Prédicas e Meditações

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  • 25 dezembro - Feliz o povo cujo Deus é o Senhor - Salmo 144.15

    Boa noite. “A PALAVRA DE DEUS FALA COM VOCÊ! Sou Alfredo Jorge Hagsma, Pastor na Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil – IECLB, Paróquia Cristo Salvador em Curitiba, P. vice Sinodal do Sínodo Paranapanema.

    Prezado irmão, prezada irmã, eu não sei como foi o seu dia, não sei se conseguiu celebrar o Natal com algum familiar ou passou o dia sem ninguém. Também não sei se você está feliz ou triste neste momento, mas eu sei o que a palavra bíblica para este momento diz: “Feliz o povo cujo Deus é o Senhor.” Salmo 144.15. Esta é a notícia celebrada neste dia, Deus veio nascer em nosso meio, se encarnou na humanidade e é o Senhor de todo o povo. Que diferença faz ter a Deus como Senhor? Paulo na carta aos Rm 10.9, diz: “Se você disser com a sua boca: Jesus é Senhor e no seu coração crer que Deus ressuscitou Jesus, você será salvo.”  Ou seja, declarar a Jesus, a Deus como Senhor não é pouca coisa, é questão de vida ou morte, perdição ou salvação. João na primeira carta 4.15, diz: “Se alguém confessa publicamente que Jesus é o Filho de Deus, Deus permanece nele, e ele em Deus.”  Confessar a Jesus como filho de Deus e Senhor tem implicações para toda a vida. 

    Se Jesus, se Deus é o seu Senhor você será feliz agora e depois. No entanto, esta felicidade terá implicações para a sua vida, você não poderá guardar esta alegria somente para você, mas fará como os pastores que quando conheceram o seu Senhor saíram cantando hinos de louvor. Nós podemos cantar de muitas formas, mas bom mesmo é cantar em comunhão a razão da nossa esperança, assim como diz a letra de um hino que foi tema de uma das Campanhas da Fraternidade: 

    1.Somos gente da esperança que caminha rumo ao Pai.   Somos povo da aliança, que já sabe aonde vai.

    2. Para que o mundo creia, na justiça e no amor, Formaremos um só povo, num só Deus, um só Pastor.

     3. Todo irmão/a é convidado, para a festa em comum: Celebrar a nova vida, onde todos sejam um. 

    De mãos dadas a caminho / Porque juntos somos mais / Para cantar um novo hino / De unidade, amor e paz.

    Que este seja o nosso diário exercício a partir deste Natal, vamos cantar um novo hino, declarando que Jesus é o Senhor. Como sinal de nosso comprometimento vamos orar em unidade com as palavras que o próprio jesus nos ensinou: Pai nosso que estás nos céus...

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  • 25 dezembro - Estou aqui a fim de trazer uma boa notícia para vocês - Lucas 2.10-11

    Bom dia. “A PALAVRA DE DEUS FALA COM VOCÊ! Sou Alfredo Jorge Hagsma, Pastor na Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil – IECLB, Paróquia Cristo Salvador em Curitiba, P. vice Sinodal do Sínodo Paranapanema.

    “Estou aqui a fim de trazer uma boa notícia para vocês, e ela será motivo de grande alegria também para todo o povo! Hoje na cidade de Davi, nasceu o Salvador de vocês – O Messias, o Senhor!” Estas palavras registradas no Evangelho de Lucas 2.10-11, foram ditas por um anjo para pastores que, durante a noite, estavam tomando conta de ovelhas no campo.

