Marya Bravo canta como quem tateia a própria alma no escuro. Às vezes com doçura, às vezes com dor, mas sempre com verdade. Atriz consagrada dos palcos musicais, filha do grande Zé Rodrix e da inesquecível Lizzie Bravo, a única brasileira a gravar com os Beatles. Ela parecia pronta para encerrar a carreira artística e trilhar novos rumos, quando um convite inesperado mudou tudo. Foi no musicial “Sonhos não envelhecem”, sobre o clube da esquina, que Marya reencontrou a música e, com isso, reencontrou a si mesma. Dessa volta às origens, nasceu o “Eterno talvez”, seu quarto álbum autoral, denso e lírico. Acompanhada de parceiros de longa data, ela mistura beats, guitarras, cordas e confissões num disco que passeia pelo jazz, MPB, rock, memórias afetivas - e tem até música inédita de seu pai, Zé Rodrix. É com ela, Marya Bravo, que conversamos neste Papo Educativa. Com Beto Pacheco, Cristiano Castilho e Mauro Contti.