O último mês do ano chegou e, junto a ele, a campanha Dezembro Vermelho, que intensifica a luta e a prevenção contra o HIV e a Aids. O mês de dezembro foi escolhido pelo Ministério da Saúde em razão do Dia Mundial de Combate à AIDS, que é celebrado no dia primeiro de dezembro. O objetivo é reforçar a solidariedade, a tolerância, a compaixão e a compreensão com pessoas portadoras de HIV. No programa "Resenha 107" desta sexta-feira (04), conversamos com o infectologista Dr° Antonino Adriano Neto sobre pré-conceito, tratamento e prevenção do HIV/AIDS.
Cerca de 920 mil pessoas vivem com HIV no Brasil atualmente. O Ministério da Saúde apresentou no dia 01 de dezembro, data em que é celebrado o Dia Mundial da Luta Contra Aids, o Boletim Epidemiológico HIV/Aids 2020. O documento consolida dados de diagnósticos e infectados no ano passado e compara os casos dos últimos anos no país.
Segundo o MS, do total de pessoas que possuem o vírus da Aids, 89% foram diagnosticadas com a doença, 77% fazem tratamento com antirretroviral e 94% das pessoas em tratamento não transmitem o HIV por via sexual, já que têm carga viral indetectável. Até outubro de 2020, cerca de 642 mil pessoas estavam em tratamento com o antirretroviral. Em 2018, o número de pacientes que realizavam esse tratamento era de 593.594 pessoas.
O ministério também estima que aproximadamente 10 mil casos de Aids foram evitados no Brasil entre 2015 e 2019. O maior número de casos da doença viral está entre os jovens de 25 e 39 anos. Ao todo são 492,8 mil casos dos quais 52,4% são do sexo masculino e 48,4% são do sexo feminino.
Desde 2012, a taxa de detecção de Aids no Brasil está em decréscimo. O número passou de 21,9 casos por 100 mil habitantes, em 2012, para 17,8 casos por 100 mil habitantes, em 2019. Uma queda de 18,7% no número de registros da doença.
A taxa de mortalidade da doença também caiu. Foi observada uma queda de 17,1% nos últimos cinco anos. Em 2015, foram reconhecidos 12.667 óbitos pela doença. Já em 2019, foram 10.565 mortes.