    Que notícia é esta que é boa não somente aos pastores, mas para todo o povo?  Hoje na cidade de Davi nasceu o salvador de vocês! Sobre esta notícia Lutero disse: “Creiam que Cristo nasceu para vocês, e que o nascimento aconteceu para o bem de vocês. Pois a Escritura Sagrada não afirma apenas: Cristo nasceu, mas diz: nasceu para vocês. Também não afirma apenas: eu anuncio uma alegria, mas diz: eu anuncio uma alegria para vocês. Creiam que Cristo nasceu para vocês.”  Os pastores ficaram maravilhados com a notícia e assim que os anjos foram embora disseram uns aos outros: “Vamos até Belém para ver o que aconteceu, vamos ver aquilo que o Senhor nos contou.” E assim se colocaram em movimento ao encontro do Salvador recém-nascido e conheceram o Messias o Senhor. Depois voltaram para os campos cantando hinos de louvor a Deus pelo que tinham ouvido e visto. 

    E você, o que tem feito com esta maravilhosa notícia? Ou o que esta notícia tem feito com você? O nascimento do Salvador celebrado hoje em todo o mundo coloca as pessoas em movimento, famílias se reencontram, ainda que neste ano de forma restrita, mas os contatos são refeitos, enfim, a vida ganha um novo ritmo, um novo sabor, e as esperanças são renovadas. E assim, vocês, para quem Cristo nasceu podem continuar com uma certeza: Deus não abandona o seu povo. Oremos: Obrigado Deus querido porque mais uma vez é Natal, o teu Natal e, neste dia quem recebe presente somos nós. Que a alegria do Natal nos contagie para um novo tempo. Por Cristo Jesus que nasceu para nos salvar. Amém. Feliz Natal, abençoado seja o seu dia.


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  • 24 dezembro - Alguns homens que estudavam as estrelas vieram do Oriente e chegaram a Jerusalém. ... Mateus 2.1-2

    Boa noite.  A palavra de Deus fala com você.

    Sou Marcos Bechert, pastor da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB), trabalho como Secretário Geral na sede nacional da IECLB em Porto Alegre/RS.

    A palavra bíblica para essa noite vem de Mateus 2.1-2: “Alguns homens que estudavam as estrelas vieram do Oriente e chegaram a Jerusalém. Eles perguntaram: Onde está o menino que nasceu para ser o rei dos judeus? Nós vimos a estrela dele no Oriente e viemos adorá-lo.”

    É véspera de Natal. É o dia do ano mais querido que povoa as minhas lembranças de criança. Hoje a minha alegria é dobrada – por seu significado – o nascimento de Jesus e também porque foi possível construir uma imagem querida deste dia. Fico na torcida de que isto ainda seja assim hoje com as nossas crianças. O nascimento de Jesus merece receber tamanha atenção.

    Achei bem interessante que depois de alguns séculos vivemos o alinhamento de Júpiter e Saturno, visíveis para nós como estrelas. Este vasto mundo de Deus é algo simplesmente fantástico. Mas voltando ao alinhamento dos dois planetas. Quando o planeta Halley se aproximou do sol em 1986, ficando visível a olho nu, lembro que o mesmo tema também foi debatido. Ou seja: teriam sido estas estrelas que guiaram os estudiosos / magos do Oriente até Jesus?

    Estas associações sempre são interessantes. Aliás, é muitíssimo interessante que os magos do oriente estejam na história do nascimento de Jesus, que vem para prestar seu reconhecimento a esta criança que nasce. Pessoas sábias e estrangeiras do Oriente reconhecem este grande feito.  Busco as últimas palavras do evangelista Mateus, com as quais encerra seu livro. Lá Jesus diz: “Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra. Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações” (Mateus 28.18-19).

    Assim sendo, Mateus retrata Jesus no início e no fim do seu evangelho como um Messias universal, portanto, não apenas para os judeus mas para todas as nações. Por isto a gente poderia dizer que a mensagem central da presença dos magos do oriente aponta para a universalidade do nascimento, da mensagem e da obra de Jesus.

    Estamos na noite do Natal, marcado por uma série de restrições, que limitam as visitas,  impedem o contato físico, suspenderam ou limitaram as celebrações natalinas. São coisas difíceis de assimilar. Assim como as circunstâncias do nascimento de Jesus. É difícil pensar na estrebaria como um lugar aprazível para isto.

