Há 61 anos, num fatídico 31 de março, o Brasil entrava num período sombrio, pois nesta data acontecia o Golpe Militar de 1964, quando o presidente João Goulart foi deposto. A história recrudesceu em 1968, quando foi instituído o Ato Institucional nº 5 (AI 5), um instrumento que retirou os direitos constitucionais que ainda restavam. Lamentavelmente, a História teima em tentar se repetir. Mas se a repetição se dá por problemas de memória coletiva, há uma ferramenta (além dos tribunais) que tenta mantê-la como forma de defesa: a arte. Recentemente, um filme brasileiro venceu o Oscar retratando os horrores (cerceamento de liberdade, tortura e mortes) cometidos pelo regime: “Ainda estou aqui”. E recentemente outro trabalho sobre aquele momento foi lançado: “A Batalha da Rua Maria Antônia”, que retrata um dos episódios mais marcantes da luta estudantil, o confronto ocorrido, em 2 de outubro de 1968, entre universitários e forças ligadas ao regime militar. Nosso papo de hoje será com a diretora, Vera Egito, e com Caio Horowicz, que atuou nas duas produções: ‘Ainda Estou Aqui’ e “A Batalha da Rua Maria Antônia”.
Com Beto Pacheco e Mauro Contti.