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  • Trabalhadores da indústria plástica de Criciúma e região terão aumento de 12%

    Os mais de 8 mil trabalhadores das indústrias plásticas de Criciúma e região receberão seus salários deste mês, até o quinto dia útil de maio, com aumento de 12%. A negociação coletiva da categoria foi fechada, oficialmente, na manhã desta quarta-feira, dia 20, quando o presidente do sindicato dos trabalhadores, Carlos de Cordes, o Dé, recebeu ligação do presidente do sindicato patronal, Reginaldo Cechinel, informando o consenso dos empresários à rodada de negociação realizada na segunda-feira, dia 18.

    Todas as cláusulas sociais, legais e de regulamentação das condições de trabalho da convenção anterior foram renovadas, ressalta o presidente do sindicato profissional. Nas cláusulas econômicas, além de 12% de aumento nos salários de todos, para inflação de 11,73% medida pelo INPC, o abono/PLR anual passou para R$ 1.061,47 para os segmentos de descartáveis e flexíveis e R$ 1.015,00 para os trabalhadores das indústrias de plásticos reciclados. O pagamento do abono/PLR será feito em duas parcelas, nas folhas salariais de junho e outubro de 2022, nos valores de R$ 531,47 e R$ 530,00 e R$ 508,00 e R$ 507,00, respectivamente.

    Ouça abaixo a reportagem completa:

    4 min
  • Em estado de greve, servidores anunciam paralisação no dia 2 em Orleans

    Em Orleans, os servidores públicos municipais anunciam uma paralisação para o dia 2 de maio. O movimento é encabeçado pelo Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público de Orleans (Sintramor), que reclama da falta de diálogo com a Prefeitura.

    Os servidores públicos encontram-se em estado de greve desde o fim de março. No momento atual, uma comissão fica com a responsabilidade de articular a paralisação para o próximo dia 2 de maio. Segundo a presidente do Sindicato que representa a categoria, Janes de Lorenzi, uma lista com 17 reivindicações foi apresentada ao prefeito Jorge Koch, mas nenhuma delas foi atendida pelo chefe do Poder Executivo. “Na última reunião, elegemos três pautas prioritárias, que seria a criação da CIPA [Comissão Interna de Prevenção de Acidentes], a valorização do professor e solicitamos um ganho real. Na assembleia solicitamos 5% de ganho real”, detalhou Janes.

    O sindicato ainda reivindicava outras pautas, como um prêmio por assiduidade para os funcionários e o vale-transporte. Sem respostas, o grupo representante dos servidores anuncia uma paralisação para o dia 2. “Não vai ser completamente parado. Temos ciência que 30% dos serviços essenciais têm que continuar trabalhando, mas eles vão paralisar o trabalho, que será de forma mais lenta, e vamos conscientizar o povo deste momento que estamos vivendo”, afirmou Janes.

    Procurada pela nossa reportagem, a Prefeitura de Orleans explicou, via assessoria de imprensa, que “fez o que pode repondo 100% das perdas inflacionárias, que ultrapassaram 18%”.

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    3 min
  • Roteiro de Cicloturismo Rotas do Aguaí será entregue em agosto

    O projeto do Roteiro de Cicloturismo Rotas do Aguaí está muito perto de sair do papel. Paulo Cadallóra, um dos organizadores do circuito, informou nesta terça-feira, dia 19, que a entrega está programada para o mês de agosto.

    O Roteiro de Cicloturismo das Rotas do Aguaí será o primeiro de Santa Catarina dentro de uma unidade de conservação. A Reserva Estadual do Aguaí é uma unidade de proteção integral e está abrigada dentro dos territórios dos municípios de Siderópolis, Treviso, Nova Veneza e Morro Grande. Conforme o plano de manejo da Reserva, sua área de entorno abriga um grande potencial para o ecoturismo e turismo de aventura.

    Cadallóra, que está à frente desse projeto, explica que essa reserva envolve diretamente as populações dos municípios através de práticas sustentáveis. A proposta de Cicloturismo Rotas do Aguaí, que inclui ainda Lauro Müller, contempla uma plataforma virtual, onde os cicloturistas poderão planejar suas viagens, pontos turísticos para paradas, hospedagem e alimentação, potencializando os negócios ao entorno da reserva. “Vamos entregar em agosto. O roteiro vai ter 180 quilômetros, estará todo sinalizado, com orientações, pontos de parada, restaurantes, pousadas e queremos envolver os demais municípios”, detalhou.

    O primeiro Roteiro de Cicloturismo de Santa Catarina no entorno de uma unidade de conservação faz parte da segunda edição do Programa Inovatur. A iniciativa da Agência de Desenvolvimento do Turismo (Santur) em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado (Fapesc), selecionou uma lista dos 16 projetos inovadores na área do turismo. Esse roteiro, especificamente, recebe um aporte de R$ 57 mil.

    Ouça abaixo a reportagem completa:

    3 min
  • Servidores públicos organizam atos de protesto a partir desta quarta-feira em Criciúma

    Em Criciúma, os servidores públicos municipais planejam uma série de atos em protesto contra o prefeito Clésio Salvaro a partir desta quarta-feira, dia 20. A decisão foi tomada na última segunda-feira, dia 18, durante Assembleia Geral convocada pelo Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de Criciúma e Região (Siserp). No encontro, os servidores públicos discutiram os desdobramentos da negociação coletiva 2021/2022.