    Mas quem sabe isto nos ajude: a presença do menino Jesus faz a estrela brilhar, enche o lugar de luz, os anjos cantam glória.  Hoje, neste período pandêmico, cremos que a presença do Menino Jesus tornará cada casa, cada lar, cada família um lugar cheio de luz e de alegria. As atuais restrições não irão impedir que celebremos o Natal no lugar em que estamos de forma mais reservada, mas mesmo assim muito especial.

    Juntemos nossas mãos e pensamentos para uma oração: Senhor, vibramos com o nascimento do menino Jesus. Pedimos: que a criança da manjedoura revigore em cada pessoa o teu amor e a vida. Pedimos que a fé seja fortalecida, que renoves e a esperança em nós. Guarda também as pessoas que em tempos normais estariam conosco neste momento. Amém.

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  • 24 dezembro - Eu tenho sede de ti, o Deus vivo! Quando poderei ir adorar na tua presença? - Salmo 42.2

    Bom dia. A palavra de Deus fala com você.

    Sou Marcos Bechert, pastor da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB), trabalho como Secretário Geral na sede nacional da IECLB em Porto Alegre/RS.

    O Salmo 42.2 diz para essa manhã: “Eu tenho sede de ti, o Deus vivo! Quando poderei ir adorar na tua presença?”

    Este versículo forma um conjunto maior que vai até o final do Salmo 43. Trata-se de um salmo de louvor. Vejam como é bom sempre olhar para além daquilo que os olhos enxergam. Se olhássemos apenas para o capítulo 42 veríamos um lamento pessoal. No conjunto vemos que se trata de um louvor que transmite uma profunda confiança em Deus. É provável que o salmista escreveu este verso quando estava no exílio, portanto bem longe do templo. Junto com os versos 1, 3 e 4, o poema descreve o anseio do salmista pela presença de Deus. Ele está ansioso por estar separado da comunidade. Sente-se distante da presença de Deus e deseja intensamente estar diante da sua face. Na época do Antigo Testamento eles achavam que havia um só lugar onde adorar verdadeiramente ao Senhor — o templo de Jerusalém.

    Pois, não é apenas as pessoas que tem desejam estar na presença de Deus. Estamos na véspera do Natal, do nascimento do menino Jesus, onde Deus torna concreto o seu desejo de estar com as pessoas. E ele concretiza este seu máximo desejo da forma mais simples possível, para não ter nenhuma barreira, nenhuma parede, nenhum preconceito, nenhum murro que o impeça de estar o mais próximo possível, ao nascer na manjedoura.

    É interessante que 2.500 anos depois do salmista cantar este seu desejo de estar diante do altar de Deus, muitos de nós expressamos este mesmo desejo: queríamos estar celebrando a véspera de natal no templo. Celebraremos de outra forma, com uma certeza que o salmista não tinha: Deus celebra conosco, ele é o Deus conosco, é o Deus Emanuel.

    Juntemos nossas mãos e pensamentos para uma oração:

    Obrigado, Senhor, pelo descanso da noite e por nos presenteares com um novo dia, o qual colocamos em tuas mãos e para o qual pedimos proteção. Que os muitos afazeres deste dia não nos afastem do foco principal: a preparação para o nascimento de teu Filho Jesus. Amém.

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  • 23 dezembro -- Eu afirmo a vocês que isso é verdade: quem não receber o Reino de Deus como uma criança nunca entrará nele - Marcos 10.15

    Boa noite, a palavra de Deus fala com você. Eu sou Jorge Schieferdecker, pastor na comunidade de Araucária. 

    As crianças aprendem muito rápido e com muita facilidade: aprendem a brincar; a se comunicar com os adultos; aprendem a viver no mundo da imaginação; não tem problemas em depender dos adultos; são puras e sinceras deste a muito cedo.

