Neste episódio do Proposições, eu sento à mesa com o Brunno Moleta para conversar sobre algo que está nos incomodando há muito tempo: como fomos aceitando viver uma “vida de igreja” com pouco relacionamento real. A partir da caminhada dele como psiquiatra, cristão e irmão de mesa, o Brunno mostra como o isolamento deixou de ser consequência e passou a ser causa de muitas dores emocionais e espirituais. A gente fala sobre a importância dos sentidos na fé (tocar, ouvir, cheirar, ver, falar), sobre a diferença entre contato e comunhão, e sobre o perigo de termos ambientes super espiritualizados, mas pobres de encontro verdadeiro. Entramos em temas como frustração, perdão, identidade em Cristo, amizade, casamento, criação de filhos e o papel da igreja como espaço de prevenção, e não apenas de “socorro” quando tudo já está quebrado. É uma conversa sincera, às vezes desconfortável, mas cheia de esperança, para quem ainda crê que a mesa, o abraço e a vulnerabilidade são parte essencial do evangelho.