Boa noite! A Palavra de Deus fala com você. Eu sou a Pastora Ramona E. Weisheimer, pastora da IECLB, atuando na Paróquia de Rolândia. A Palavra de hoje nos diz: “Meus filhinhos, o nosso amor não deve ser somente de palavras e de conversa. Deve ser um amor verdadeiro, que se mostra por meio de ações.” (I Jo 3.18)
O ano de 2020, que vai aos poucos findando, mostrou-se um ano atípico, desafiador. Sim, pois a pandemia nos trouxe desafios adicionais em termos da nossa própria sobrevivência, em meio às incertezas e temores da doença, mas também desafios adicionais em termos de cuidado com os mais frágeis entre nós. Sim, a pobreza, a fome, a invisibilidade já existiam, infelizmente, não surgiram apenas agora. Mas, talvez, não se tivessem escancarado de maneira tão visível aos nossos olhos. E nós fomos convidados, mais uma vez, a colocar mãos à obra, não de maneira apenas pontual, mas fazer do cuidado algo cotidiano. E descobrimos que é possível fazer mais que clicar “likes” ou “lágrimas” nas redes sociais.
A primeira carta de João é escrita num contexto bastante desafiador. A filosofia corrente, e contra a qual o autor se debate, dizia que o necessário era apenas salvar espírito e mente, sendo o corpo desimportante, quem sabe até uma prisão. E aí o autor lembra que é preciso amar! Sim, amar como somos amados, amar porque somos amados. Sabemos o que é o amor porque Cristo deu a sua própria vida em favor de nós! Nosso amor é resposta a este amor que foi recebido. Não precisamos conquistar o amor de Deus a cotoveladas, porque Ele mesmo o deu! Por amor! Somos livres para cuidar, como nos dizia um antigo tema do ano. Então, cuidemos. E amor, filhinhos, não se dá apenas com belas palavras e conversas elevadas. A fome urge, o abandono urge, é preciso amar também com mãos, os pés, os braços, e sempre com o coração.
Fé e amor andam juntos. A fé não é concorrente do amor ou das boas obras, mas é o fundamento a partir do qual a pessoa que reconhece a graça de Deus age em relação às outras pessoas.
Na época de Lutero a grande preocupação das pessoas era a realização de obras para alcançar a salvação, merecer o céu. Hoje parece que o nosso problema é o oposto: falta de cuidado, de boas obras de amor. O individualismo cresce também onde o amor deveria crescer.
Por isso, queridos, queridas, que também nossas mãos respondam ao amor com que primeiro fomos amados por Deus, sem merecimento nosso, e se estendam a tantos que anseiam por descanso e por pão.
Oremos: Senhor, que o canto que encanta nos faça refletir, e transforme nossos corações “Que estou fazendo se sou cristão? Se Cristo deu-me o seu perdão? Há muitos pobres sem lar, sem pão, há muitas vidas sem salvação. Meu Cristo veio para nos remir, o homem todo sem dividir. Não só a alma do mal salvar, também o corpo ressuscitar.” Ensina-nos, Senhor, a amar de corpo, alma e coração. Amém.
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