    Na medida em que vão crescendo e se tornando adultas, parece que vão desaprendendo estas coisas bonitas. Na medida em que os anos vão passando, deixam as coisas de crianças e passam a assumir o estilo de vida dos adultos: deixam de brincar e imaginar; desconfiam das pessoas; perdem a espontaneidade.

    Talvez por isso que Jesus usa o exemplo das crianças para falar da boa nova de salvação. No evangelho de Marcos, no capítulo 10 está escrito que Jesus repreende os discípulos, por estes terem afastados as crianças. E, no versículo 25, Jesus arremata dizendo: “Em verdade vos digo que qualquer que não receber o reino de Deus como menino, de maneira nenhuma entrará nele.” (Marcos 10.25).

    Para ter acesso às coisas de Deus é preciso bem mais que a racionalidade, as certezas teológicas; a religião; a filosofia. Para ter acesso ao reino de Deus, é pela fé, confiança e alegria, como de uma criança. Jesus aproveita a chegada ruidosa das crianças para ensinar. Os discípulos, para apreender, precisavam deixar suas certezas de lado. Jesus tira os discípulos do conforto de suas verdades, desestabiliza, questiona e diz que o acesso ao reino é mais simples que os discípulos podiam imaginar e, ao mesmo tempo, tão complicado que somente uma criança tem acesso. 

    O relato do nascimento de Jesus, justamente quer trazer este sentimento e está verdade, o Deus-menino, sendo criança transforma corações, modifica comportamentos; enche a terra de esperança, paz e luz. Que este natal tenha tamanho significado que seja capaz de transformar a vida das pessoas.

    Abençoado natal, repleto de luz, fé, esperança e amor!

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  • 23 dezembro - Eu me deitoe durmo tranquilo e depois acordo porque o SENHOR me protege - Salmo 3.5

    Bom dia a palavra de Deus fala com você. Eu sou Jorge Schieferdecker, pastor na Comunidade de Araucária. 

    As pessoas, quando jovens, não se sentem muito ameaçadas e, em condições normais da vida cotidiana, tendem a não se importar com os perigos deste   mundo, apenas querem ter experiências empolgantes. Por isso estão constantemente expostas a perigos que não reconhecem. Resultam daí descuidos, desatenção que podem custar lhes caro. Na medida em que os anos vão passando, as experiências da vida mostram, por si só, que é preciso ser prudente e cuidadoso. A compreensão sobre a vida vai se modificando e as pessoas percebem que vida é passageira e demasiadamente frágil. E tem muitos aspectos ameaçadores que exigem atenção total. 

     Eu digo mais, podemos passar por experiências ameaçadoras reais que ultrapassam nossas capacidades de superação. Então, quando estes fatos acontecem, costumamos lançar mão de nossa experiência de fé. Buscamos a Deus, como fez o salmista na seguinte súplica no Salmo 3. O salmista pede dedicação e zelo da parte de Deus, pois se sente ameaçado por inimigos. Veja o versículo 5: “Eu me deitei e dormi; acordei, porque o Senhor me sustentou.”

    O salmista já sabia que a vida é frágil e passageira e que a melhor maneira de viver é andar em confiança; saber que Deus está presente sempre, sustentando nossa existência. 

    O relato do nascimento de Jesus ilustra bem esta condição humana. A fragilidade do Deus-menino, como criança recém nascida, a estrebaria, a escuridão da noite e o deserto com os seus perigos contrastam com a grandeza e o poder de Deus e a visita dos reis com seus presentes luxuosos. A vida é frágil e passageira, mas podemos ter acesso a grandiosidade das coisas de Deus, pela fé. Que neste natal em que a fragilidade humana está exposta pela realidade da pandemia, possamos dizer como o salmista: Deus tem me sustentado, por isso posso estar em paz e seguro nas mãos de Deus.  

    Abençoado natal.

