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Hoje é um dia especial.
É o dia da minha crisma.
Hoje, 7 de junho, vou confirmar que quero seguir a fé católica e aceitar Jesus como meu Salvador.
E não há dia melhor que este para falar sobre algo que me incomoda profundamente.
Algo que, se você é católico praticante, pode te fazer questionar tudo.
O Dado Que Todo Católico Precisa Ver
Esta semana saíram os dados atualizados do Censo 2022.
E um número me chamou MUITA atenção:
9,3% dos brasileiros se declaram sem religião.
Parece pouco? Deixa eu traduzir isso pra você:
Mais de 20 MILHÕES de pessoas.
Vinte milhões.
Isso é mais que a população de Portugal inteira. É quase toda a população da Austrália.
Vinte milhões de brasileiros dizendo: “Não tenho religião.”
A Reação Que Todo Católico Tem (E Está Errada)
A primeira reação da maioria dos católicos é previsível:
* Preocupação
* Lamento
* “Estamos perdendo fiéis!”
* “O mundo está cada vez pior”
* “É culpa da internet, dos jovens, da sociedade moderna...”
Como se isso fosse apenas uma derrota da fé.
Uma perda irreparável.
Mas hoje quero propor um olhar completamente diferente.
E posso fazer isso com propriedade.
Porque até alguns anos atrás, se eu respondesse essa pesquisa, estaria nessa estatística.
Eu seria mais um desses “sem religião”.
Minha Confissão: Por Que Eu Fugi Da Igreja
Não porque eu não acreditasse em Deus.
Muito pelo contrário.
Eu sempre tive fé. Sempre acreditei que havia algo maior.
Mas me distanciei completamente das instituições religiosas. Da Igreja. De tudo que representasse uma “religião organizada”.
Por quê?
Porque muitas vezes, ao longo da vida, encontrei nessas instituições:
* Mais julgamento do que acolhimento
* Mais regras do que relacionamento
* Mais exclusão do que inclusão
Vi pessoas que se diziam “muito católicas” mas não demonstravam o amor de Cristo no dia a dia.
Vi hipocrisia. Dureza de coração. Portas se fechando ao invés de se abrirem.
Então me tornei um desses brasileiros “sem religião”.
Mas não sem fé.
A Verdade Que Ninguém Quer Aceitar
Hoje, como católico praticante (no dia da minha crisma!), entendo algo que precisa ser dito:
Cada um desses 20 milhões de brasileiros representa uma oportunidade missionária GIGANTESCA para a Igreja.
Não são “pessoas perdidas”.
São pessoas em busca.
Não são “inimigos da fé”.
São corações feridos pela religião, esperando encontrar uma comunidade que os acolha de verdade.
E sabe quem tinha carinho especial por essa galera?
Jesus.
Ele passava mais tempo com os “sem religião” da época do que com os religiosos oficiais.
Os publicanos (considerados traidores). Os samaritanos (desprezadíssimos). As prostitutas (marginalizadas por todos).
Lucas 5:32 - Jesus diz claramente:
“Não vim chamar os justos, mas os pecadores ao arrependimento.”
O Que Jesus Fazia (Que Nós Não Fazemos)
O mais impressionante é a maneira como Jesus os recebia.
Ele não começava com:
* Lista de regras
* “Primeiro você precisa se arrumar”
* “Pare de pecar e depois volte”
Não.
Ele os acolhia. Recebia. Criava vínculo PRIMEIRO.
Demonstrava amor PRIMEIRO.
E depois, naturalmente, essas pessoas QUERIAM mudar de vida.
Não por obrigação.
Por gratidão. Por amor.
Como Eu Voltei (E O Que Isso Ensina)
Quando comecei a me reaproximar da Igreja, estava cheio de resistências. Preconceitos acumulados.
E sabe o que encontrei?
Não encontrei pessoas que me julgaram pelo que fiz na adolescência. Pelo que fiz na vida adulta.
Não me bombardearam com doutrinas.
Simplesmente me acolheram onde eu estava.
Na catequese, tive exemplos disso. Pessoas maravilhosas (tenho contato até hoje).
E isso fez TODA a diferença.
