Mare of Easttown promete contar a história da detetive Mare, de Easttown, uma pequena cidade onde ela deverá investigar um assassinato local enquanto a sua vida pessoal desmorona.
Esse é um plot bem batido. Já tivemos boas séries e mini-series desse tipo, e posso falar que o que salva esta série da HBO é a sua inusitada escolha de elenco. Eu tive uma boa surpresa com Evan Peters aqui.
O que me assombra, no entanto, é a escolha menos óbvia de Kate Winslet como policial. A sua personagem é muito mais uma mãe em luto do que uma polícia propriamente.
Segundo a sua psicologa, Mare faz o seu trabalho investigativo para suprir a perda familiar. Todos da cidade parecem conhecer Mare, o que eu acho engraçado. De um lado todos a odeiam, de outro tentam ajudá-la. Mas não seria a investigação criminal o papel fundamental do detetive? Por que a série parece querer justificar obsessão de Mare pelo caso, usando de gatilho sua perda pessoal? Ora, esse é o trabalho dela. Mas a série quer que nos importemos com sua humanidade e reforça isso o tempo todo.
A série entrega o prometido, mas me pergunto o que leva a atriz a aceitar o papel. Lembrando que a atriz também é produtora aqui. Ou seja, este é um papel muito mais íntimo, presumo. Mas por que uma policial? Por que uma policial demasiado humana?
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