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  • 22 dezembro - Eu sou o ALPHA e o OMEGA, diz o Senhor Deus, o Todo-Poderoso, que é, que era e que há de vir. Apocalipse 1.8

    Boa noite! A Palavra de Deus fala com você. Sou Pastor Rudolf von Sinner, professor na Pontifícia Universidade Católica do Paraná em Curitiba.

    No livro do Apocalipse 1, versículo 8 lemos: “Eu sou o Alfa e o Ômega, diz o Senhor Deus, o Todo-Poderoso, que é, que era e que há de vir.”

    Queridos irmãos e queridas irmãs,

    Esta fala do “Alfa” e do “Ômega”, que são a primeira e a última letra do alfabeto grego, significa início e fim. O Senhor Deus, presente em Jesus Cristo, sempre estava, é, e haverá de vir. Várias vezes surge esta ideia no livro do Apocalipse. Lembremos que “Apocalipse” não significa catástrofe, como muitas vezes entendemos, mas “revelação”. Revelação das coisas que foram, que são, e que virão, sob a perspectiva da presença de Deus. Antes de ser uma ameaça, portanto, este livro é um espelho do mundo e reafirma que Deus nunca nos deixou e nunca nos deixará sozinhos.

    Há um versículo muito parecido com o que ouvimos: Apocalipse 1,18: “Eu sou o primeiro e o último, aquele que vive. Estive morto, mas agora estou vivo pelos séculos dos séculos.” Este versículo tem um significado muito especial para mim, pois é o versículo que recebi na minha confirmação, há 37 anos. Lembro bem que foi para mim um versículo de consolo, de conforto, de confiança. Como é comum naquela idade, era um período de muita incerteza. O que vou ser no futuro? O que irei fazer com minha vida? Como será a vida de namoro? Uma época de mudanças, visível até no meu crescimento muito rápido que chegou a quase dois metros! Precisava de um tempo para ajeitar tanto braço e perna cumprida e saber utilizá-los! No início nem consegui pegar uma bola que foi jogada para mim. Foi constrangedor, como podem imaginar. Mas a confiança em Deus e o apoio da turma me ajudaram a superar o momento e não fui exposto ao ridículo. Estou muito grato por isso.

    É o que também precisamos hoje, nestes tempos de incerteza: a fé naquele que é o primeiro e o último, e uma turma que nos ajuda a superar nossos momentos de dificuldade. Vamos participar de uma turma assim?

    Vamos juntar nossas mãos em oração: Querido e bondoso Deus, te agradecemos por este dia. Te agradecemos por nos amares, desde o início e até o fim. Te agradecemos por pessoas que cuidam de nós e por nos capacitares para cuidarmos dos que de nós precisam. Assim nos dê o devido descanso. Amém.

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  • 22 dezembro - Tu és sempre o mesmo e a tua vida não tem fim. - Salmo 102.27

    Bom dia! A Palavra de Deus fala com você. Sou Pastor Rudolf von Sinner, professor na Pontifícia Universidade Católica do Paraná em Curitiba.

    A palavra de hoje encontra-se no livro do Salmo 102,27, onde diz: “Tu és sempre o mesmo, e a tua vida não tem fim.”

    Queridos irmãos e queridas irmãs,

    Nestes tempos de incerteza, de notícias diárias que assustam, somos forçados a nos inventar a cada dia. Acordamos de manhã e não sabemos como será, se conseguiremos ficar longo de vírus, se nossa família conseguirá escapar. Tememos com quem adoece, lutamos com quem está lutando para sobreviver, vibramos com quem sobrevive, sentimos saudades de quem não conseguiu. Pensamos como será o trabalhar, o passar férias, o viajar ou o ficar em casa – tudo diferente, mais do que nunca nos fazendo sentir como somos vulneráveis, como somos frágeis, como somos mortais. 