Foi o amor que me conquistou. Não o medo.
Foi a misericórdia que me trouxe de volta. Não a cobrança.
A Frase Do Papa Que Muda Tudo
Pesquisando para este programa, encontrei uma expressão do Papa Francisco que define perfeitamente isso:
“A Igreja como um hospital de campo.”
Hospital de campo = aquele hospital de guerra, montado em tendas no campo de batalha.
Onde quem está ferido pela vida, ferido por experiências religiosas traumáticas, ferido pela hipocrisia que viu...
Pode encontrar cura. Acolhimento. Uma nova chance.
A Pergunta Que Todo Católico Precisa Fazer
Mas isso nos desafia a uma reflexão muito profunda:
Que tipo de católico EU tenho sido?
Que tipo de Igreja EU represento no meu dia a dia?
Quando as pessoas me veem, convivem comigo...
Elas sentem mais vontade de se aproximar da fé católica ou de fugir?
A Analogia Da Padaria (Que Vai Te Fazer Pensar)
Uma boa padaria atrai clientes como?
Gritando “COMPRA PÃO! VEM COMPRAR PÃO!”?
Criticando outras padarias?
Não.
Pelo cheirinho do pão fresquinho que desperta desejo nas pessoas.
As pessoas seguem esse cheiro. Entram. Experimentam. Voltam. Até que se tornam clientes fiéis.
Nossa fé deveria ser assim.
Deveríamos exalar um aroma tão bom, tão atrativo, que as pessoas sentissem vontade de se aproximar.
Para entender de onde vem tanta paz. Tanta alegria. Tanto amor.
2 Coríntios 2:15 - “Somos o bom odor de Cristo para Deus.”
Agora...
Se em vez do cheirinho de pão fresquinho, exalamos:
* Crítica
* Julgamento
* Amargura
* Superioridade moral
Óbvio que as pessoas vão se afastar.
E depois reclamamos: “Ah, as pessoas estão virando sem religião! É o mundo de hoje, a internet, os jovens...”
Talvez o problema não sejam as pessoas.
Talvez o problema esteja conosco. Dentro da Igreja.
A Pergunta Que Pode Doer (Mas É Necessária)
Deixa eu te fazer uma pergunta direta:
Se alguém conhecesse a fé católica APENAS através de você...
Da sua forma de viver. De tratar pessoas. De se comportar. De professar a fé.
Essa pessoa se interessaria por conhecer mais sobre Jesus Cristo?
Ou pensaria: “Se isso é ser católico, não quero isso pra mim”?
Pode doer. Mas é necessária.
Porque evangelização não é sobre:
* Convencer pessoas
* Argumentar
* Provar que estamos certos
Evangelização é ter capacidade de ATRAIR pelo nosso testemunho.
É despertar curiosidade através de quem somos, do amor que demonstramos.
É ser tão diferente, tão cheio de graça, que as pessoas queiram saber qual é nosso segredo.
A Confusão Que Me Afastou (E Afasta Milhões)
Passei muito tempo da vida confundindo duas coisas:
Achava que ser católico era:
* Seguir lista de regras
* Frequentar missa por obrigação
* Repetir orações decoradas
* Julgar quem não segue os padrões
Essa visão me afastou muito da Igreja. Especialmente na adolescência.
Quando redescobri (na verdade, descobri DE VERDADE) o catolicismo, entendi:
Ter relacionamento com Deus é completamente diferente.
É:
* Acordar sabendo que sou amado incondicionalmente
* Conversar com Jesus como amigo próximo
* Sentir presença de Deus no dia a dia (com meu filho de manhã, no trabalho, nas dificuldades, nas alegrias)
* Viver fé como resposta de amor, não como imposição
A Crítica De Jesus Que Precisa Ser Ouvida
Jesus criticou duramente os fariseus.
Os “super religiosos” da época. Conheciam todas as leis. Cumpriam todos os rituais.
Mas não tinham essência do amor.
Mateus 15:8:
“Esse povo me honra com os lábios, mas o seu coração está longe de mim.”
E Jesus preferia a companhia dos “sem religião” da época.
Por quê?
Porque tinham coração aberto. Sede de Deus.
