A violência contra a mulher esteve em pauta hoje no Frequência Federal, apresentado por Evelyne Ogawa e transmitido pela Rádio Federal em Brasília. Com a participação do Secretário da Comissão de Combate à Violência Doméstica e Familiar da OAB-DF, Rubens Pires, também esteve presente a Psicóloga Mônica Álvares e a Advogada militante em Direito Previdenciário, Francisca Lustosa. Os especialistas trataram sobre o feminicídio e debateram sobre questões psicológicas, jurídicas, sociais e culturais.
CRESCE VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES E O AUMENTO DE FEMINICÍDIO CHEGA A 7.3%
Em 2019 foram registrados 1.314 casos de feminicídios, média de uma mulher morta a cada 7 horas
Nesta quinta-feira, 05, foi publicado um levantamento produzido pelo portal G1, juntamente com Fórum Brasileiro de Segurança Pública e a Universidade de São Paulo – USP. O estudo chamado de Monitor da Violência trouxe dados alarmantes sobre a violência contra as mulheres. As informações são baseadas em dados oficiais dos 26 estados, mais o Distrito Federal.
Dentre os preocupantes números, destaca-se o aumento de 7,3% nos casos de feminicídios no ano de 2019, em comparação a 2018. No mesmo ano foram registrados 3.739 homicídios dolosos contra as mulheres, destes, 1.314 casos foram enquadrados como fiminicídios. A média é de uma mulher morta a cada 7 horas. O crime que atenta contra a vida das mulheres, simplesmente por serem mulheres tem aumentado e levanta debates por toda a sociedade.
As taxas de feminicídios concentram-se em maior quantidade no Acre e em Alagoas, são 2,5 a cada 100 mil habitantes. As menores taxas estão em Amazonas e Tocantins, 0,6 a cada 100 mil habitantes. Na contramão desses números, os casos de assassinatos em geral no Brasil é o menor em 2019, de acordo com os estudos do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
No combate a este sério problema é preciso o envolvimento da sociedade, para que esse tipo de crime não seja mais tolerado e continue ocorrendo. Devem-se passar as informações necessárias para as pessoas desde a infância, para que a cultura machista deixe de e