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Por que existe pobre de direita?
Se renda fosse suficiente para explicar voto, a política seria muito mais simples. Mas não é.
Neste episódio, eu discuto por que uma parcela da população de baixa renda apoia candidatos e projetos políticos de direita, passando por fatores como religião, comunicação, ideologia, identidade, antipetismo, valores e interesses econômicos.
Também volto um pouco na história para mostrar que essa relação entre classe social e voto nunca foi automática no Brasil — e que entender esse fenômeno exige ir muito além da ideia de que alguém simplesmente “vota contra os próprios interesses”.
Um episódio sobre política, poder e, principalmente, sobre como as pessoas constroem sua visão de mundo.
Bolsonaro realmente deixou as contas públicas no azul e R$ 58 bilhões “em caixa” para o governo Lula? Neste episódio, eu reconstruo essa história desde 2019 para mostrar o que os números dizem — e, principalmente, o que as manchetes costumam esconder.
Vamos passar pelo déficit anterior à pandemia, pelos gastos extraordinários de 2020, pela recuperação de 2021 e pelo superávit de 2022, favorecido por arrecadação elevada, dividendos, concessões, receitas extraordinárias e pelo adiamento de precatórios. Também analiso os déficits do governo Lula, o aumento dos investimentos públicos, o peso dos juros e a trajetória da dívida brasileira.
Afinal, qual é a diferença entre resultado primário, resultado nominal e dinheiro em caixa? Nossa dívida ser majoritariamente interna e denominada em reais diminui os riscos? E por que emitir a própria moeda não significa que o governo pode gastar sem limites?
Um episódio para sair da torcida e entender o filme completo das contas públicas brasileiras.
Cenário por: Casa Nuá (https://www.instagram.com/casanua.arq/)
Augusto Cury se apresenta como um candidato que não seria “nem de direita, nem de esquerda”, com uma suposta mente capitalista e um coração social. Mas será que as propostas econômicas apresentadas por ele realmente fecham?
Neste episódio do PresleyCast, eu reajo à entrevista de Augusto Cury na Globo e analiso, com dados e contexto, suas falas sobre dívida pública, bets, salário mínimo, inteligência artificial, BNDES, Previdência, Bolsa Família, reforma tributária, telemedicina e segurança das mulheres.
Tem diagnóstico correto, proposta sem comprovação e conta que simplesmente não fecha. Afinal, inflação mais 1% ao ano não produz um aumento de 60% no salário mínimo, e tributar bets não gera R$ 120 bilhões quando a conta é feita sobre a base errada.
Também explico quais pontos podem ser criticados pela esquerda e por que o discurso de “nem direita, nem esquerda” frequentemente esconde escolhas econômicas bastante conhecidas.
Dê o play e siga o PresleyCast para acompanhar os próximos episódios.
Lula foi ao Jornal Nacional falar sobre economia, dívida pública, juros, fraude no INSS, Correios, combate à fome, educação, segurança e as investigações envolvendo pessoas próximas ao presidente. Mas quais afirmações são verdadeiras, quais foram exageradas e quais simplesmente não batem com os dados?
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Neste episódio do PresleyCast, faço um react à entrevista e analiso os principais números apresentados por Lula e pelos jornalistas da Globo. Tem checagem do crescimento do PIB, do resultado fiscal, da dívida brasileira, das restituições do INSS, dos investimentos do Novo PAC e da situação financeira dos Correios.
Também explico por que algumas respostas econômicas de Lula não fazem sentido nem mesmo dentro de uma perspectiva de esquerda. Afinal, orçamento público não funciona como orçamento doméstico, crescimento não derruba a dívida automaticamente e comparar o Brasil com Japão e Estados Unidos sem falar do custo dos juros é contar apenas metade da história.
Um episódio para analisar a entrevista sem passar pano para Lula, mas também sem comprar o terrorismo fiscal da Globo.
Dá o play e compartilha com quem gosta de discutir política e economia com dados, contexto e sem economês.
Gostaria de agradecer a Rede Globo por não ter solicitado o bloqueio deste vídeo, reconhecendo o caráter crítico, analítico e transformativo do conteúdo.
Flávio Bolsonaro foi ao Jornal Nacional apresentar suas propostas para o Brasil. Mas o que é fato, o que é fake e o que simplesmente não fecha quando a gente olha para a economia?
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Neste episódio, reajo aos principais trechos da entrevista e analiso temas como impostos, dívida pública, juros, gastos do governo, livre mercado, privatizações e crise climática.
Também explico por que dizer que Lula “criou 30 impostos” distorce a discussão e onde as propostas econômicas de Flávio Bolsonaro encontram problemas quando saem do discurso e entram na conta.
Economia, política e dados sem simplificação.
O split payment vai taxar o Pix? O governo ficará com parte de todas as vendas? E quando esse novo sistema começa?
Neste episódio do PresleyCast, eu explico o que é split payment e uso a reforma tributária como contexto para separar os impactos reais das fake news que estão circulando na internet.