Mesmo sem saber expressar isso em termos teológicos.
A Descoberta Que Me Chocou
Uma das coisas que mais me chamou atenção quando voltei à Igreja:
Muitas pessoas que se declaram “sem religião” têm vida mais próxima dos valores do evangelho que alguns católicos praticantes.
Vi pessoas que não pisam na igreja há anos, mas são:
* Generosas
* Solidárias
* Perdoam
* São amáveis
Vi pessoas que não rezam terço, mas vivem na prática a misericórdia que Jesus ensinou.
Isso não significa que prática religiosa não seja importante.
Ao contrário - é fundamental para alimentar vida espiritual.
Mas significa que precisamos distinguir:
Aparência religiosa (especialmente nos tempos de “catolicismo do Instagram”)
vs.
Essência cristã
1 Coríntios 13:
“Ainda que eu falasse a língua dos homens e dos anjos, se não tivesse amor, seria como bronze que soa ou símbolo que retine.”
A Verdade Sobre Os “Sem Religião”
Muitas dessas pessoas que aparecem na estatística como “sem religião”:
Não são contra Deus.
São contra a religião como conheceram.
Talvez:
* Cresceram em família onde religião era instrumento de controle
* Foram julgadas por católicos que se achavam melhores (soberbos)
* Viram escândalos na Igreja e se decepcionaram
* Simplesmente nunca encontraram comunidade que as fizesse sentir em casa
A Parábola Que Muda A Perspectiva
Lucas 14 - Parábola do Banquete:
Um homem preparou grande festa. Convidou muitas pessoas.
Mas os convidados originais arranjaram desculpas para não ir.
Então ele mandou convidar:
* Os pobres
* Os aleijados
* Os cegos
* Os mancos
Exatamente aqueles que a sociedade religiosa da época desprezava.
Essa parábola nos faz pensar:
Será que nós, católicos, temos sido como os primeiros convidados?
Tão preocupados com nossos assuntos, nossas certezas, que perdemos capacidade de ver quem realmente está com fome do banquete de Deus?
Será que estamos tão confortáveis com nosso “clubinho católico do Instagram” que não percebemos...
Que milhões de pessoas estão lá fora esperando convite GENUÍNO para entrar?
10 Formas PRÁTICAS De Ser Católico Que Atrai (Não Que Afasta)
Chega de teoria. Vamos à prática.
Como ser católico que atrai corações em busca?
1. Seja Autêntico
Pessoas percebem MUITO rápido quando fé é genuína ou quando é só performance.
A falsidade cheira. (Uso essa frase nos meus treinamentos)
Se você vive “performance da religiosidade” só para impressionar...
Se tem vida dupla (santo na igreja, insuportável em casa)...
A evangelização é contraproducente.
2. Seja Humilde
Quando me reaproximei da Igreja, o que mais me ajudou foram católicos que não tinham todas as respostas.
Que tinham dúvidas também. Que lutavam para viver fé no dia a dia.
Por isso faço questão de fazer este programa nesse cenário:
* De católico cheio de dúvidas
* Que não tem todas as certezas
* Que também luta para viver fé no dia a dia
* Alguém honesto com as dificuldades
Porque isso me faz sentir que EU também posso ter lugar na caminhada.
Mesmo sendo imperfeito.
3. Seja Curioso Sobre A Jornada Das Pessoas
Em vez de já chegar com julgamento pronto sobre quem se afastou da religião...
Que tal se interessar genuinamente pela história?
Perguntar:
* O que te levou a se afastar da Igreja?
* O que você espera da sua espiritualidade?
* Como vê Deus na sua vida?
Muitas vezes só o fato de alguém se interessar sinceramente já abre o diálogo.
4. Seja Paciente
Conversão (ou reconversão) é processo, não evento.
Eu levei ANOS para adotar essa prática.
Houve:
* Momentos de avanço
* Momentos de retrocesso
* Momentos de dúvida (que acontecem todos os dias)
* Momentos de certeza
As pessoas que me ajudaram nessa jornada respeitaram meu tempo.
Minha esposa Camila é grande exemplo.
