem e esperança. Amém.

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  • 22 abril - Que a esperança que vocês têm os mantenha alegres; aguentem com paciência os sofrimentos e orem sempre. Romanos 12.12

    Boa noite. A Palavra de Deus fala com você. Sou o pastor Telmo Noé Emerich da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil atuando em Londrina.

    No livro de Romanos 12.12, nós lemos: “Que a esperança que vocês têm os mantenha alegres; aguentem com paciência os sofrimentos e orem sempre.”

    O texto nos fala sobre a esperança e que ela nos mantenha alegres. Muitas vezes podemos associar a esperança com passividade, mas não é isto que devemos ter em mente. Santo Agostinho escreveu: “A esperança tem duas filhas lindas, a indignação e a coragem; a indignação nos ensina a não aceitar as coisas como estão; a coragem, a mudá-las.”

    Que a gente tenha esta esperança que nos leva a ficarmos indignados com as coisas erradas à nossa volta, mas também nos leva a agir com coragem para muda-las.

    Esta esperança é cristã. Se temos esta esperança, então nosso coração se mantém alegre, pois é uma esperança que não se conforma, mas antes nos leva a agir em prol da vida, em prol do nosso próximo e de toda a criação.

    Deus é O Deus da esperança!

    Que a nossa esperança esteja em Deus que fez o céu e a terra. Esteja nAquele que nos ama tanto que morreu por nós e ressuscitou. Esteja nAquele que tem compaixão e chora com os que choram,  que sofre com os que sofrem, nAquele que tem empatia. Esteja nAquele que nos ama e nos acolhe quando tudo parece desmoronar, 

    quando a escuridão é mais profunda e o Vale da Morte 

    mais próximo está... Que nossa esperança esteja nAquele que nos capacita a viver a fé com alegria, indignados com a violência, com a corrupção, com o descaso para com a vida, e, ao mesmo tempo, nos capacita a agirmos em prol da justiça.

    Oremos: Vem Jesus, nossa esperança, nossa alegria, e leva embora as nuvens da apatia para que brilhe também em nós O Sol da Justiça, que és Tu. Amém.

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  • 22 abril - Os que são perseguidos olham para Ele e se alegram; eles nunca ficarão desapontados. Salmo 34.5

    Bom dia. A Palavra de Deus fala com você. Sou o pastor Telmo Noé Emerich da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil atuando em Londrina.

    No Salmo 34.5 nós lemos: : “Os que são perseguidos olham para Ele e se alegram; eles nunca ficarão desapontados.”

    É bom poder olhar para Deus, pois com os olhos nEle, em meio às dificuldades da vida, eu me alegro. Não são as circunstâncias que me tirarão a paz que desce dos céus. Deus não me desaponta, mas permanece comigo em todos os momentos.

    Muitas vezes, ouvi dizer que este tempo de pandemia é tempo perdido. Li um pensamento do pastor Dietrich Bonhoeffer que diz: ““Tempo perdido seria o tempo em que não vivemos como pessoas, em que não fizemos experiências, não aprendemos, não realizamos, não desfrutamos nem sofremos. Tempo perdido é tempo não preenchido, vazio.”

    Não vejo as minhas cavernas, o meu refúgio, como tempo perdido, pois Deus ali está. A Ele dirijo o meu olhar. A Ele elevo o meu pensamento, a minha voz e digo:

    “Deus, que Tu me dês forças para não desanimar!”

    Peço a Deus sabedoria e paciência! Pode ser que eu tenha que ficar na minha caverna, buscando proteção,

    mas ali há uma luz que nunca vai se apagar, a luz da presença de Deus.

    “Que eu seja sábio para entender, SENHOR, que cavernas não precisam ser escuras, podem ser lugar de reflexão, de contemplação... A solidão não será a minha companhia, pois Tu estás sempre ao meu lado.

    Que eu saiba viver este tempo, tempo Teu, tempo de olhar, não de abraçar, tempo de admirar, não de beijar...

    Tempos estranhos, tempos novos, tempos que passarão,

    mas sempre serão: tempos Teus, sempre serão tempos de amar! Amém.

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