Romper com um ciclo marcado por ameaças, ofensas e violência ainda é um desafio para muitas mulheres. Até que o silêncio, a vergonha de buscar ajuda e o medo sejam vencidos, há um processo marcado pela dor e por muitos traumas. Leva um tempo até que a vítima entenda que não precisa enfrentar tudo isso sozinha.
Em cinco meses, 331 pacientes acima de 13 anos foram socorridas por algum tipo de violência em unidades do Grupo Hospitalar Conceição, em Porto Alegre. 167 delas sofreu violência doméstica, que é praticada por parceiros ou parentes. Além disso, quase 70% das 331 foram agredidas fisicamente e 20% % foram vítimas de violência sexual.
Uma sala, chamada de Elza Soares, foi montada dentro do Hospital Cristo Redentor como parte de uma rede de assistência humanizada para ajudar essas mulheres. 80 delas foram acolhidas pelo projeto, o que equivale a 24% das identificadas no sistema.