Quando disse que ia fazer catequese, ela perguntou: “Mas você sabe que ao final se batiza, né?”
Respondi: “Sei. Mas quero fazer catequese primeiro. Se no meio do processo entender que não faz sentido, aviso e saio.”
Imagina se ela tivesse dito: “Não pode fazer catequese se não tiver certeza que vai se batizar!”
Eu teria me afastado.
Hoje, 7 de junho, é o dia da minha crisma.
Só foi possível porque tive pessoas ao meu lado que me apoiaram, me acolheram.
Respeitaram meu tempo.
5. Seja Coerente
Sua fé precisa fazer diferença na forma de viver.
Precisa virar comportamento.
Se é católico praticante mas continua sendo:
* Egoísta
* Vingativo
* Preconceituoso
Qual testemunho de fé está dando?
São Francisco de Assis:
“Pregue o evangelho o tempo todo. Se necessário, use palavras.”
No mundo corporativo, essa frase é dita como “Walk the talk” - pratique o que fala.
Seja exemplo vívido do que coloca para fora em palavras.
6. Seja Transparente Com Suas Lutas
Uma das maiores carências do mundo moderno: falta de atenção genuína.
Quando demonstra interesse genuíno pela vida de alguém...
Quando pergunta sobre sonhos, medos, alegrias...
Quando oferece presença sem esperar nada em troca...
Você está fazendo algo revolucionário hoje.
Está amando como Jesus amou.
7. Não Tenha Medo De Admitir Dúvidas
Tem uma autora que gosto muito (pesquisadora): Brené Brown.
Livro: “A Coragem de Ser Imperfeita”
Ela diz (e ensino isso em treinamentos de liderança):
“Vulnerabilidade gera conexão.”
E Jesus praticava isso desde que o mundo é mundo!
Uma das coisas que mais afasta pessoas da gente (católicos):
A impressão de que quem é religioso tem que ter todas as respostas. Nunca pode demonstrar fraqueza ou incerteza.
Mas fé verdadeira não é ausência de dúvidas.
Se todo mundo tivesse certeza de tudo, não haveria necessidade de fé.
Fé é coragem de continuar caminhando mesmo com dúvidas.
São Tomé duvidou da ressurreição. Jesus não o condenou. Deu oportunidade de tocar nas feridas e esclarecer dúvidas.
O que isso ensina?
Deus não tem medo das nossas dúvidas.
Então por que temos medo de admitir que as temos?
8. Pratique Hospitalidade
Primeiras comunidades cristãs - característica marcante: hospitalidade.
Romanos 12 - Paulo diz explicitamente: “Pratiquem a hospitalidade.”
Abriam casas. Compartilhavam refeições. Acolhiam estrangeiros.
Hoje?
Convida para almoço, café depois do trabalho, conversa informal.
Quando abre casa e tempo para alguém, está dizendo: “Você é importante. Você tem valor.”
Muitas vezes é nesse ambiente descontraído que conversas mais profundas acontecem.
Não precisa ser sofisticado. Simples mesmo.
“Vamos tomar café lá em casa?” “Vamos numa padaria?”
Pode ser início de grande amizade. Quem sabe jornada espiritual.
O importante: que seja genuíno. Que venha do coração.
Não com intuito “agora vou converter essa pessoa”.
Mas genuinamente interessado em se aproximar de quem talvez precise ouvir palavra boa.
9. Seja Ponte, Não Muro
Quando alguém conta experiência negativa com religião, não fique na defensiva.
Não tente defender instituição ou justificar o que aconteceu.
O melhor a fazer:
Reconhecer que realmente nem sempre a Igreja tem sido o que deveria ser.
(Afinal, é feita por homens)
Eu escuto. Entendo sentimento. Valido.
Já pedi desculpas em nome da Igreja.
E depois compartilho: felizmente existem comunidades católicas diferentes disso.
Pessoas que vivem fé de forma acolhedora, trazendo misericórdia de Deus.
É como restaurante com experiência ruim.
Se amigo falar “todos os restaurantes são assim”, você não acredita.
Mas se disser: “Que pena sua experiência. Mas conheço restaurante onde atendimento é completamente diferente. Bora lá?”
