Importante que fique registrado:
Irei vender a um preço muito caro minha experiência de mundo.
A experiência reversa ainda não tinha sido pensada.
Por mais que Freud tenha dito que o Eu é conquistado de modo invertido em relação à vivência, esse material permaneceu inexplorado.
Na história de Bento Santiago Machado também mostra essa inversão.
O Eu sempre compreende depois o que aconteceu antes – isso, quando compreende.
Freud deixou escrito que “o Eu não é senhor de sua morada” – faltando esclarecer melhor seu sentido.
Como essa proposição foi publicada em 1917, depois da ruptura com Jung devido ao engano quanto ao Narcisismo, estaria querendo dizer que o Eu não é senhor do engano.
O Eu nunca sabe, obviamente, quando está sendo enganado.
O Eu jamais será senhor do engano.
O inconsciente foi o engano de Freud.
Depois do Narcisismo, de 1914, Freud, olhando para trás, teria que ter reformulado a psicanálise.
Como tudo na vida da gente, chegando adiante, descobre-se um erro acontecido lá atrás.
Parece a própria loucura humana que se passa uma vida sem se saber ao certo o que antes se estava fazendo!
Quando alguém joga com o que você, de modo inconsciente, está fazendo, e você descobre depois, toda a compreensão muda.
O "enigma do Narcisismo" nunca foi muito bem explicado, mas a ideia é bem simples:
Ainda que exista um Eu antes e durante a experiência, o Eu somente irá saber o que foi a experiência depois de tê-la vivido.
Como não existe análise do futuro, tudo o que resta é analisar o passado!