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A saúde é o assunto do momento em Criciúma, e isso reverberou também nos corredores da Câmara de Vereadores. Durante a sessão realizada na última segunda-feira (16), os legisladores debateram a falta de leitos de UTI pediátricos, mas também trataram sobre as filas nas unidades de pronto atendimento. O alerta foi levantado pela vereadora Giovana Mondardo (PC do B).
Em sua manifestação na tribuna, ela relatou a visita nas unidades de saúde e afirmou que tomou ciência de casos de pessoas que esperaram de cinco a seis horas para serem atendidas, inclusive nas Unidades de Pronto Atendimento. “Fui em algumas unidades e percebemos não só a ausência de profissionais, mas também a necessidade de se conduzir como atenção primária. Percebemos uma transposição da responsabilidade para as UPAs e hospitais. A UBS não pode ser um ambulatório. Tem fila pra psicólogo, falta médico, técnico de enfermagem... Teve uma unidade que fui e só havia uma enfermeira, e a população esperando”, revelou Giovana.
A vereadora apontou como uma das razões para isso a sobrecarga do Sistema Único de Saúde (SUS). Ela apresentou um dado de que antes da pandemia do novo coronavírus, 75% da população brasileira só tinha acesso ao SUS. Após esse período, com o encarecimento dos planos de saúde, a procura aumentou. Giovana cobrou ainda a contratação de mais profissionais para preencher essa demanda. Esse relato foi reforçado por Julio Kaminski (PP), que se disse preocupado com a situação. “Tenho recebido por parte de usuários da UPA da Próspera muitas reclamações do atendimento”, acrescentou.
O vereador Antônio Manoel (PSDB) fez um contraponto e citou que esse problema é antigo. Além disso, ele pediu para reforçar a cobrança em cima das empresas que gerenciam as UPAs. “O município deu a concessão a eles e nós temos que cobrar. Como cobramos do município, temos que cobrar dessas empresas que vem aqui, se comprometem a fazer um bom trabalho e depois terminam mal”, ponderou.
Para resolver essa situação, a Prefeitura trabalha em cima de um Projeto de Lei para que o município possa bancar o último ano de faculdade dos acadêmicos de medicina, tendo como contrapartida o compromisso de atuar por 18 meses nas unidades básicas de saúde de Criciúma. Segundo o vereador Antônio Manoel, o projeto, que terá parceria com a Unesc, está chegando na Câmara.
Ouça abaixo a reportagem completa:
Desde que a previsão do tempo passou a indicar a proximidade de uma frente fria, que prometeu derrubar as temperaturas na região, os equipamentos sociais da Prefeitura de Criciúma iniciaram a execução de estratégias para proteger pessoas em situação de rua. Esse trabalho é realizado, principalmente, pela Secretaria de Assistência Social e Habitação e pela Defesa Civil.
Segundo o secretário Bruno Ferreira, os moradores de rua têm sido abordados e orientados a procurar a Casa de Passagem, que está localizada no bairro Pinheirinho. Esse local tem por finalidade acolher essas pessoas em caráter emergencial e provisório, oferecendo espaço adequado a elas. “A Casa de Passagem tem cama, tem janta, eles podem tomar banho, tem um atendimento psicossocial, tem o encaminhamento para o mercado de trabalho. Muitos deles não têm documentação, e é feito o pedido pelo documento. Caso a pessoa não queira ser encaminhada, entregamos os cobertores”, detalhou Ferreira.
Essa procura maior foi notada nos últimos dias. A psicóloga da Casa de Passagem, Luciana Oliveira informou que, de fato, a busca pelo abrigo aumentou nos últimos dias. “Recebemos o pessoal que vive em situação de rua, os itinerantes, recebemos bastante demanda de pessoas que vem apenas para pernoitar e pessoas que vem em busca de trabalho, de um recomeço e até de uma ajuda para resgatar o vínculo familiar”, explicou Luciana.
Em função do momento e da proximidade do inverno, a Casa de Passagem está recebendo doações para acolher essas pessoas em situação de rua. O espaço abriga até 30 pessoas, mas com os dias frios, é possível receber mais pessoas. “Estamos recebendo doações de colchões, cobertores, alimentos, produtos de higiene, todas as doações serão bem vindas”, completa Luciana.
Enquanto isso, a Assistência Social continua nas ruas, com a colaboração da Defesa Civil, mantendo a orientação para que moradores de rua procurem a Casa de Passagem
Ouça o boletim completo:
Uma mobilização de servidores e representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) busca sensibilizar o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) a manter a 3ª Vara do Trabalho em Criciúma. Uma manifestação já foi realizada na última sexta-feira (13) e um novo ato é programado para esta semana.
Um processo administrativo que tramita no TRT propõe a transferência da vara para o município de Itapema. Segundo servidores ouvidos pela reportagem, o fluxo de processos é alto e a diminuição de uma vara tende a reduzir a velocidade da tramitação das causas trabalhistas da região carbonífera. O Sindicato dos Trabalhadores do Poder Judiciário Federal em Santa Catarina (Sintrajusc) está se mobilizando contra a extinção da vara e organiza uma manifestação para quarta-feira (25), a partir das 13h.