Talvez você ficasse curioso para experimentar.
Precisamos ser exemplo daquilo que falamos.
Viver misericórdia de Deus de maneira real, concreta.
10. Celebre A Vida Com Alegria
Uma das coisas que mais me chama atenção nos evangelhos:
Jesus gostava de festa!
Primeiro milagre registrado? Transformou água em vinho numa festa de casamento.
Comia com publicanos, pecadores. Celebrava cada conversão, cada encontro.
Às vezes associamos catolicismo com:
* Tristeza
* Rigidez
* Proibições
Existem momentos mais sérios, sim. Mais introspectivos.
Mas existem momentos de alegria. De celebrar.
Filipenses: “Alegrai-vos sempre no Senhor.”
Quando vive fé com alegria genuína...
Celebra bênçãos da vida...
Encontra motivo para ser grato mesmo em momentos difíceis...
Está mostrando que fé não é fardo. É libertação.
E isso é muito atrativo para pessoas cansadas da negatividade do mundo.
A Analogia Do Ímã
O ímã não precisa ficar correndo atrás de objetos metálicos.
Ele simplesmente é magnético.
Chega perto e objetos são atraídos naturalmente.
Assim deveria ser nossa fé.
Tão cheia do amor de Cristo que naturalmente atraímos pessoas em busca.
A Verdade Que Muda Tudo
Esses 9,3% de brasileiros sem religião...
Esses 20 milhões de pessoas...
Não são estatística negativa.
São oportunidade missionária para a Igreja.
São pessoas que muitas vezes têm mais sede de Deus do que imaginamos.
Só estão esperando encontrar um católico, uma católica que viva fé de forma atrativa, não repulsiva.
Jesus disse: “Quando eu for levantado da terra, atrairei todos a mim.”
Jesus não atrai por:
* Força
* Imposição
* Medo
Atrai por:
* Amor
* Misericórdia
* Esperança
E nós, como discípulos, deveríamos fazer o mesmo.
Meu Desafio Para Você
Seja um católico tão cheio da alegria do evangelho que as pessoas ao seu redor fiquem curiosas para saber qual é seu segredo.
Seja carta viva de Cristo.
Não escrita com caneta. Mas com Espírito do Deus vivo.
A Oração Que Fiz (E Convido Você A Fazer)
No dia da minha crisma, quero fazer esta oração.
Por todas essas pessoas - esses brasileiros que se declararam sem religião.
E por nós, católicos.
Para que possamos ser ferramentas e instrumentos de acolhimento.
Se puder, fecha os olhos:
Senhor, sabemos que muitos se afastaram da religião não por falta de fé, mas por não terem encontrado Teu verdadeiro rosto nas comunidades religiosas.
Perdoa-nos quando formos mais muros que pontes. Quando quisemos ser mais juízes que praticar a misericórdia que nos ensinaste.
Peço que faça de nós católicos que atraem pela verdade vivida, não só pelo discurso vazio.
Que sejamos testemunho tão luminoso que desperte curiosidade das pessoas sobre Ti.
Que nossa alegria seja tão genuína que as pessoas queiram conhecer a fonte da nossa esperança.
Abençoa cada pessoa distante da Igreja, mas próxima do Teu coração.
Manda trabalhadores à Tua messe.
E faz de cada um de nós um missionário do Teu amor no ambiente onde vivemos e trabalhamos.
Que Maria, mãe da Igreja, estrela da evangelização, nos ensine a ser acolhedores como ela foi na visitação a Isabel.
Amém.
A Verdade Final
Cada pessoa sem religião que você conhece pode estar esperando exatamente o tipo de católico que você pode ser:
* Acolhedor
* Misericordioso
* Alegre
* Cheio da esperança de Cristo
Seja luz.
Seja sal.
Seja ponte.
E lembre-se do que São Francisco nos ensinou:
“Pregue o evangelho o tempo todo. Se necessário, use palavras.”
Este texto é baseado no programa Fé em Sintonia, da Rádio Cantate FM 104.5, apresentado por Max Pena.
No dia da sua crisma ou batismo, que tipo de católico você prometeu ser? E que tipo você tem sido de verdade?
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