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Hoje é mais um episódio sobre o ganhador do Prêmio Pritzker. Esse arquiteto chileno vem, desde 2001, ganhando notoriedade no mundo da arquitetura pelo seu trabalho. Misturando uma abordagem filosófica e plástica aos seus projetos, tem na arquitetura experimental e metafórica um grande trunfo. Curiosamente, diz que não há nenhuma mensagem no que faz e encara seu trabalho de forma muito privada, já que seu escritório não tem site nem perfil no Instagram. Em meio à polêmicas extra-arquitetônicas, vamos falar do arquiteto Smiljan Radic Clarke, ganhador do Pritzker de 2026!
Hoje celebramos mais um Prêmio Pritzker, a maior honraria do mundo da arquitetura! E, como os anos recentes sugerem, a premiação tem sido cada vez mais surpreendente e, ao mesmo tempo, coerente em sua escolha. Nascido em Chengdu, China, é o 54º arquiteto laureado. Seu trabalho se estende por mais de 4 décadas. Segundo o júri, o arquiteto “demonstra uma reverência pela cultura, história e natureza,[…] reconfortando os usuários com a familiaridade através de interpretações modernas da arquitetura clássica chinesa.” Seja fazendo museus, edifícios residenciais ou instituições de ensino, o arquiteto demonstra um grande apuro técnico além de um grande respeito pela cultura de seu país. Bom cast!
Arquicast 224 – Pritzker 2024: Riken Yamamoto
A arquitetura contemporânea está em constante busca por inovação e relevância social, nesse contexto, o arquiteto japonês Riken Yamamoto, vencedor Prêmio Pritzker de 2024, é celebrado não apenas por sua habilidade técnica, mas também pelo seu profundo engajamento comunitário e seus esforços em projetos de reconstrução após desastres naturais, transformando essa jornada em legado para jovens profissionais. Sua trajetória na arquitetura é marcada por influências profundas e uma visão humanista que permeia suas obras.
Yamamoto nasceu em uma casa de estilo machiya japonês, onde a integração entre espaços públicos e privados era intrínseca ao ambiente. Essa experiência formativa moldou sua compreensão precoce da importância da comunidade na arquitetura. Aos 17 anos, durante uma visita ao Templo Kôfuku-ji, ele foi profundamente impactado pelo Pagode de Cinco Andares, uma experiência que despertou sua paixão pela arquitetura e influenciou sua abordagem futura ao design. Esses momentos fundamentais na vida de Yamamoto revelam a influência da cultura e da história japonesa em sua visão arquitetônica.
Durante suas viagens pela costa mediterrânea e pelas Américas, Yamamoto absorveu uma variedade de influências culturais e arquitetônicas que enriqueceram sua prática. Desafiando a prevalência das casas unifamiliares no Japão, ele propôs alternativas que privilegiam a comunidade e a coletividade. Após o devastador Terremoto e Tsunami de Tōhoku em 2011, Yamamoto demonstrou seu compromisso com o serviço à comunidade, fundando institutos e iniciativas para ajudar na reconstrução e recuperação das áreas afetadas.
O projeto “HOME-FOR-ALL”, uma iniciativa voluntária co-fundada por Yamamoto, desempenhou um papel crucial na reconstrução de residências para aqueles que perderam tudo no desastre. Esse aspecto humanitário de sua prática reflete sua crença no poder da arquitetura para transformar vidas e promover o bem-estar social. O legado arquitetônico de Yamamoto transita entre a interação dos espaços e a acessibilidade, entre o engajamento dos usuários e dos transeuntes, contribuindo para o enriquecimento das comunidades locais onde estão inseridas. Seu compromisso com a inovação com o design centrado no ser humano o coloca como uma figura inspiradora, fator considerado pelo júri na premiação.
Se quiser saber mais sobre a premiação desse ano, não deixe de ouvir o episódio completo do Arquicast. Além das informações comentadas acima, o programa ainda conta com uma versão em vídeo disponível no YouTube. As polêmicas não ficaram de fora da edição, sobretudo quando o assunto foi sobre a opção do júri em dar visibilidade também à produção japonesa contemporânea. Participe dessa conversa ouvindo o episódio. Bom cast!
O episódio tradicional do Arquicast sobre o Prêmio Pritzker deste ano de 2023 trouxe à tona a premiação do arquiteto britânico David Chipperfield. Como de praxe, o programa discutiu a composição do júri e especulou sobre as decisões tomadas. Chipperfield é um renomado arquiteto que tem trabalhado em projetos em todo o mundo, suas obras refletem uma compreensão profunda do contexto histórico e cultural dos locais em que trabalha.
O arquiteto britânico é membro do Royal Institute of British Architects e membro honorário tanto do American Institute of Architects quanto do Bund Deutscher Architekten. Ele recebeu inúmeras distinções, incluindo o título de Cavaleiro pelos serviços à arquitetura no Reino Unido e na Alemanha. Em 2011, recebeu a Medalha Real de Ouro da RIBA e, em 2013, o Praemium Imperiale da Japan Art Association, ambos dados em reconhecimento por sua trajetória. Recentemente, em 2021, ele foi nomeado membro da Ordem dos Companheiros de honra por seus serviços à arquitetura.
O episódio contou com a participação de Maressa Fonseca, Bruno Sarmento e Caio Dias, cada um deles trazendo uma visão específica sobre a obra de Chipperfield. Caio compartilhou histórias e bastidores da produção, Bruno leu as obras com precisão e Maressa apontou os caminhos para reflexões mais profundas.
Uma das características marcantes do trabalho de Chipperfield é sua abordagem sensível à restauração e reutilização de edifícios antigos, como no caso do Neues Museum em Berlim. Neste ano, o júri citou o aspecto clássico da obra de Chipperfield, que pode ser interpretada pela sensibilidade de composição e utilização correta e harmônica dos materiais.
A discussão sobre a obra de Chipperfield é valiosa para entendermos como a arquitetura pode ser sensível ao contexto cultural e histórico e, ao mesmo tempo, ser inovadora e funcional. A premiação reconhece sua contribuição para o desenvolvimento da arquitetura contemporânea e o legado que deixam para a posteridade.
O episódio está disponível no YouTube em uma versão estendida, gravado em vídeo e com muitas imagens das obras que acompanham as descrições dos participantes. Até a próxima!
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