Prestes a completar 25 anos, a criação comunitária de tambaquis em Anã ganhou reforço. Com uma máquina própria para produzir ração para alimentar os peixes criados pelo grupo na comunidade, será possível melhorar a qualidade, já que a base alimentar será orgânica (sem conservantes) e reduzir custos. “É um trabalho que gostamos de fazer, que traz renda para comunidade e fomenta o turismo”, destaca o morador Antônio Cardoso, 52.
A primeira oficina que deu início aos testes da extrusora foi realizada no período de 31/10 a 01/11, reunindo as lideranças do grupo para as primeiras experimentações. Uma casa foi estruturada para receber o equipamento adquirido no Mato Grosso, referência na produção do alimento. A estimativa, segundo o coordenador de Extensão Rural do PSA, Márcio Roberto, é que os piscicultores produzam cerca de 150 quilos de ração por hora. “O objetivo desse treinamento foi capacitar os criadores para que eles tenham possibilidade de manusear as máquinas, produzindo sua própria ração e fortalecendo a atividade de piscicultura na comunidade de Anã”.