No espaço da cultura popular, apesar de todas as contradições, é comum vermos mulheres sendo referências e referenciadas, seja no âmbito da música, na dança, na pintura ou no artesanato.
No programa desta semana vamos conhecer a história de duas damas da cultura pernambucana, Ana das Carrancas conhecida como a “dama do barro” e Dona Duda, reconhecida como a “dama da ciranda”.
Ana Leopoldina dos Santos, mais conhecida como Ana das Carrancas ou a ‘dama do barro’ nasceu no ano de 1923 num distrito de Ouricuri, sertão do Araripe pernambucano. Filha de artesã, desde criança Ana teve contato com o barro mas somente adulta, após se mudar para a cidade de Petrolina foi que se transformou em Ana das carrancas. Em 2006, ela recebeu o título de Patrimônio Vivo de Pernambuco. Dois anos mais tarde, faleceu aos 85 anos, tendo transmitido seus conhecimentos às suas filhas que dão continuidade à sua obra.
Nascida como Vitalina Alberta de Souza Paz, Dona Duda como ficou conhecida, escolheu seu nome aos 8 anos de idade. Nascida no dia 16 de abril de 1923, a ‘dama da ciranda’ movimentou a praia do Janga com cirandas feitas, inicialmente, para divertir os filhos dos pescadores, nas décadas de 1960 e 1970. Compositora de mais 200 músicas, ela é uma grande referência da ciranda de Pernambuco e do Brasil. Em 2021 a Funndação Joaquim Nabuco (FUNDAJ) lançou o documentário ‘Dona Duda da Ciranda’ que aos 98 anos, contou as histórias e versos das músicas que compôs. Dona Duda faleceu aos 98 anos no início de 2022.
Nossas convidadas são Tamires Coêlho, petrolinense professora do Departamento de Comunicação Social da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e Cylene Araújo, jornalista, cantora e autora da mini-biografia “Dona Duda: a primeira cirandeira do Brasil”.
O Prosa e Fato é um programa de entrevistas que debate os mais diversos temas a partir de uma visão popular e vai ao ar na Rádio Paulo Freire 820 AM todas as segundas às 12h, na Rádio Brasil de Fato e também nas principais plataformas de streaming, como Spotify e Google Podcasts.