Miguel Napoli, coordenador regional sul do Sintrajusc, afirma que ao tomar essa medida, o TRT está “cobrindo um santo e destapando outro”. “Existe um pleito de Itapema e o Tribunal quis optar pelo caminho mais fácil”, afirmou. “Se Itapema tem demandas, que se atenda, mas Criciúma não vai ter redução de atividades jurisdicional”, completou Napoli.
A OAB de Criciúma está engajada nesta pauta e também luta pela manutenção da terceira vara na cidade. Recentemente, o assunto foi tratado em Florianópolis pela presidente da OAB de Santa Catarina, Cláudia Prudêncio, que esteve reunida com a presidência do TRT junto de Alisson Matos, presidente da entidade em Criciúma. Rodrigo Custódio, presidente da Comissão da Advocacia Atuante na Justiça do Trabalho da OAB de Criciúma, cita que o Tribunal tirou proveito de uma pauta da entidade ligada aos advogados, que foi a criação de uma vara em Itapema, sem pensar na situação da cidade da região carbonífera.
“Em nenhum momento a OAB solicitou a transferência de Vara do Trabalho de um local a outro, e sim a criação de uma em Itapema. O Tribunal, por sua iniciativa, está trabalhando no sentido de extinguir a 3ª Vara de Criciúma, e isso vai trazer um prejuízo gigantesco”, analisou Custódio.
Segundo o advogado, a demanda de processos é bastante alta na região carbonífera, o índice de acordos é baixo e a extinção de uma vara judicial tende a sobrecarregar as outras três existentes em Criciúma. O entendimento é que os dados que o TRT tem levado em conta são mascarados por causa da pandemia.
Para o presidente da Comissão da Advocacia Atuante na Justiça do Trabalho da OAB de Criciúma, é preciso de uma grande mobilização para evitar que a terceira vara do trabalho seja transferida para Itapema. Custódio afirmou ainda que caso a extinção ocorra, será muito difícil para a cidade recuperar esse órgão no futuro. “Não há um prazo para que isso seja feito, mas existe um processo administrativo com esse intuito. Tem a posição do presidente (do TRT) de retirar, a posição do vice-presidente concordando com o presidente e esse processo administrativo vai ser votado no pleno do TRT. Tenho convicção que se perdermos a 3ª Vara do Trabalho, não vamos mais conseguir restituí-la”, completou Custódio.
Procurado pela nossa reportagem, o TRT declarou não tem posicionamento oficial sobre o assunto.
Ouça abaixo a reportagem completa:
A Epagri/Ciram emitiu um comunicado nesta segunda-feira (16) informando que uma intensa massa de ar frio de origem polar está avançando da Argentina em direção ao Sul do Brasil. Esse fenômeno deve provocar o declínio acentuado da temperatura no nosso estado. Essa é considerada a primeira onda de frio de 2022, que vai manter as baixas temperaturas em Santa Catarina até o próximo sábado (21), inclusive favorecendo a condição de neve ou chuva congelada e geada.
Essa condição de frio intenso acende o sinal de alerta na agricultura, que já sofreu maus bocados com os dias sequentes de chuva no começo do mês. Só nas regiões Carbonífera e do Extremo Sul, o prejuízo nesse período foi de R$ 10 milhões. Para evitar mais problemas, agora com o frio, a Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) deixa algumas orientações aos agricultores.
“Nessa questão de alimentação e trato com os animais, também há de se considerar que é uma época em que é esperada esse tipo de atividade de frio, principalmente em prever as alimentações para os animais. Também temos que ficar de olho, porque tem previsão de geada, mas para a nossa região, não vai ser igual aquele frio que aconteceu no ano passado”, observa o gerente regional de Criciúma, Edson Borba.
Não só o clima mais ameno deve preocupar, mas os ventos também podem provocar alguns problemas. Segundo o meteorologista Ronaldo Coutinho, já houve estações registrando ventos de 80 km/h e, em algumas cidades, deve passar dos 50 km/h ao longo da semana.
Os fortes ventos previstos também alertam a Celesc quanto a segurança da rede elétrica. Zulnei Casagrande, gerente do Núcleo Sul da empresa, disse que a empresa monitora a situação climática e garantiu que a Celesc está pronta para atender qualquer ocorrência. Casagrande ainda deixa dicas para os consumidores para esses dias ventosos e a relação com as redes elétricas. “O que mais acontece nos vendavais são postes caídos e cabos partidos. Pedimos para a comunidade não se aproximar nem dos postes, nem dos fios que estejam no chão e procurar, na medida do possível, acionar a Celesc”, alerta. “Podemos ter muitas ocorrências, nossa central telefônica, muito provavelmente, acaba congestionando, mas é uma situação adversa e pedimos paciência. Temos tecnologia para identificar todas as faltas de energia, mesmo sem o contato do consumidor”, completou Casagrande.
Ouça abaixo o boletim completo:
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