Falamos sobre IBS e CBS, IVA Dual, recolhimento automático de impostos, operações B2B, Simples Nacional, vendas parceladas, fluxo de caixa, capital de giro e o cronograma de implementação da reforma tributária.
O split payment não é um imposto novo nem uma taxa sobre qualquer Pix. Mas pode mudar a liquidez das empresas e expor negócios que dependem temporariamente do dinheiro dos tributos para financiar suas operações.
Um episódio para entender o que realmente muda com a reforma tributária — sem alarmismo e sem fingir que não existem problemas.
A Casas Bahia pediu recuperação judicial para renegociar R$ 17,3 bilhões em dívidas, fechou 298 lojas e anunciou milhares de demissões. Mas isso significa que o Brasil quebrou e que ninguém está mais comprando?
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Neste episódio, eu explico o que é uma recuperação judicial, quais serão os próximos passos e o que realmente levou uma das maiores varejistas do país a essa situação. Passamos pelo prejuízo de R$ 10,1 bilhões, pelo peso dos juros, pela inadimplência no crediário, pelas decisões de gestão e pela tentativa anterior de reorganizar as dívidas.
Também confronto a narrativa de colapso do consumo com os dados: o varejo cresceu 2,9% em junho na comparação anual, móveis e eletrodomésticos avançaram 7,5% e o comércio eletrônico próprio das Casas Bahia aumentou 15,3%, enquanto as lojas físicas perderam vendas.
O consumidor não deixou de comprar. Ele mudou onde compra, como compara preços e quais empresas escolhe. Essa transformação ajuda a explicar o fechamento de lojas, a migração dos empregos para logística e tecnologia e a concentração crescente do mercado nas grandes plataformas digitais.
Por fim, discuto onde entra o capitalismo predatório nessa história e por que os ganhos dessa transformação ficam concentrados, enquanto trabalhadores, fornecedores e pequenos comerciantes acabam pagando grande parte da conta.
A inflação desacelerou, mas a sensação de que tudo continua caro não desapareceu — e não é apenas uma impressão.
A fala de Míriam Leitão que gerou polêmica nas redes colocou novamente em discussão a diferença entre inflação e nível de preços. Quando o IPCA cai, isso não significa necessariamente que os produtos ficaram mais baratos. Na maioria das vezes, significa apenas que os preços estão aumentando mais devagar.
Neste episódio, eu explico por que a queda da inflação demora a chegar ao bolso, como alimentos, energia, aluguel e medicamentos afetam de maneira diferente cada faixa de renda e por que as famílias pobres sentem mais intensamente determinados aumentos.
Também analiso as principais causas da inflação no Brasil, o impacto do dólar, do petróleo, do clima, dos fertilizantes, dos juros e das decisões de política econômica. E discuto por que reduzir todo esse fenômeno à frase “a moeda perdeu valor” esconde uma parte importante do problema.
A inflação está desacelerando, mas o custo de vida continua elevado. O desafio é controlar os preços, recuperar o poder de compra e promover desenvolvimento econômico sem transformar desemprego, pobreza e queda da renda em instrumentos de combate à inflação.
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A dívida pública brasileira chegou a R$ 9,3 trilhões, mas esse número, sozinho, não explica se o país está quebrado, se o governo gasta demais ou se a dívida está fora de controle.
Neste episódio, explico como funciona a Dívida Pública Federal, por que o endividamento do Estado não pode ser comparado diretamente às dívidas de uma família e o que realmente fez a dívida crescer em 2026. Os dados do Tesouro mostram que mais de 80% desse aumento veio dos juros incorporados ao próprio estoque.
Também discuto a qualidade do endividamento: qual é a diferença entre financiar saúde, educação, infraestrutura e capacidade produtiva e assumir obrigações que não geram retorno econômico ou social? E até que ponto um bom investimento continua sustentável quando o país paga uma das maiores taxas de juros reais do mundo?
Com a Selic em 14% ao ano e quase R$ 1,2 trilhão em juros acumulados em doze meses, falar de responsabilidade fiscal exige discutir não apenas os gastos públicos, mas também o preço que o Estado paga para se financiar, quem recebe essa remuneração e quais interesses são afetados pela política monetária.
Uma entrevista é retirada do ar, um programa acaba e o convidado passa de político questionado a suposta vítima da censura.
Neste primeiro episódio, partimos da participação de Kim Kataguiri na DiaTV para discutir os limites do diálogo político. Qual é a diferença entre ouvir o contraditório e oferecer um palanque? Uma emissora digital criada por influenciadores e ligada ao público LGBT possui uma função social diferente da televisão aberta? E liberdade de expressão também significa ter acesso a qualquer espaço?
Analisamos ainda o alcance da direita nas redes, os projetos de Kim relacionados à população trans, a reação da DiaTV e a estratégia política de transformar críticas e decisões editoriais em uma narrativa de perseguição.
Porque uma coisa é falar sobre uma figura política. Outra é permitir que ela controle a narrativa sobre si mesma.
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