    O que há de firme que nos ajuda durante estes dias? Em que podemos confiar? O Salmo 102 diz que tudo muda, até a terra e os céus não são eternos, mas Deus que os criou é. “Tu és sempre o mesmo, e a tua vida não tem fim.” E com isso podemos colocar nossos anseios, nossos medos, nossas preocupações nas mãos de Deus. Pois Deus não está apenas num sentido de um ente eterno, mas de Deus que ama sua criação, que se preocupa para conosco, que é fiel às suas promessas. E uma das promessas é que ele deu para Noé após o dilúvio: “Nunca mais haverá dilúvio para destruir a terra” (Gn 9,11), e deu como sinal da aliança o arco-íris. 

    Portanto, não é nunca Deus que traz destruição sobre nós. Não foi Deus quem deu o Coronavírus, não é Deus quem produz o sofrimento. Mas aquele cuja vida não tem fim cuida da nossa vida e diz: Você é importante para mim. Não desista. Eu não te abandonarei.

    Junte agora suas mãos para que oremos: Bondoso Deus, Te agradecemos nesta manhã pela luz do dia, pela confiança renovada, por Teu amor e por Tua palavra que nos acompanha e fortalece. Amém.

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  • 21 dezembro - Meus filhinhos, o nosso amor não deve ser somente de palavras e de conversa. Deve ser um amor verdadeiro, que se mostra por meio de ações.” (I João 3.18)

    Boa noite! A Palavra de Deus fala com você. Eu sou a Pastora Ramona E. Weisheimer, pastora da IECLB, atuando na Paróquia de Rolândia. A Palavra de hoje nos diz: “Meus filhinhos, o nosso amor não deve ser somente de palavras e de conversa. Deve ser um amor verdadeiro, que se mostra por meio de ações.” (I Jo 3.18)

    O ano de 2020, que vai aos poucos findando, mostrou-se um ano atípico, desafiador. Sim, pois a pandemia nos trouxe desafios adicionais em termos da nossa própria sobrevivência, em meio às incertezas e temores da doença, mas também desafios adicionais em termos de cuidado com os mais frágeis entre nós. Sim, a pobreza, a fome, a invisibilidade já existiam, infelizmente, não surgiram apenas agora. Mas, talvez, não se tivessem escancarado de maneira tão visível aos nossos olhos. E nós fomos convidados, mais uma vez, a colocar mãos à obra, não de maneira apenas pontual, mas fazer do cuidado algo cotidiano. E descobrimos que é possível fazer mais que clicar “likes” ou “lágrimas” nas redes sociais. 

    A primeira carta de João é escrita num contexto bastante desafiador. A filosofia corrente, e contra a qual o autor se debate, dizia que o necessário era apenas salvar espírito e mente, sendo o corpo desimportante, quem sabe até uma prisão. E aí o autor lembra que é preciso amar! Sim, amar como somos amados, amar porque somos amados. Sabemos o que é o amor porque Cristo deu a sua própria vida em favor de nós! Nosso amor é resposta a este amor que foi recebido. Não precisamos conquistar o amor de Deus a cotoveladas, porque Ele mesmo o deu! Por amor! Somos livres para cuidar, como nos dizia um antigo tema do ano. Então, cuidemos. E amor, filhinhos, não se dá apenas com belas palavras e conversas elevadas. A fome urge, o abandono urge, é preciso amar também com  mãos, os pés, os braços, e sempre com o coração.

    Fé e amor andam juntos. A fé não é concorrente do amor ou das boas obras, mas é o fundamento a partir do qual a pessoa que reconhece a graça de Deus age em relação às outras pessoas. 

    Na época de Lutero a grande preocupação das pessoas era a realização de obras para alcançar a salvação, merecer o céu. Hoje parece que o nosso problema é o oposto: falta de cuidado, de boas obras de amor. O individualismo cresce também onde o amor deveria crescer. 

    Por isso, queridos, queridas, que também nossas mãos respondam ao amor com que primeiro fomos amados por Deus, sem merecimento nosso, e se estendam a tantos que anseiam por descanso e por pão. 

