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Como pensar a favela como parte da cidade e garantir aos seus moradores o direito de permanecer em seus territórios com dignidade? Neste episódio do Rádio Cidadania, Magda Gomes, coordenadora do coletivo Rocinha Resiste, conversou sobre sua trajetória como mulher negra e favelada e sobre a atuação dos movimentos sociais na Rocinha.
Magda falou sobre a criação e a trajetória do Rocinha Resiste, refletiu sobre a importância da organização política dos moradores das favelas e discutiu alguns dos principais desafios enfrentados hoje pela Rocinha, como saneamento básico, mobilidade urbana, turismo predatório e especulação imobiliária. A conversa também abordou as políticas públicas voltadas às periferias e a necessidade de garantir que o desenvolvimento desses territórios não resulte na expulsão de seus próprios moradores.
Como o cinema pode ajudar a preservar a memória da ditadura e a compreender as marcas desse período no Brasil de hoje? Neste episódio do Rádio Cidadania, a cineasta Anita Leandro, professora de cinema da UFRJ e diretora do documentário Anistia 79, conversou sobre a luta pela anistia e as disputas que, quase 50 anos depois, ainda cercam a Lei da Anistia no país.
A conversa abordou a descoberta das imagens históricas da Conferência Internacional pela Anistia, realizada em Roma em 1979, que deram origem ao documentário, e refletiu sobre a importância dos arquivos para recuperar histórias e personagens da resistência à ditadura. Anita também discutiu a relação entre a ausência de uma Justiça de Transição efetiva e a permanência da violência de Estado no Brasil, além do papel do cinema documental na preservação da memória histórica e na defesa da democracia.
Anistia 79 estreia nos cinemas brasileiros em 20 de agosto.
Como o conhecimento produzido nas favelas pode ajudar a compreender o Brasil? Neste episódio da Rádio Cidadania, a cientista política, pesquisadora da Fiocruz e sanitarista Sonia Fleury conversou sobre o Dicionário de Favelas Marielle Franco, iniciativa que reúne pesquisas, memórias e saberes produzidos nos territórios populares.
Ao longo da entrevista, Sonia refletiu sobre o papel das favelas na produção de conhecimento, discutiu como essa experiência pode contribuir para a formulação de políticas públicas e analisou o que esses territórios revelam sobre a democracia brasileira. A conversa também abordou sua participação na Reforma Sanitária, o legado da criação do SUS e os desafios para preservar o direito universal à saúde.
A Rádio Cidadania entrevistou Maria Isabel Couto, diretora de Dados e Transparência do Instituto Fogo Cruzado, organização que se consolidou como uma das principais referências na produção de dados sobre violência armada no Brasil.
Ao longo da conversa, Maria Isabel apresenta a trajetória do Instituto, explica como funciona o trabalho de monitoramento colaborativo da violência armada e discute a importância da produção de dados independentes para ampliar a transparência, qualificar o debate público e contribuir para a formulação de políticas de segurança baseadas em evidências. A entrevista também aborda a relação do Fogo Cruzado com o poder público, os desafios de transformar informação em instrumento de mudança e o papel da sociedade civil na construção de uma agenda de segurança mais democrática e eficiente.
Neste episódio da Rádio Cidadania, recebemos o historiador Felipe Lott, integrante do Coletivo Filhos e Netos por Memória, Justiça e Verdade, para uma conversa sobre a importância da preservação da memória da ditadura militar brasileira e os desafios da luta por verdade e justiça no país.
Felipe refletiu sobre a atuação do coletivo, discutiu as permanências da violência de Estado na democracia brasileira e analisa os avanços e limites da Justiça de Transição.
Um episódio para compreender por que memória, justiça e verdade continuam sendo temas fundamentais para a democracia.
O Rádio Cidadania, recebeu Camila Moraes, do Levante Popular da Juventude e secretária da União Nacional dos Estudantes (UNE) para uma conversa sobre sua trajetória política, a atuação do Levante Popular, o papel da UNE na atualidade e a relação entre o movimento estudantil e os movimentos sociais. O programa também debateu os desafios da juventude brasileira, a conjuntura política do país às vésperas das eleições de 2026 e as formas de participação política das novas gerações.
Neste episódio da Rádio Cidadania, a Universidade da Cidadania recebe Emília de Souza, moradora da comunidade do Horto, no Jardim Botânico (RJ), e uma das fundadoras do Museu do Horto. Em conversa com Dulce Pandolfi, Itamar Silva e Lucas Abreu, o programa aborda a trajetória de resistência da comunidade, que por décadas enfrentou ameaças de remoção, o acordo firmado em 2025 que garante provisoriamente a permanência dos moradores e os desafios atuais, como a forte especulação imobiliária na região. A entrevista também destaca a criação e o papel do Museu do Horto na preservação da memória local e na afirmação do direito à cidade.
O Rádio Cidadania recebeu Renata Aguiar dos Santos, da Rede de Apoio a Pessoas Afetadas pela Violência do Estado, a Raave. Renata contou como transformou a tragédia de perder dois filhos para a violência do Estado em energia para tentar acolher mães e pais que passem por situações parecidas, e dar a eles acesso à Justiça para que consigam garantir seus direitos. Renata também contou como a parceria da UFRJ com a Raave cria um espaço de troca entre a população e a universidade.
Neste episódio do Rádio Cidadania, a Universidade da Cidadania recebe Vitor Milhesse, coordenador da Casa Fluminense, para uma conversa sobre participação social e políticas públicas na Região Metropolitana do Rio de Janeiro.
A conversa aborda a criação da instituição, a Agenda Rio 2030 e o curso de formação em políticas públicas, além do papel da sociedade civil na formulação de propostas, na produção de dados e na incidência em anos eleitorais.
O Rádio Cidadania recebeu a psicóloga Ariadne de Moura Mendes, coordenadora do Bloco Carnavalesco Loucura Suburbana. Criado no Instituto Municipal Nise da Silveira, o bloco rompeu os muros do hospício e resgatou o carnaval de rua do Engenho de Dentro, reunindo usuários, familiares, funcionários da rede de saúde mental e moradores do bairro, e tornou-se Ponto de Cultura em 2009. Na conversa, Ariadne contou a história do bloco e explicou o valor que a integração entre políticas públicas de cultura e saúde mental podem ter.
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