Os transtornos mentais resistentes ao tratamento trazem grande sofrimento ao paciente, tanto pela condição clínica, como pela falta de esperança por não verem resposta suficiente nos medicamentos usados. Felizmente, outras formas de terapias podem ser indicadas a esses indivíduos, como a Neuromodulação.
A neuromodulação é o ato de reorganizar as transmissões de informações do sistema nervoso. Dentre as técnicas de neuromodulação, estão a Eletroconvulsoterapia (ECT) e a Estimulação Magnética Transcraniana (EMT).
ECT e EMT: diferenças e semelhanças
são considerados não invasivos;
possuem eficácia bem estabelecida para certos transtornos mentais;
são aprovados por diversos órgãos reguladores;
são disponíveis clinicamente.
Na ECT, eletrodos são colocados sobre o couro cabeludo do(a) paciente e, por meio de uma corrente elétrica entre eles, uma convulsão controlada é induzida no cérebro.
Já a EMT utiliza-se de bobinas que produzem um campo eletromagnético em uma região do cérebro, autogerando uma corrente elétrica que estimula aquela região.
Pelo estado convulsivo, a ECT necessita de anestesia e relaxantes musculares para evitar danos físicos e cognitivos (essa técnica possui um pouco mais de efeitos colaterais), e a EMT não precisa de anestesia, e os efeitos colaterais geralmente são mais leves e menos frequentes a cada nova sessão.
Entretanto, mesmo sem precisar de anestesia na EMT e com o paciente acordado, as duas devem ser cuidadosamente monitoradas por uma equipe médica.
O tempo de tratamento das duas pode variar de dias a semanas, a depender do quadro.
Quando alguém é candidato(a) a essas terapias, são levados em conta primeiramente alguns fatores:
a gravidade do transtorno;
o risco de efeitos colaterais;
a tolerância do(a) paciente aos procedimentos;
e a própria preferência do(a) paciente.
Para isso, é imprescindível que ocorra acompanhamento com um psiquiatra para uma detalhada avaliação e indicação.
Detalhes com médica psiquiatra Dr.ª Kelen Cancellier Cechinel Recco.