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Ao ser retratado como música de origem negra, o RAP se transforma também em um veículo de ‘construção de identidade’, o que proporciona a formação de novos conceitos contra a violência e a discriminação praticadas desde a escravidão e que ainda permanecem, mesmo depois da abolição, cuja proposta é romper com o conformismo e com o sentido de cordialidade que habitam o imaginário da sociedade brasileira.
Leitura do professor Marcos Aurélio dos Santos
Hoje, no Onda Sonora, temos Dandara Manoela e a mulher preta na cena musical de Florianópolis. Representatividade, talento e música de excelente qualidade. Acompanhe a entrevista e as musicas ''De casa'' e ''Raiz forte''.
No programa EJA EM MOVIMENTO dessa semana as professoras Carol Carvalho e Mariah Amanda da Silva. Na surgiram os seguintes temas: racismo, antirracismo, movimento negro, negritude, branquitude, isolamento, lutas, movimentos sociais, políticas públicas e desigualdade social.
A autora do poema "Ambiguidade", Zilá Rodrigues, é professora do 1o segmento da EJA Centro III da Prefeitura Municipal de Florianópolis. Nascida em Imaruí, cidade localizada perto de Laguna, Santa Catarina, também foi aluna da Educação de Jovens e Adultos, cursando o ensino fundamental. Posteriormente, fez seu magistério e se formou em Pedagogia. Hoje é especialista em PROEJA. Zilá defende a educação neste país de modo ativo e gosta de poesia e política.
Créditos:
No violão Gustavo Monteleone com arranjo original para a música Apesar de você do Chico Buarque.
Letra e interpretação de Dani Sbravati e Paty Valim.
Violão e percussão: Paty Valim
SOU PRETA, NEGRA, PARDA, BRANCA PRIVILEGIADA, GORDA, PUTA, BRUXA, LÉSBICA, SAPATONA, BI, PAN, TRANS, TRAVESTI, NÃO BINÁRIE. O QUE POSSO SER É INFINITO E COM FORÇA E POTÊNCIA EU GRITO: NÃO ME DESUMANIZE! EXIJO EQUIDADE DESEJO LIBERDADE PARA EXPRESSAR AMOR NESTA SOCIEDADE NÃO SOU IGUAL A VOCÊ E NEM DESEJO SER! NOSSAS DIFERENÇAS NÃO PRECISAM DOER! NÃO TOLERE OU ACEITE, APENAS RESPEITE MEU VIVER SOMOS FILHES DA DEUSA, DE DEUS, DE JEOVÁ DE OXALÁ MINHA RELIGIÃO NÃO FOI FEITA PARA TE IRRITAR ME DEIXA REZAR, ME ACOLHER E ME ABRAÇAR. SÓ EXISTO PORQUE RESISTO. SÓ RESISTO PORQUE INSISTO. PRECISO ANDAR, FALAR, PENSAR... RESPIRAR, PIRAR. NÃO PODEM ME CALAR...NÃO VÃO ME CALAR... NÃO VOU ME CALAR. EU SOU O MEU PRÓPRIO LAR.
Créditos:
Trechos de ''Cota não é esmola'' de Bia Ferreira e ''Triste louca ou má'' de Francisco, El Hombre.
Zé da Luz nasceu em 29 de março de 1904 em Itabaiana, região agreste da Paraíba e faleceu no Rio de Janeiro em 12 de fevereiro de 1965. Sua poesia é dita nas feiras, nas porteiras, na beirada das estradas, nas ruas e manguezais. Perdeu-se do seu autor pois em livro não se encontra. Se encontra na boca do povo, de quem tomou emprestado a voz, para dividi-la em forma de rima e verso. Seus poemas têm a cor do nordeste, o cheiro do nordeste, o sabor do nordeste. Às vezes trágico, às vezes humorado, às vezes safado. Quase sempre telúrico como a luz do sol do agreste. (Fonte: http://culturanordestina.blogspot.com/2009/07/ze-da-luz.html)
Leitura da professora Ive Luna.
Créditos:
Imagem -Xilogravura de J. Borges - Beijo entre cactus
No programa Onda Sonora dessa semana temos a presença da musicista Chaeê. Na conversa, Chaeê fala sobre sua carreira, sobre musica e nos apresenta duas de suas composições.
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