    Oremos: Senhor, que o canto que encanta nos faça refletir, e transforme nossos corações “Que estou fazendo se sou cristão? Se Cristo deu-me o seu perdão? Há muitos pobres sem lar, sem pão, há muitas vidas sem salvação. Meu Cristo veio para nos remir, o homem todo sem dividir. Não só a alma do mal salvar, também o corpo ressuscitar.” Ensina-nos, Senhor, a amar de corpo, alma e coração. Amém.

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  • 21 dezembro - “Esse povo ora a mim com a boca e me louva com os lábios, mas o seu coração está longe de mim.” Isaías 29.13

    Bom dia! 

    A Palavra de Deus fala com você. Eu sou a Pastora Ramona E. Weisheimer, pastora da IECLB, atuando na Paróquia de Rolândia. A Palavra de hoje nos diz: “Esse povo ora a mim com a boca e me louva com os lábios, mas o seu coração está longe de mim.” Is 29.13

    Quarto Domingo de Advento! Sim, foi ontem! Vocês o viram? Acenderam a quarta vela? Quem sabe esquecemos...está tudo tão corrido, sabe?... Enfim o ano vai acabando, é quase Natal! E há tantas coisas ainda por fazer. Afinal, é quase Natal! Sobra pouco tempo para pensar em velas. O que vocês estão fazendo? Está tudo pronto? Decorado – enfeitado ou sabido de cor? E, em meio às nossas correrias, as Senhas Diárias nos trazem um texto de Isaías, que eu queria reler com a tradução de Severino Croatto: “O Senhor disse: Visto que este povo se chega junto a mim com palavras e me glorifica com os lábios, mas o seu coração está longe de mim e a sua reverência para comigo não passa de mandamento humano, de coisa aprendida por rotina”. 

    No capítulo 28, Isaías inicia um conjunto de oráculos muito particulares (28-33). Eles trazem denúncia dos pecados e a ameaça/ anúncio do julgamento divino sobre Israel e Judá. Falam sobre falsa segurança, confiança no que não pode ajudar. O versículo que temos como senha  para hoje faz parte de um trecho que inicia em 29.9  dizendo assim: “Continuem sendo tolos, se quiserem! Continuem sendo cegos, se preferirem”. Somos nós também cegos para interpretar o Senhor? Somos nós também tolos, presos às nossas próprias verdades, e tradições que nós mesmos produzimos, dizendo, enfim, que são vontade de Deus? Ontem foi quarto domingo de Advento, e logo será Natal. Mas, onde esteve nosso coração neste tempo de preparar os caminhos para o Senhor que vem?  Aplainamos estradas? Perdoamos? Pedimos perdão? Alimentamos nossa fé e esperança no Senhor que desce de sua glória para andar aqui conosco, sem que merecêssemos todo este amor? Quantos séculos nos separam dos textos de Isaías! Será ainda necessário lembrar que não é suficiente o louvor mecanicamente ensaiado, por mais belo que seja, se o coração não estiver presente? Diz Croatto, que estes textos de denúncia foram relidos durante o exílio, quando o povo já tinha sofrido a catarse do sofrimento e precisava de uma palavra de promessa e de esperança. Daí que o texto que vem logo depois traz palavras de salvação: os surdos ouvirão, os cegos estarão livres de sua escuridão, o Senhor acabará com a injustiça, a zombaria, e dará alegria aos necessitados. 

    É quase Natal! O Senhor vem a nós, e traz salvação e esperança! Que de nossos lábios saiam palavras de louvor, que nascem do coração.

    Oração: Bondoso Deus, vai chegando o fim do ano. Ano que veio da forma que ninguém esperava, trazendo dores e angústias, mas que também nos forçou a nos reinventar, nos ensinou que nem tudo depende exclusivamente de nós e de nossa vontade. Ensina-nos a colocar nossa esperança somente no Senhor, na sua justiça e perdão. Amém.

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