    Desde a última semana, os servidores estão em pé de guerra com a Administração Municipal devido a aprovação de um Projeto de Lei que altera o salário dos servidores. Na proposição aprovada pela Câmara de Vereadores estavam a revisão geral anual da inflação de doze meses e a inserção de um cupom alimentação conforme a escolaridade. “Temos perdas salariais de três anos e o governo está fazendo a reposição apenas do último ano, além de outras cláusulas que estão na lei anterior e, como não foi negociado, não foram contempladas no projeto aprovado, como o abono-férias, os Equipamentos de Proteção Individual (EPI)... Tem muitas questões que precisamos negociar em mesa”, destacou a presidente do Siserp, Jucélia Vargas.

    O primeiro ato será já nesta quarta-feira, a partir das 18h30. Segundo Jucélia, os servidores vão se reunir na Praça do Congresso para se manifestar contra a Prefeitura. Uma nova assembleia foi marcada para o dia 2 de maio. Nesta data, os servidores podem, de fato, entrar em greve se não for encontrado um acordo.

    Ouça abaixo a reportagem completa:

    3 min
  • Mina Octávio Fontana volta a bater recorde de visitantes

    Cada vez mais, a Mina de Visitação Octávio Fontana tem caído no gosto daqueles que visitam Criciúma. Recém ultrapassamos a metade de abril e o quarto mês do ano já registrou mais visitantes que no mês anterior. “Estamos quebrando recordes de visitação na mina todos os meses. Em abril, já vencemos o número de visitantes do mês passado. Já são 1.300 visitantes no meio do mês. Tem boa possibilidade de bater 2 mil visitantes”, conta o diretor de turismo da Fundação Cultural de Criciúma, Ismail Ahmad Ismail.

    A Mina de Visitação Octávio Fontana conta um pouco da história de Criciúma. A cidade que foi erguida pelo carvão mineral e se tornou referência no segmento em todo o país no século passado, hoje não a tem mais como a principal atividade econômica. Mas a história ressurgiu no turismo, com a abertura da atração no dia 28 de outubro de 2011. Atualmente, a Mina de Visitação é administrada pela Prefeitura em parceria com a SATC.

    A visita na Mina Octávio Fontana é acompanhada por um guia, que explana a história da extração do carvão e curiosidades sobre o local. O passeio tem 300 metros, pode ser realizado a pé, ou em uma mini locomotiva, modelo réplica de 1922, com capacidade para dez passageiros por viagem. O ponto turístico fica localizado na rua Quintino Dal Pont, no bairro Arquimedes Naspolini. O agendamento do horário de visita pode ser feito por meio do telefone 3445-8734.

    Ouça abaixo a reportagem completa:

    3 min
  • “Chega de Silêncio”: hospitais do sul alertam para a falta de recursos

    Os gestores dos hospitais filantrópicos e santas casas do Sul do Estado se reuniram nesta segunda-feira, dia 18, em Criciúma, e firmaram adesão ao movimento “Chega de Silêncio”. Através dessa mobilização, eles buscam alertar a sociedade sobre a falta de recursos para os hospitais, que pode culminar com a redução de atividades e fechamento das portas de muitas entidades.

    Como marco dessa mobilização, as Santas Casas e hospitais filantrópicos farão uma paralisação e reagendamento de procedimentos eletivos nesta terça-feira, dia 19 de abril. Mobilizados pela Confederação das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos (CMB), as federações de hospitais e instituições vão protestar contra a situação grave que enfrentam, em função do nível de endividamento e do subfinanciamento do SUS, o Sistema Único de Saúde.

    Nesta segunda-feira, diretores dos hospitais filantrópicos das regiões da Amrec, Amesc e Amurel se reuniram na Associação Empresarial de Criciúma (ACIC) e manifestaram a preocupação em manter o trabalho. Segundo Altamiro Bittencourt, presidente da Associação de Hospitais do Estado de Santa Catarina (Ahesc), um dos problemas mais alarmantes do momento é o Projeto de Lei nº 2564/2020, originário e aprovado no Senado, e que institui o piso salarial da enfermagem. A proposta tramita na Câmara Federal, com votação prevista para os próximos dias. “Esse PL, se passar, não tem como: os hospitais vão fechar”, afirmou Bittencourt.

    Conforme a proposta, o valor mínimo inicial para os enfermeiros será de R$ 4.750, a ser pago nacionalmente pelos serviços de saúde públicos e privados. Nos demais casos, haverá proporcionalidade: 70% do piso dos enfermeiros para os técnicos de enfermagem; e 50% para os auxiliares de enfermagem e as parteiras. O texto prevê ainda a atualização monetária anual do piso da categoria com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) e assegura a manutenção de salários eventualmente superiores ao valor inicial sugerido, independentemente da jornada de trabalho para a qual o profissional tenha sido contratado.

    Edvan Della Giustina, diretor da Fundação Hospitalar Santa Otília, de Orleans, e coordenador regional sul da Ahesc, explica que os hospitais terão dificuldade para honrar com seus compromissos salariais e cita que só no hospital que gerencia, o aumento será de 62%. O entendimento é de que muitos hospitais não conseguirão pagar esse montante por mais de um ou dois meses. “Tem chance ou de fechar as portas ou de diminuir serviços, tendo que demitir funcionários”, projetou. “Não somos contra o projeto, pelo contrário. Nós valorizamos os funcionários, mas junto com esse projeto, nos preocupamos com o financiamento disso. No momento, não temos como pagar”, completou Della Giustina.

    Está prevista ainda para o dia 26 de abril a realização de uma ação envolvendo integrantes de federações e hospitais filantrópicos em Brasília, visando pressionar parlamentares sobre essa lei.

    Ouça abaixo a reportagem completa:

    12 min

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